Os dados apresentados pelo Tribunal de Contas da União (TCU) apontam que o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) repassou R$ 2,9 bilhões em pensões e aposentadorias que não deveriam ser concedidas.
Quase R$ 3 bilhões foram gastos pelo INSS em benefícios irregulares
O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou milhões de beneficiários do INSS que não cumprem as exigências para receber os benefícios.
Milhares de segurados tiveram o benefício concedido sem cumprir os requisitos para aquela aposentadoria ou pensão. Confira a seguir os detalhes da análise do TCU e entenda como o INSS deve agir nessa situação.
Quantas pessoas recebiam os benefícios do INSS de maneira indevida?
Esses quase R$ 3 bilhões foram repassados no período entre julho e dezembro de 2021. O TCU analisou 36 milhões de cadastros do banco de dados de beneficiários do INSS. Desses cadastros analisados, 7,8 milhões tinham inconsistência dos dados.
Para um dependente ter a pensão por morte concedida pelo INSS, por exemplo, a sua renda não pode ser superior a um salário mínimo. Contudo, a análise da DPU identificou 834 beneficiários da pensão por morte com a soma do teto de gastos acima do estipulado.
Além disso, 7.029 titulares falecidos continuaram a receber o benefício da previdência. Outros 60.495 beneficiários apresentaram um acúmulo indevido no CPF ou NIT. Houve ainda 881.675 casos de pensão por morte sem a comprovação através do Sistema de Controle de Óbitos (Sisob) ou na Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil (RFB).
Antes disso, porém, o TCU já havia identificado inconsistência de dados em 5 milhões de cadastros, mas a situação não foi corrigida pela gestão do INSS da época. Diante disso, o ministro-relator no TCU, Aroldo Cedraz, comentou que essa irregularidade se deu devido à falta de atenção às regras e procedimentos de concessão dos benefícios.
O que o INSS deve fazer perante a situação?
Ainda em sua declaração, Cedraz afirmou que essas falhas resultam em um furo de R$ 2,9 bilhões por ano. Com disso, ele deu o prazo de um ano para que o INSS faça uma análise em seus cadastros a fim de que as incoerências sejam identificadas e resolvidas.
A Receita Federal também recebeu o relatório do TCU. A partir disso, o órgão deve ser o responsável por apurar os casos de óbito do segurado. Por fim, Cedraz destaca que o uso da inteligência artificial pode ser um aliado tanto na análise quanto na concessão dos benefícios.
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Imagem: Angela_Macario / Shutterstock.com
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