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Milei e a reforma trabalhista: como pode funcionar a jornada de 12 horas

Entenda o que muda na jornada de trabalho com a reforma de Milei e quais podem ser os impactos.

Julia FernandesPor Julia Fernandes4 min de leitura
milei

A proposta de reforma trabalhista do governo de Javier Milei, na Argentina, colocou no centro do debate a possibilidade de jornadas de trabalho mais flexíveis, incluindo modelos que podem chegar a até 12 horas diárias em determinados regimes. A discussão gerou repercussão internacional e levanta dúvidas sobre o que, de fato, muda na legislação argentina.

A medida faz parte de um pacote mais amplo de desregulamentação econômica defendido pelo governo, com o objetivo declarado de aumentar a competitividade das empresas e estimular a geração de empregos formais.

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O que diz a proposta sobre a jornada

A reforma não estabelece simplesmente uma jornada padrão obrigatória de 12 horas para todos os trabalhadores. O que o texto propõe é ampliar a flexibilidade dos regimes de trabalho por meio de acordos coletivos e sistemas de compensação de horas.

Como funcionaria na prática

Pelo desenho discutido:

  • a jornada poderia ser estendida em determinados dias
  • haveria compensação em outros períodos
  • acordos coletivos ganhariam mais peso
  • setores específicos poderiam adotar escalas diferenciadas

Ou seja, trata-se de flexibilização da organização do tempo de trabalho, e não de aumento automático da carga semanal para todos.

Objetivo do governo argentino

O governo Milei sustenta que a mudança busca modernizar o mercado de trabalho argentino, historicamente marcado por rigidez normativa.

Argumentos oficiais

Entre os principais pontos defendidos estão:

  • redução de custos trabalhistas
  • maior liberdade de negociação
  • incentivo à formalização
  • adaptação a novos modelos produtivos

Segundo a equipe econômica, a intenção é aproximar a legislação argentina de práticas já usadas em outros países.

Críticas de sindicatos e especialistas

Centrais sindicais e parte da comunidade jurídica trabalhista manifestaram preocupação com a proposta.

Principais críticas

Os opositores apontam riscos como:

  • possível aumento da precarização
  • jornadas mais longas em setores vulneráveis
  • enfraquecimento da proteção trabalhista
  • maior pressão sobre empregados

Especialistas alertam que o impacto real dependerá de como os acordos coletivos serão firmados na prática.

Comparação com o modelo brasileiro

O debate argentino reacende discussões que também ocorreram no Brasil após a reforma trabalhista de 2017.

O que existe hoje no Brasil

A legislação brasileira permite, por exemplo:

  • jornada 12×36 em casos específicos
  • banco de horas
  • compensação de jornada por acordo
  • negociação coletiva ampliada

No entanto, a jornada padrão segue limitada a 44 horas semanais pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Possíveis impactos econômicos

Economistas avaliam que mudanças na jornada podem ter efeitos distintos dependendo do setor.

Cenários possíveis

Entre os efeitos analisados estão:

  • redução de custos para empresas
  • aumento de produtividade em alguns setores
  • risco de maior rotatividade
  • impacto sobre qualidade de vida do trabalhador

Não há consenso no mercado sobre os resultados líquidos.

Exemplo prático

Imagine uma indústria com picos de demanda sazonais.

Com maior flexibilidade:

  • poderia ampliar jornada em períodos críticos
  • compensar horas depois
  • reduzir necessidade de contratações temporárias

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Por outro lado, sindicatos temem que, sem controles adequados, a medida possa ampliar jornadas excessivas.

O que ainda depende de regulamentação

Mesmo com avanço da proposta, vários pontos ainda dependem de regulamentação detalhada e de negociação setorial.

Pontos em aberto

  • limites efetivos de compensação
  • regras de descanso
  • papel dos sindicatos
  • fiscalização trabalhista
  • aplicação por setor

Na prática, o impacto final só ficará claro após a implementação completa.

Pode haver reflexos no Brasil?

Especialistas veem o movimento argentino como parte de uma tendência global de flexibilização trabalhista. No entanto, não há, até o momento, proposta semelhante em discussão formal no Brasil.

Mudanças na legislação brasileira dependeriam de:

O que trabalhadores e empresas devem acompanhar

Para quem observa o cenário regional, o momento é de monitoramento.

Pontos de atenção

  • evolução do texto final
  • reação do mercado de trabalho argentino
  • decisões judiciais futuras
  • impacto real sobre emprego
  • posicionamento de sindicatos

Esses fatores indicarão se a reforma atingirá os objetivos propostos.

Conclusão

A reforma trabalhista proposta pelo governo Milei abre caminho para maior flexibilidade na organização da jornada, incluindo modelos que podem chegar a 12 horas diárias em regimes específicos. A medida não impõe automaticamente jornadas mais longas a todos os trabalhadores, mas amplia o espaço para negociação e compensação de horas.

O impacto real ainda dependerá da regulamentação, da atuação dos sindicatos e da forma como empresas aplicarão as novas regras. Para o Brasil, o tema serve mais como referência comparativa do que como mudança iminente.

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INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Julia Fernandes

Autor

Julia Fernandes

Júlia Fernandes é redatora do portal Seu Crédito Digital, onde compartilha conteúdos atualizados sobre economia, finanças pessoais, benefícios sociais, oportunidades para o cidadão e as principais notícias que impactam o dia a dia dos brasileiros. Gaúcha, comunicadora nata e apaixonada por escrever com empatia, Júlia combina informação com sensibilidade e leveza, sempre buscando ajudar o leitor a tomar decisões mais conscientes e informadas.

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