Descongestionante tomado de forma oral e encontrado em alguns medicamentos é ineficaz. De acordo com o grupo de consultores da Agência de Alimentos e Medicamentos (FDA) dos Estados Unidos, o composto químico fenilefrina não tem eficácia e atrasa o tratamento de problemas respiratórios virais.
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Desta forma, o ingrediente pode ser banido da indústria farmacêutica. Se isso acontecer, os Estados Unidos deixariam de lucrar com os medicamentos que utilizam deste composto. Além disso, só no ano passado, o descongestionante gerou US$ 1,8 bilhão em vendas, segundo a FDA.
A fenilefrina é um ingrediente para a composição de medicamentos que prometem descongestionar as vias nasais. Para isso, a fenilefrina causa a vasoconstrição e assim reduz edemas na mucosa e o inchaço nasal.
Por que os remédios não são eficazes?
Segundo estudos feitos pela FDA, a fenilefrina não atinge de forma eficaz a quantidade adequada de substância quando tomada de forma oral.
Deste modo, não alivia os sintomas de resfriados e gripes, como a congestão nasal. Entretanto, de acordo com os cientistas, o medicamento parece ser mais eficaz quando aplicado diretamente no nariz.

“A comunidade de pacientes exige e merece medicamentos que tratem os seus sintomas de forma segura e eficaz e não acredito que este medicamento faça isso”, declarou Jennifer Schwartzott, membro do painel da FDA.
A venda do descongestionante vai parar no Brasil?
No Brasil o composto é encontrado em diversos medicamentos que auxiliam na melhora de sintomas relacionados a problemas respiratórios.
Com isso, entre os mais famosos remédios com o descongestionante, estão: Neolefrin, Resfenol, Cimegripe, Fluviral, Benegrip, Decongex, Multigrip e Naldecon.
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Por fim, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), responsável pela regulamentação e fiscalização de medicamentos no Brasil, não se pronunciou sobre as declarações da FDA. O remédio se popularizou nos anos 2000 nos EUA e logo chegou ao Brasil.
Imagem: Atsushi Hirao / shutterstock.com
