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Rescisão de contrato intermitente: direitos e deveres do trabalhador

Entenda como funciona a rescisão de contratos de trabalho intermitente, quais são os direitos do trabalhador e como calcular os valores.

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trabalho intermitente

A diversidade nos modelos de contratação no Brasil se expandiu consideravelmente nos últimos anos, refletindo a necessidade de flexibilização tanto para empregadores quanto para empregados.

O trabalho intermitente, instituído pela Reforma Trabalhista de 2017, surge como uma modalidade que busca atender essas novas demandas. Mas como ocorre a rescisão desses contratos de trabalho intermitente? Vamos explorar este processo de forma detalhada.

Leia mais:

Quais são os direitos dos trabalhadores intermitentes?

O que é o Trabalho Intermitente?

trabalho intermitente
Imagem: Freepik

Antes de adentrarmos no tema da rescisão de contratos, é importante compreender o conceito do trabalho intermitente. Trata-se de uma modalidade onde o empregado é contratado com carteira assinada, mas sem uma jornada de trabalho fixa.

Ele é chamado para trabalhar conforme a necessidade do empregador e, por isso, recebe pagamento proporcional às horas ou dias trabalhados. Este modelo é ideal para setores com demandas sazonais ou que necessitam de maior flexibilidade.

Tipos de Rescisão no Trabalho Intermitente

A rescisão de um contrato de trabalho intermitente pode ocorrer por diversos motivos, cada um com suas especificidades. Vamos analisar os principais:

Rescisão Sem Justa Causa

Na rescisão sem justa causa, o empregador decide encerrar o contrato por vontade própria, e a legislação garante ao trabalhador uma série de direitos. Estes incluem:

  • Aviso Prévio: Deverá ser indenizado, já que a natureza do trabalho intermitente não permite a concessão de aviso prévio trabalhado.
  • Multa Rescisória do FGTS: O trabalhador tem direito a 40% sobre o saldo do FGTS.
  • Saldo de Salário: Será pago o valor correspondente aos dias ou horas trabalhadas que ainda não foram remunerados.
  • Férias Proporcionais com 1/3: Inclui todos os meses trabalhados até a data da rescisão.
  • 13º Salário Proporcional: Corresponde aos meses trabalhados no ano da rescisão.

Rescisão Por Justa Causa

A rescisão por justa causa ocorre quando o empregado comete falta grave. Os direitos do trabalhador intermitente são reduzidos neste caso, não havendo necessidade de pagamento de aviso prévio e multa rescisória do FGTS. O trabalhador só terá direito ao saldo de salários e férias vencidas, se houver.

Rescisão Por Acordo

Tanto o empregador quanto o empregado podem, em comum acordo, decidir pelo término do contrato. Neste caso, os direitos são intermediários, com metade do aviso prévio indenizado e da multa rescisória do FGTS.

Procedimentos para a Rescisão

Notificação do Empregado

O empregador deve formalizar a rescisão através de notificação por escrito, especificando o motivo e a data em que o contrato será considerado finalizado.

Cálculo de Verbas Rescisórias

Uma das partes mais complexas da rescisão de contratos intermitentes é o cálculo das verbas rescisórias. Utilizar um Simulador de Rescisão Trabalhista CLT pode ser de grande ajuda para assegurar a precisão dos cálculos.

Prazo de Pagamento

Assim como nos modelos convencionais, a CLT estipula um prazo de até 10 dias, a partir da data de rescisão, para que todas as verbas sejam quitadas. Qualquer atraso pode resultar em multas para o empregador.

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Particularidades do Trabalho Intermitente

Contribuição Previdenciária e FGTS

No contrato intermitente, o recolhimento do FGTS e das contribuições previdenciárias ocorre apenas nos períodos em que houver prestação de serviços, de forma proporcional aos valores recebidos. É crucial que empregadores atentem a esses detalhes para evitar possíveis litígios.

Ausência de Jornada Fixa

Uma grande diferença entre o trabalho intermitente e os modelos convencionais é a inexistência de jornada fixa. Isso impacta diretamente a dinâmica da rescisão, especialmente em relação aos avisos e cômputos de proporcionalidade de verbas como férias e 13º salário.

Direito ao Seguro-Desemprego

O emprego intermitente oferece uma particularidade: o trabalhador só tem direito ao seguro-desemprego caso comprove 15 meses de trabalho nos 24 meses anteriores ao pedido.

O trabalho intermitente é uma inovação que busca trazer maior flexibilidade ao mercado de trabalho. No entanto, a rescisão deste tipo de contrato requer um conhecimento detalhado das especificidades que o modelo apresenta. É fundamental que empregadores e empregados compreendam plenamente os direitos e deveres associados para proceder corretamente em caso de término do contrato.

Para garantir cálculos precisos e evitar complicações legais, utilizar ferramentas como o Simulador de Rescisão Trabalhista CLT é altamente recomendável. Assim, ambos os lados podem proceder de forma justa e conforme as exigências da legislação vigente.

Em suma, a rescisão de contratos de trabalho intermitente deve ser tratada com a mesma seriedade e rigor que qualquer outra forma de contrato laboral, garantindo os direitos dos trabalhadores e cumprindo com todas as exigências legais.

Imagem: Drazen Zigic / Shutterstock.com

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