Um levantamento do governo mostrou que cerca de 500 mil famílias receberam benefícios sociais de forma indevida em 2022. Com isso, elas podem ter que devolver dinheiro do Auxílio Brasil, assim como aconteceu com o Auxílio Emergência durante a pandemia.
Quase 500 mil famílias terão que DEVOLVER dinheiro do Auxílio Brasil
Clique aqui para entender porque beneficiários de programa social vão ter que devolver dinheiro do Auxílio Brasil para o governo
O Auxílio Brasil era um programa social de transferência de renda que começou pagando R$ 400 para a população de baixa renda. Com a pandemia de Covid-19, o valor recebeu um aumento e passou para R$ 600 por mês para cada beneficiário.
Entretanto, relatório da Controladoria Geral da União (CGU) mostrou que 468 mil famílias receberam o dinheiro, mesmo não atendendo às exigências mínimas do programa social. Com isso, os cofres públicos tiveram um prejuízo de quase R$ 3 bilhões em 2022.
Famílias terão de devolver dinheiro do Auxílio Brasil mais correção
Se levarmos em consideração a medida que o governo tomou em relação aos pagamentos indevidos do Auxílio Emergencial, existe um precedente para que as famílias que receberam o Auxílio Brasil indevidamente tenham que devolver o dinheiro para os cofres públicos.
Nesses casos, a operação não seria apenas restituir o repasse que receberam, mas devolver o valor com a correção monetária referente ao período. Ou seja, o valor que os beneficiários pagarão será maior do que aquele que o governo pagou.
Formas de pagamentos
De acordo com a legislação atual, apenas os beneficiários que comprovadamente utilizaram de má-fé para receber os repasses precisarão devolver o dinheiro do Auxílio Brasil. Quanto a forma de pagamento, provavelmente seguirá o mesmo padrão da devolução do Auxílio Emergencial.
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Assim, a pessoa poderá pagar à vista ou parcelado. Sendo que quem aceitar fazer o pagamento parcelado perderá o direito de contestar o valor ou mover uma ação na Justiça contra a devolução do dinheiro.
Além disso, a partir do momento da quitação da dívida, o antigo beneficiário fica impedido por doze meses (1 ano) de voltar a fazer parte de um programa social de transferência de renda, como o Bolsa Família.
Imagem: Rafapress / Shutterstock.com
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