A presença no trabalho é uma obrigação, mas diversas situações podem levar um empregado a se ausentar. Compreender as regras que regem essas faltas é fundamental para evitar complicações na vida profissional. Este artigo explora as permissões e consequências relacionadas às faltas no trabalho, tanto as justificadas quanto as injustificadas, para que o trabalhador possa se informar adequadamente.
Quantas faltas no trabalho são permitidas por lei?
Entenda quantas faltas no trabalho são permitidas por lei e as consequências de ausências injustificadas.
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As faltas justificadas

As faltas justificadas são aquelas reconhecidas pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que trazem um conjunto de normas sobre o que caracteriza uma ausência aceita.
De acordo com o artigo 473 da CLT, essas ausências não geram descontos salariais nem podem resultar em demissão por justa causa, desde que o trabalhador apresente a documentação necessária ao departamento de Recursos Humanos, como atestados médicos ou declarações formais.
Tipos de faltas justificadas
Abaixo estão algumas situações em que o trabalhador pode faltar sem que sua ausência seja penalizada:
- Morte de parente: O empregado tem direito a até 2 dias consecutivos de falta;
- Casamento: São permitidos 3 dias consecutivos de ausência;
- Doação voluntária de sangue: O trabalhador pode se ausentar uma vez a cada 12 meses;
- Alistamento como eleitor: É possível faltar por até 2 dias para tirar o título de eleitor;
- Alistamento militar: O empregado pode se ausentar por até 2 dias consecutivos ou não para as etapas do alistamento;
- Exames vestibulares: É permitido se ausentar nos dias de prova;
- Acompanhar gestante: O trabalhador pode faltar até 6 vezes para acompanhar a companheira em consultas;
- Consultas médicas de filhos: Um pai ou mãe pode faltar uma vez ao ano para levar o filho de até 6 anos ao médico;
- Exames preventivos: O trabalhador tem direito a 3 dias por ano para a realização de exames preventivos de câncer.
Faltas injustificadas

Por outro lado, as faltas injustificadas são aquelas em que o trabalhador não apresenta motivos válidos para sua ausência.
A CLT não oferece proteção específica para essas faltas, e a falta sem justificativa pode resultar em consequências graves.
Consequências das faltas injustificadas
Caso o empregado acumule mais de 30 dias de faltas injustificadas, o empregador pode optar pela demissão por justa causa, alegando abandono de emprego.
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Isso significa que a falta sem justificativa não só compromete a relação de trabalho, mas pode também afetar o histórico profissional do trabalhador.
Considerações finais
É essencial que os trabalhadores conheçam seus direitos e deveres em relação às faltas no trabalho. Faltas justificadas garantem segurança ao empregado, enquanto faltas injustificadas podem levar a sérias repercussões.
A comunicação transparente com o empregador e a apresentação de documentação adequada são fundamentais para proteger a trajetória profissional em situações imprevistas.
Imagem: Freepik
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