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Alerta geral da Receita Federal acende sinal vermelho para quem usa Pix

Receita Federal esclarece que não rastreia Pix individualmente e combate fake news usadas por golpistas para gerar pânico e confusão.

Vitória MonckesPor Vitória Monckes4 min de leitura
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A Receita Federal divulgou um esclarecimento oficial para desmentir informações falsas que vêm circulando nas redes sociais e em aplicativos de mensagens sobre um suposto monitoramento individual das transações feitas via Pix. Segundo o órgão, não existe rastreamento de transferências uma a uma, nem cobrança de impostos automáticos sobre valores enviados ou recebidos por pessoas físicas.

O posicionamento ganhou força após a revogação da Instrução Normativa nº 2.219/2024, medida que acabou sendo usada por golpistas para espalhar pânico e desinformação. Mensagens alarmistas sugeriam que o governo passaria a fiscalizar cada movimentação financeira dos cidadãos, o que foi categoricamente negado pela Receita.

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Receita Federal não acompanha transferências Pix individualmente

De acordo com o órgão, não há acesso a dados detalhados de cada transação realizada por Pix, como valor específico, destino ou finalidade do pagamento. O sistema tributário brasileiro não funciona dessa forma e não existe vigilância em tempo real sobre transferências individuais.

Como funciona o envio de informações financeiras

O que existe atualmente é o envio de um relatório mensal consolidado pelas instituições financeiras tradicionais. Esse relatório só é encaminhado quando a soma das movimentações ultrapassa determinados limites.

Limites estabelecidos pela legislação

Para pessoas físicas, o envio de dados ocorre quando o total movimentado no mês supera R$ 2 mil. No caso de pessoas jurídicas, o limite é de R$ 6 mil. Mesmo assim, os dados são agregados, sem detalhamento de cada Pix realizado.

Pix não é taxado nem gera bloqueio automático de CPF

A Receita Federal reforçou que não há qualquer imposto específico sobre o uso do Pix e que informações sobre bloqueio de CPF por movimentações financeiras são falsas. Mensagens com esse teor fazem parte de estratégias de golpe e não têm respaldo legal.

Fintechs e bancos: o que mudou na prática

Outro ponto explorado pelas fake news diz respeito às fintechs. Durante um período, essas instituições não estavam obrigadas a enviar determinados relatórios financeiros, o que gerou interpretações equivocadas.

Revogação da IN 2.219/2024 e novo regramento

Com a revogação da IN 2.219/2024 em janeiro de 2025, as fintechs ficaram temporariamente isentas do envio de relatórios. No entanto, essa situação mudou em agosto do mesmo ano.

Em 29 de agosto de 2025, a Receita Federal publicou a IN RFB nº 2.278/2025, equiparando as obrigações das instituições de pagamento às dos bancos tradicionais.

O que é a e-Financeira

A partir dessa normativa, fintechs passaram a ser obrigadas a enviar a e-Financeira, uma declaração eletrônica que reúne informações sobre saldos e movimentações financeiras. O envio segue o mesmo padrão já exigido das instituições financeiras convencionais.

Prazos definidos pela Receita

Os dados referentes ao primeiro semestre de 2025 devem ser enviados até 31 de outubro de 2025. A partir de 2026, o envio da e-Financeira passa a ser semestral, fortalecendo o controle contra crimes financeiros.

Por que fake news sobre Pix se espalham com facilidade

As notícias falsas envolvendo o Pix costumam surgir em momentos específicos, geralmente ligados a operações policiais e fiscais de grande repercussão. Golpistas aproveitam o clima de atenção e incerteza para confundir a população.

Relação com operações contra crimes financeiros

Casos como a Operação Cadeia de Carbono, em setembro de 2025, e a Operação Carbono Oculto, em agosto do mesmo ano, intensificaram esse tipo de boato. Ambas as ações tiveram como foco o combate à lavagem de dinheiro e à evasão fiscal.

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Estratégias usadas para enganar

As mensagens falsas costumam seguir um padrão bem definido. Elas circulam em grupos de WhatsApp e redes sociais com tom urgente, utilizam áudios e imagens forjadas e citam nomes de órgãos oficiais para ganhar credibilidade.

Principais características das fake news

Os conteúdos apelam para o medo, afirmam que haverá cobrança de impostos inesperados e sugerem punições imediatas. Nenhum alerta verdadeiro da Receita Federal é feito por áudio em aplicativos de mensagem.

O que fazer ao receber mensagens falsas sobre Pix

Receber uma mensagem falsa não é crime, mas compartilhá-la sem verificação pode causar pânico coletivo e prejudicar outras pessoas. Por isso, é fundamental adotar algumas atitudes simples.

Boas práticas para evitar desinformação

Evite compartilhar prints, links encurtados ou áudios sem origem confiável. Sempre confira informações diretamente nos canais oficiais da Receita Federal ou no portal e-CAC antes de repassar qualquer conteúdo.

Orientação a familiares e amigos

Outra medida importante é orientar pessoas próximas a desconsiderarem mensagens alarmistas. Muitas vezes, idosos e usuários menos familiarizados com tecnologia são os principais alvos desses golpes.

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Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

Vitória Monckes

Autor

Vitória Monckes

Vitória Monckes é turismóloga, comissária de voo e futura enfermeira. No Seu Crédito Digital, atua como redatora especializada na tradução clara e acessível de políticas públicas, direitos sociais, previdência, programas assistenciais e medidas econômicas. Sua missão é transformar temas governamentais complexos em conteúdos compreensíveis e úteis para os brasileiros, contribuindo para decisões mais conscientes no dia a dia.

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