Uma recente análise divulgada pela GOBankingRates, com base nos dados mais recentes do Censo dos Estados Unidos de 2023, trouxe à tona números que ajudam a entender as desigualdades econômicas dentro da maior economia do mundo. O levantamento mostrou a renda média dos 5% mais ricos de cada estado norte-americano, revelando contrastes impressionantes entre diferentes regiões do país.
Renda dos 5% mais ricos nos EUA: veja os valores em 12 estados
Estudo revela disparidades de renda nos EUA: 5% mais ricos recebem acima de US$ 500 mil em 12 estados.
De acordo com o estudo, para estar entre os 5% mais ricos é necessário ganhar mais de US$ 500 mil por ano em 12 estados americanos — o equivalente a cerca de R$ 2,8 milhões anuais. Essa elite financeira concentra boa parte da riqueza nacional e evidencia as disparidades regionais que continuam a crescer.
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Connecticut lidera a lista

O estado que mais se destaca é Connecticut, onde a renda média dos 5% mais ricos alcança US$ 637.673 anuais. Esse valor é mais de sete vezes superior à média estadual, reforçando a imagem do estado como um dos polos mais desiguais, apesar de sua riqueza concentrada.
Além de Connecticut, outros estados se sobressaem, todos com médias superiores a US$ 600 mil:
- Califórnia – US$ 619.938
- Massachusetts – US$ 619.385
- Nova York – US$ 619.178
- Nova Jersey – US$ 616.334
Esses números não apenas ilustram a concentração de renda, mas também refletem a presença de grandes centros financeiros, tecnológicos e acadêmicos nessas regiões.
Outros estados de destaque
Além dos cinco líderes, o estudo apontou outros estados com médias elevadas entre os 5% mais ricos:
- Washington – US$ 573.110
- Colorado – US$ 535.056
- Virgínia – US$ 534.776
- Maryland – US$ 522.117
- Illinois – US$ 514.347
- New Hampshire – US$ 510.730
- Havaí – US$ 505.977
A lista reforça que a riqueza está concentrada não apenas em estados tradicionalmente ricos do Nordeste, mas também em regiões com forte presença de tecnologia, governo e turismo.
O contraste da desigualdade
A análise destacou ainda as diferenças gritantes entre a renda da elite e a mediana estadual. Em Connecticut, por exemplo, a renda média dos mais ricos é sete vezes maior do que a da população em geral.
Em contrapartida, estados como a Virgínia Ocidental têm renda média dos 5% mais ricos de US$ 330.270, bem abaixo de Connecticut, mas ainda muito superior à mediana local de US$ 57.917. Esse contraste mostra como a disparidade econômica se manifesta de formas distintas: em alguns estados, há extrema concentração; em outros, a diferença entre elite e população geral é menos intensa, mas ainda significativa.
O que explicam esses números
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Diversos fatores ajudam a explicar os resultados do estudo:
- Setores econômicos dominantes – Estados como Califórnia e Nova York concentram empresas de tecnologia, finanças e entretenimento, que pagam salários elevados.
- Custo de vida – Em regiões como Massachusetts e Nova Jersey, o alto custo de vida também influencia a renda dos mais ricos.
- Concentração urbana – Grandes centros urbanos como Los Angeles, São Francisco e Nova York atraem profissionais de alta renda e reforçam a desigualdade local.
- Histórico econômico – Estados como Connecticut e Maryland têm tradição em abrigar famílias de alta renda e setores como seguros e governo federal.
Desigualdade em evidência
Ao mostrar que os mais ricos de determinados estados ganham mais de meio milhão de dólares por ano, enquanto a mediana nacional fica muito abaixo disso, o estudo reforça um debate central nos EUA: o crescimento econômico não tem sido igualmente distribuído.
Esse quadro levanta questionamentos sobre políticas públicas, tributação de grandes fortunas e investimentos em educação e saúde, que poderiam ajudar a reduzir a disparidade social.
Implicações para o futuro

Especialistas acreditam que a tendência é que a desigualdade continue, a menos que haja políticas mais efetivas para equilibrar o jogo. O crescimento de setores de tecnologia e finanças deve seguir ampliando os rendimentos de uma pequena parcela da população.
Enquanto isso, estados com menor diversificação econômica, como a Virgínia Ocidental, tendem a apresentar uma diferença menor entre ricos e pobres, mas ao custo de médias salariais mais baixas em geral.
