De acordo com dados da PNAD Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) referente ao trimestre encerrado em agosto, o rendimento real dos trabalhadores registrou aumento de 4,6% na comparação com o mesmo período do ano passado e permaneceu estável em relação ao trimestre anterior.
É importante dizer que o rendimento real corresponde aos valores recebidos pelos trabalhadores de 14 anos ou mais que se encontram ocupadas no país. Sendo assim, neste último trimestre, o valor chegou a R$ 2.947.
Ao longo dos últimos anos, os brasileiros registraram a maior quantia em 2020, quando o valor chegou a R$ 3.133. A menor quantia registrou-se logo no ano seguinte, em 2021, com valor de R$ 2.709.
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Rendimento real entre os setores
O levantamento ainda apresenta os resultados do rendimento real dos trabalhadores em relação aos setores de trabalho. Nesse sentido, na comparação com o trimestre encerrado em agosto de 2022, os seguintes aumentos foram registrados:
- Indústria: 3,8%, ou mais R$ 105;
- Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas: 4,7%, ou mais R$ 109;
- Alojamento e alimentação: 14,2%, ou mais R$ 247;
- Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais: 4,5%, ou mais R$ 176;
- Serviços domésticos: 5,3%, ou mais R$ 58.
Em relação ao trimestre anterior deste ano, observou-se uma alta apenas no setor da Indústria. Os demais não apresentaram nenhuma alteração significativa.

Rendimento entre os tipos de ocupação dos trabalhadores
Por fim, no que se refere ao rendimento entre a formalidade e a informalidade, o cenário também se mostrou estável em relação ao trimestre anterior. No entanto, na comparação anual, algumas mudanças foram registradas. Veja:
- Empregado com carteira de trabalho assinada: 3,0%, ou mais R$ 79;
- Empregado sem carteira de trabalho assinada: 6,9%, ou mais R$ 128;
- Trabalhador doméstico: 5,3%, ou mais R$ 58;
- Empregado no setor público: 4,2%, ou mais R$ 180;
- Conta própria: 6,8%, ou mais R$ 149.
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