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Renda dos 5% mais ricos nos EUA: veja os valores em 12 estados

Estudo revela disparidades de renda nos EUA: 5% mais ricos recebem acima de US$ 500 mil em 12 estados.

Avatar de Fernanda Ramos Fernanda Ramos · · 4 min de leitura
dolar renda EUA

Uma recente análise divulgada pela GOBankingRates, com base nos dados mais recentes do Censo dos Estados Unidos de 2023, trouxe à tona números que ajudam a entender as desigualdades econômicas dentro da maior economia do mundo. O levantamento mostrou a renda média dos 5% mais ricos de cada estado norte-americano, revelando contrastes impressionantes entre diferentes regiões do país.

De acordo com o estudo, para estar entre os 5% mais ricos é necessário ganhar mais de US$ 500 mil por ano em 12 estados americanos — o equivalente a cerca de R$ 2,8 milhões anuais. Essa elite financeira concentra boa parte da riqueza nacional e evidencia as disparidades regionais que continuam a crescer.

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Connecticut lidera a lista

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Imagem: Karolina Grabowska/ Unsplas.com

O estado que mais se destaca é Connecticut, onde a renda média dos 5% mais ricos alcança US$ 637.673 anuais. Esse valor é mais de sete vezes superior à média estadual, reforçando a imagem do estado como um dos polos mais desiguais, apesar de sua riqueza concentrada.

Além de Connecticut, outros estados se sobressaem, todos com médias superiores a US$ 600 mil:

  • Califórnia – US$ 619.938
  • Massachusetts – US$ 619.385
  • Nova York – US$ 619.178
  • Nova Jersey – US$ 616.334

Esses números não apenas ilustram a concentração de renda, mas também refletem a presença de grandes centros financeiros, tecnológicos e acadêmicos nessas regiões.

Outros estados de destaque

Além dos cinco líderes, o estudo apontou outros estados com médias elevadas entre os 5% mais ricos:

  • Washington – US$ 573.110
  • Colorado – US$ 535.056
  • Virgínia – US$ 534.776
  • Maryland – US$ 522.117
  • Illinois – US$ 514.347
  • New Hampshire – US$ 510.730
  • Havaí – US$ 505.977

A lista reforça que a riqueza está concentrada não apenas em estados tradicionalmente ricos do Nordeste, mas também em regiões com forte presença de tecnologia, governo e turismo.

O contraste da desigualdade

A análise destacou ainda as diferenças gritantes entre a renda da elite e a mediana estadual. Em Connecticut, por exemplo, a renda média dos mais ricos é sete vezes maior do que a da população em geral.

Em contrapartida, estados como a Virgínia Ocidental têm renda média dos 5% mais ricos de US$ 330.270, bem abaixo de Connecticut, mas ainda muito superior à mediana local de US$ 57.917. Esse contraste mostra como a disparidade econômica se manifesta de formas distintas: em alguns estados, há extrema concentração; em outros, a diferença entre elite e população geral é menos intensa, mas ainda significativa.

O que explicam esses números

Diversos fatores ajudam a explicar os resultados do estudo:

  1. Setores econômicos dominantes – Estados como Califórnia e Nova York concentram empresas de tecnologia, finanças e entretenimento, que pagam salários elevados.
  2. Custo de vida – Em regiões como Massachusetts e Nova Jersey, o alto custo de vida também influencia a renda dos mais ricos.
  3. Concentração urbana – Grandes centros urbanos como Los Angeles, São Francisco e Nova York atraem profissionais de alta renda e reforçam a desigualdade local.
  4. Histórico econômico – Estados como Connecticut e Maryland têm tradição em abrigar famílias de alta renda e setores como seguros e governo federal.

Desigualdade em evidência

Ao mostrar que os mais ricos de determinados estados ganham mais de meio milhão de dólares por ano, enquanto a mediana nacional fica muito abaixo disso, o estudo reforça um debate central nos EUA: o crescimento econômico não tem sido igualmente distribuído.

Esse quadro levanta questionamentos sobre políticas públicas, tributação de grandes fortunas e investimentos em educação e saúde, que poderiam ajudar a reduzir a disparidade social.

Implicações para o futuro

Brasil riqueza
Imagem: rafastockbr/shutterstock.com

Especialistas acreditam que a tendência é que a desigualdade continue, a menos que haja políticas mais efetivas para equilibrar o jogo. O crescimento de setores de tecnologia e finanças deve seguir ampliando os rendimentos de uma pequena parcela da população.

Enquanto isso, estados com menor diversificação econômica, como a Virgínia Ocidental, tendem a apresentar uma diferença menor entre ricos e pobres, mas ao custo de médias salariais mais baixas em geral.

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