A Receita Federal deu início a uma nova etapa da Operação Inflamável, ação que mira irregularidades fiscais cometidas por empresas revendedoras de combustíveis em todo o país. A ofensiva tem como principal objetivo coibir práticas ilegais relacionadas ao ressarcimento de créditos de PIS e Cofins.
Receita intensifica fiscalização e realiza nova operação contra fraudes em combustíveis
Receita Federal inicia nova etapa da Operação Inflamável para combater fraudes tributárias no setor de combustíveis. Saiba mais!
De acordo com a instituição, os alvos desta fase são contribuintes que não se autorregularizaram, mesmo após terem sido notificados sobre inconsistências em seus pedidos. Estão em análise mais de 87 mil processos, que somam um valor superior a R$ 1,7 bilhão.
O que motivou a nova fase da Operação Inflamável?

Inconsistências tributárias no setor
A Receita Federal identificou irregularidades em créditos tributários que vêm sendo solicitados por empresas do setor de combustíveis. Esses créditos, vinculados ao PIS e à Cofins, deveriam ser ressarcidos apenas em condições legais, mas vêm sendo usados de forma indevida.
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Relação com crimes financeiros
Além do prejuízo aos cofres públicos, as irregularidades levantam suspeitas de que o setor esteja sendo utilizado como estratégia para lavagem de dinheiro, inclusive por organizações criminosas como o Primeiro Comando da Capital (PCC). A operação, portanto, não apenas preserva a arrecadação, mas também atua de forma indireta no enfrentamento ao crime organizado.
Balanço da fase anterior da Operação Inflamável
Empresas que se regularizaram
Na etapa anterior, cerca de 6.300 empresas corrigiram suas escriturações fiscais, resultando na devolução de R$ 5,2 bilhões em créditos indevidos.
Impacto econômico
Esse montante representou 73% do total identificado até então, garantindo maior justiça fiscal e contribuindo para reduzir a concorrência desleal entre empresas que atuam corretamente e aquelas que buscavam vantagens por meio de manobras contábeis.
Como será a atuação da Receita Federal nesta fase
Análise escalonada
Os mais de 87 mil processos em aberto serão analisados de forma escalonada, com prioridade para os casos de maior impacto financeiro. O objetivo é concluir as etapas ao longo dos próximos meses.
Estimativa de cobrança
A Receita Federal projeta que as cobranças, somadas a multas e juros, ultrapassem a marca de R$ 1 bilhão.
Foco na conformidade tributária
A iniciativa busca reforçar a mensagem de que o uso indevido de créditos tributários não será tolerado. Para a instituição, é essencial que os contribuintes utilizem os benefícios fiscais de acordo com as regras legais.
Por que o setor de combustíveis é alvo frequente de operações fiscais
Alto volume de recursos movimentados
O mercado de combustíveis é um dos maiores em arrecadação tributária no país, movimentando bilhões de reais por ano. Isso o torna especialmente vulnerável a tentativas de fraudes.
Complexidade da cadeia de distribuição
A extensa rede de distribuidoras, postos revendedores e transportadoras cria brechas que podem ser exploradas para práticas ilegais, como a sonegação e a geração de créditos tributários fictícios.
Conexões com atividades ilícitas
Além da dimensão econômica, investigações apontam que organizações criminosas utilizam o setor para lavagem de dinheiro, aproveitando-se da alta circulação financeira.
Consequências para as empresas envolvidas
Multas e autuações
Empresas que insistirem em manter créditos indevidos estarão sujeitas a autuações com multas pesadas, além da devolução dos valores recebidos irregularmente.
Risco de processos criminais
Nos casos em que houver comprovação de fraude deliberada ou conexão com crimes financeiros, os responsáveis podem ser investigados e processados criminalmente.
Impacto na reputação
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Além dos prejuízos financeiros, a exposição negativa pode comprometer a imagem das empresas envolvidas, prejudicando relações com fornecedores, clientes e instituições financeiras
Próximos passos da Receita Federal

A Receita já concluiu o primeiro lote de análises e continuará a fiscalização em etapas. A expectativa é de que, até o fim desta fase, boa parte das inconsistências seja solucionada, seja por autorregularização dos contribuintes, seja por autuações diretas.
Com a operação, o órgão reafirma o compromisso de fortalecer a justiça fiscal e garantir que os benefícios tributários sejam aplicados corretamente, assegurando uma concorrência mais justa no setor de combustíveis.
FAQ – Perguntas frequentes
O que é a Operação Inflamável?
É uma iniciativa da Receita Federal destinada a combater fraudes no setor de combustíveis, especialmente relacionadas ao uso irregular de créditos de PIS e Cofins.
Quais valores estão em análise nesta nova fase?
Mais de 87 mil processos somando R$ 1,7 bilhão em créditos tributários ainda irregulares.
Qual foi o resultado da fase anterior da operação?
Mais de 6.300 empresas se regularizaram, resultando em R$ 5,2 bilhões em créditos indevidos devolvidos ao sistema tributário.
Por que o setor de combustíveis é tão visado?
Por movimentar grandes valores, ter uma cadeia de distribuição complexa e, em alguns casos, ser usado como instrumento para lavagem de dinheiro.
Considerações finais
Com a análise de mais de 87 mil processos e a previsão de cobranças que ultrapassam R$ 1 bilhão, a operação reforça o recado de que o descumprimento das normas fiscais não passará despercebido. Além disso, ao associar sua atuação à prevenção da lavagem de dinheiro, o Fisco contribui para um ambiente de negócios mais seguro e transparente.
Em um setor estratégico para a economia nacional, a continuidade da fiscalização é essencial para garantir que empresas atuem dentro da legalidade e que a arrecadação seja preservada em benefício da sociedade.
