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Crise na Apple? Venda de iPhone despenca 25%

Apple registra queda de 25% nas vendas na China em 2024; Huawei, Vivo e Xiaomi se destacam com crescimento significativo no mercado local.

Vitória MonckesPor Vitória Monckes5 min de leitura
iPhones

No último trimestre de 2024, a Apple enfrentou uma queda significativa em suas vendas de smartphones na China. Segundo dados da agência de mercado Canalys, a empresa norte-americana viu suas remessas caírem 25% em comparação ao mesmo período de 2023, despencando de 17,5 milhões para 13,1 milhões de unidades.

Essa retração também impactou a participação de mercado da Apple, que caiu de 24% para 17% no trimestre. Enquanto isso, marcas locais como Huawei, Vivo e Xiaomi aproveitaram o momento para consolidar suas posições no mercado chinês, impulsionadas por inovações e estratégias de marketing agressivas.

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Fachada de um prédio da Apple com logo de maçã da empresa.
Imagem: Pres Panayotov / shutterstock.com

Apple enfrenta desafios no mercado chinês

A queda nas vendas da Apple reflete uma série de fatores que vão além da concorrência. A retração econômica global, aliada ao crescimento tecnológico das marcas chinesas, criou um cenário desafiador para a gigante americana.

Fatores que contribuíram para a queda da Apple

  1. Concorrência acirrada: Empresas como Huawei e Vivo ganharam espaço com lançamentos inovadores e preços competitivos.
  2. Adoção de sistemas locais: Sistemas como o HarmonyOS NEXT, da Huawei, e o HyperOS, da Xiaomi, aumentaram o apelo dos consumidores por marcas nacionais.
  3. Redução no poder de compra: A desaceleração econômica em algumas regiões da China afetou as vendas de dispositivos premium.

O avanço das marcas locais

Enquanto a Apple perdia participação de mercado, marcas chinesas como Vivo, Huawei e Xiaomi registraram um crescimento expressivo em suas remessas de smartphones no quarto trimestre de 2024.

Desempenho das principais marcas

  • Vivo: Aumentou suas remessas de 11,3 milhões para 12,9 milhões, alcançando uma participação de 17%, um crescimento de 14% ano a ano.
  • Huawei: Registrou um crescimento ainda maior, subindo de 10,4 milhões para 12,9 milhões de unidades, um aumento de 24%.
  • Xiaomi: Teve o maior crescimento relativo, com um salto de 29%, passando de 9,5 milhões para 12,2 milhões de remessas e alcançando 16% do mercado.

Confira abaixo o desempenho detalhado das principais marcas no mercado chinês:

MarcaRemessas 4T/2023 (milhões)Participação de mercado – 4T/2023Remessas 4T/2024 (milhões)Participação de mercado – 4T/2024Variação anual (%)
Apple17,524%13,117%-25%
Vivo11,315%12,917%14%
Huawei10,414%12,917%24%
Xiaomi9,513%12,216%29%
OPPO9,012%10,614%18%
Outras marcas16,322%15,620%-4%

Crescimento do mercado de smartphones na China

Imagem: sdx15/shutterstock.com

Apesar da queda da Apple, o mercado chinês de smartphones como um todo registrou um crescimento de 5% em 2024, com um total de 285 milhões de unidades enviadas.

Fatores que impulsionaram o crescimento

  1. Inovações tecnológicas: Marcas locais introduziram novas funcionalidades, como integração de IA generativa e sistemas operacionais mais modernos.
  2. Campanhas promocionais: Empresas como Honor, OPPO e Vivo estimularam a troca de aparelhos em segmentos acessíveis, atraindo novos consumidores.
  3. Políticas de incentivo: Subsídios governamentais para a compra de smartphones ajudaram a impulsionar as vendas.

O analista Toby Zhu, da Canalys, destaca que essas estratégias foram fundamentais para o crescimento do mercado, especialmente em categorias de entrada e intermediárias.

Expectativas para 2025

Com o mercado de smartphones na China em ascensão, a previsão é que o setor ultrapasse 290 milhões de unidades enviadas em 2025.

Principais tendências para o futuro

  • Ambiente econômico favorável: O crescimento da economia chinesa deve impulsionar a demanda por dispositivos eletrônicos.
  • Adoção de novas tecnologias: Marcas locais continuarão a investir em recursos avançados, como IA generativa e integração com dispositivos IoT.
  • Consolidação de marcas nacionais: Empresas como Vivo, Huawei e Xiaomi devem expandir ainda mais suas participações de mercado.

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Segundo Lucas Zhong, analista da Canalys, o cenário é promissor: “Com as políticas de subsídio e a recuperação econômica, o mercado chinês de smartphones deve crescer consistentemente nos próximos anos.”

A resposta da Apple

Fachada de um prédio da Apple com logo de maçã da empresa
Imagem: Lewis Tse/shutterstock.com

Diante da concorrência acirrada e da queda em sua participação de mercado, a Apple precisa adaptar suas estratégias para recuperar espaço na China.

Possíveis medidas da Apple

  1. Redução de preços: Tornar seus dispositivos mais acessíveis ao público chinês.
  2. Customização para o mercado local: Lançar funcionalidades específicas que atendam às preferências dos consumidores chineses.
  3. Investimento em inovação: Introduzir tecnologias disruptivas para diferenciar seus produtos da concorrência.

Apesar dos desafios, a Apple ainda ocupa uma posição de destaque no mercado premium e mantém uma base de consumidores fiéis.

Considerações finais

O mercado de smartphones na China está em transformação, com marcas locais consolidando suas posições e desafiando gigantes internacionais como a Apple. Enquanto Huawei, Vivo e Xiaomi se destacam com inovações tecnológicas e estratégias de marketing eficazes, a Apple enfrenta o desafio de se reinventar para manter sua relevância no maior mercado de smartphones do mundo.

Para 2025, o cenário aponta para um crescimento ainda maior, impulsionado por subsídios governamentais e avanços tecnológicos. Resta saber como a Apple reagirá a esse novo contexto e se conseguirá recuperar o espaço perdido.

Imagem: ZorroGabriel / shutterstock.com

Vitória Monckes

Autor

Vitória Monckes

Vitória Monckes é turismóloga, comissária de voo e futura enfermeira. No Seu Crédito Digital, atua como redatora especializada na tradução clara e acessível de políticas públicas, direitos sociais, previdência, programas assistenciais e medidas econômicas. Sua missão é transformar temas governamentais complexos em conteúdos compreensíveis e úteis para os brasileiros, contribuindo para decisões mais conscientes no dia a dia.

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