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Quanto eu devo pagar de INSS: 5%, 11% ou 20%?

Saiba se deve contribuir com 5%, 11% ou 20% para o INSS. Descubra qual alíquota se aplica a você e como escolher corretamente.

Eduardo MendesPor Eduardo Mendes5 min de leitura
quanto devo pagar de INSS

Contribuir para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) é essencial para garantir a aposentadoria e outros benefícios da Previdência Social. No entanto, muitas pessoas se perguntam qual é a alíquota de contribuição mais adequada para sua situação: 5%, 11% ou 20%? Cada uma dessas alíquotas atende a perfis diferentes de contribuintes, e é importante entender as regras para evitar erros.

Neste artigo, vamos explicar as três principais alíquotas de contribuição do INSS, quem pode optar por cada uma e como elas impactam a aposentadoria e outros benefícios.

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Quais são os tipos de contribuintes do INSS?

INSS Setembro
Imagem: rafapress / shutterstock.com

Antes de entender as alíquotas, é importante saber que existem dois tipos de segurados:

  • Segurados obrigatórios: São aqueles que exercem uma atividade remunerada e, por isso, são obrigados a contribuir para o INSS. Por exemplo, trabalhadores com carteira assinada, autônomos e microempreendedores individuais (MEIs).
  • Segurados facultativos: Pessoas que não exercem atividade remunerada, mas optam por contribuir para o INSS para garantir proteção previdenciária. Por exemplo, estudantes ou donas de casa.

Alíquotas de contribuição: 5%, 11% ou 20%?

Contribuição de 20%

A contribuição de 20% é a mais ampla e flexível. Ela pode ser feita por contribuintes individuais (autônomos) e facultativos. Nesse caso, o segurado pode contribuir com 20% sobre qualquer valor entre o salário mínimo e o teto do INSS. Para 2024, o salário mínimo é de R$ 1.320, e o teto do INSS é de R$ 7.507,49.

  • Quem pode contribuir com 20%?
    Contribuintes individuais e facultativos que desejam uma contribuição mais robusta, o que resulta em uma aposentadoria maior, já que o valor pago é diretamente proporcional ao valor sobre o qual se contribui.
  • Vantagens:
    A contribuição de 20% permite o segurado se aposentar por tempo de contribuição e por idade. Também possibilita ao segurado contar com outros benefícios, como o auxílio-doença e a aposentadoria por invalidez, calculados sobre a média das contribuições.

Contribuição de 11%

A alíquota de 11% é uma alternativa mais acessível para contribuintes individuais e facultativos, mas com algumas limitações. Ela só pode ser aplicada sobre o salário mínimo. Em 2024, isso significa uma contribuição mensal de R$ 145,20 (11% de R$ 1.320).

  • Quem pode contribuir com 11%?
    Autônomos que prestam serviços para pessoas físicas e não têm vínculo empregatício, além de facultativos que desejam contribuir sobre o salário mínimo.
  • Vantagens:
    A alíquota de 11% oferece uma forma mais acessível de garantir a proteção previdenciária, incluindo a aposentadoria por idade. No entanto, não permite aposentadoria por tempo de contribuição, e o benefício é sempre calculado com base no salário mínimo.
  • Desvantagens:
    Quem contribui com 11% e, mais tarde, decide se aposentar por tempo de contribuição precisará complementar as contribuições, pagando a diferença de 9% para ajustar a alíquota de 11% para 20%.

Contribuição de 5%

A contribuição de 5% é destinada a um grupo específico de segurados: o facultativo de baixa renda e o MEI (Microempreendedor Individual). Em 2024, a contribuição mensal para esse grupo é de R$ 66 (5% de R$ 1.320).

  • Quem pode contribuir com 5%?
    • Facultativo de baixa renda: Pessoas que se dedicam exclusivamente ao trabalho doméstico em sua residência, não têm renda própria e fazem parte de famílias com renda mensal de até dois salários mínimos, inscritas no Cadastro Único.
    • MEI: Microempreendedores Individuais que formalizaram suas atividades e têm um faturamento anual de até R$ 81 mil.
  • Vantagens:
    Assim como a alíquota de 11%, a contribuição de 5% garante acesso à aposentadoria por idade e outros benefícios como auxílio-doença e salário-maternidade, todos baseados no salário mínimo.
  • Desvantagens:
    A aposentadoria por tempo de contribuição não está disponível para quem contribui com 5%. Além disso, essa alíquota não pode ser utilizada por quem exerce atividades remuneradas fora do MEI.

Qual alíquota escolher?

Aposentadoria INSS
Imagem: Freepik/ edição: Seu Crédito Digital

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A escolha da alíquota de contribuição deve ser feita com base em suas metas de aposentadoria e nas regras de cada uma.

Para quem quer contribuir com o mínimo possível

Se você se enquadra como facultativo de baixa renda ou MEI e não tem planos de contribuir mais do que o necessário para garantir uma aposentadoria por idade, a alíquota de 5% pode ser a escolha ideal.

Ela garante a proteção previdenciária com um valor acessível, mas é importante entender que os benefícios serão sempre baseados no salário mínimo.

Para quem quer aumentar o valor da aposentadoria

Se você deseja ter uma aposentadoria maior, a alíquota de 20% é a melhor opção. Ela permite contribuir com valores acima do salário mínimo, garantindo uma aposentadoria mais alta e permitindo a aposentadoria por tempo de contribuição.

Para quem deseja um meio-termo

A alíquota de 11% oferece um equilíbrio entre custo e proteção. Ela é mais acessível que os 20%, mas garante apenas a aposentadoria por idade. Se você não pretende pagar a mais e está de acordo com o benefício limitado ao salário mínimo, essa é uma boa escolha.

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Eduardo Mendes

Autor

Eduardo Mendes

Eduardo Mendes é cofundador do Seu Crédito Digital, especialista em SEO, jornalista e bacharel em Administração de Empresas pela UFRGS. Apaixonado por finanças e empreendedorismo, escreve em blogs desde 2014 e atua criando conteúdos, vídeos e análises para ajudar o público a tomar decisões financeiras mais inteligentes.

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