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Quase R$ 3 bilhões foram gastos pelo INSS em benefícios irregulares

O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou milhões de beneficiários do INSS que não cumprem as exigências para receber os benefícios.

Bruna MachadoPor Bruna Machado3 min de leitura
Fachada da sede do INSS. no letreiro "previdência social"

Os dados apresentados pelo Tribunal de Contas da União (TCU) apontam que o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) repassou R$ 2,9 bilhões em pensões e aposentadorias que não deveriam ser concedidas.

Milhares de segurados tiveram o benefício concedido sem cumprir os requisitos para aquela aposentadoria ou pensão. Confira a seguir os detalhes da análise do TCU e entenda como o INSS deve agir nessa situação.

Quantas pessoas recebiam os benefícios do INSS de maneira indevida?

Esses quase R$ 3 bilhões foram repassados no período entre julho e dezembro de 2021. O TCU analisou 36 milhões de cadastros do banco de dados de beneficiários do INSS. Desses cadastros analisados, 7,8 milhões tinham inconsistência dos dados.

Para um dependente ter a pensão por morte concedida pelo INSS, por exemplo, a sua renda não pode ser superior a um salário mínimo. Contudo, a análise da DPU identificou 834 beneficiários da pensão por morte com a soma do teto de gastos acima do estipulado.

Além disso, 7.029 titulares falecidos continuaram a receber o benefício da previdência. Outros 60.495 beneficiários apresentaram um acúmulo indevido no CPF ou NIT.  Houve ainda 881.675 casos de pensão por morte sem a comprovação através do Sistema de Controle de Óbitos (Sisob) ou na Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil (RFB).

Antes disso, porém, o TCU já havia identificado inconsistência de dados em 5 milhões de cadastros, mas a situação não foi corrigida pela gestão do INSS da época. Diante disso, o ministro-relator no TCU, Aroldo Cedraz, comentou que essa irregularidade se deu devido à falta de atenção às regras e procedimentos de concessão dos benefícios. 

O que o INSS deve fazer perante a situação?

Ainda em sua declaração, Cedraz afirmou que essas falhas resultam em um furo de R$ 2,9 bilhões por ano. Com disso, ele deu o prazo de um ano para que o INSS faça uma análise em seus cadastros a fim de que as incoerências sejam identificadas e resolvidas.

A Receita Federal também recebeu o relatório do TCU. A partir disso, o órgão deve ser o responsável por apurar os casos de óbito do segurado. Por fim, Cedraz destaca que o uso da inteligência artificial pode ser um aliado tanto na análise quanto na concessão dos benefícios.

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Imagem: Angela_Macario / Shutterstock.com

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Bruna Machado

Autor

Bruna Machado

Bruna Cassana é gaúcha, natural de Pelotas, e atua como redatora no Seu Crédito Digital. Curiosa por natureza, está sempre conectada às tendências da web e às principais novidades sobre finanças, benefícios sociais e tecnologia. Com olhar atento às transformações digitais e linguagem acessível, Bruna contribui para informar e orientar leitores em decisões do cotidiano.

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