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IRPF: atraso pode gerar multa mínima de R$ 165,74

Entenda como a Selic corrige a restituição do IR e se vale a pena declarar no fim do prazo.

Vitória MonckesPor Vitória Monckes4 min de leitura
deduções IR

Você sabia que deixar para entregar a declaração do IRPF no fim do prazo pode gerar uma restituição maior? Isso acontece porque o valor a ser devolvido ao contribuinte é corrigido pela taxa Selic, a taxa básica de juros da economia brasileira.

Como a Selic está projetada em 12,5% ao fim de 2026, segundo estimativas de mercado, os valores pagos nos últimos lotes de restituição acumulam atualização maior ao longo dos meses.

Mas será que vale a pena esperar? A resposta depende do seu perfil financeiro. Entenda como funciona a correção, quem recebe primeiro e como calcular o valor da restituição.

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O que é a Selic e por que ela corrige a restituição

A taxa Selic é definida pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central do Brasil e serve como referência para juros de empréstimos, financiamentos e investimentos no país.

A Receita Federal do Brasil utiliza a Selic para corrigir valores pagos em atraso e também para atualizar restituições do Imposto de Renda.

Na prática, isso significa que:

  • O valor da restituição é corrigido mensalmente pela Selic.
  • Quanto mais tarde o pagamento ocorrer, maior tende a ser a correção acumulada.

Declarar no fim do prazo rende mais?

Sim, do ponto de vista estritamente financeiro, quem recebe nos últimos lotes tende a ter um valor ligeiramente maior por causa da correção acumulada pela Selic.

Por exemplo:

Se um contribuinte tiver direito a R$ 3.000 de restituição e receber no primeiro lote, o valor terá pouca ou nenhuma correção acumulada.

Já se receber nos últimos lotes, meses depois, o montante terá sido atualizado com juros proporcionais ao período de espera.

Mas atenção

Esse “rendimento” não é uma estratégia de investimento.

Se o contribuinte tiver imposto a pagar, atrasar a entrega pode gerar multa. Além disso, declarar cedo reduz riscos de cair na malha fina e permite resolver pendências mais rapidamente.

Quando começa o pagamento da restituição

Todos os anos, a Receita Federal define um calendário oficial com cinco lotes principais.

No ano passado, o primeiro lote foi pago em 30 de maio. Em 2026, o cronograma dependerá da data de abertura do prazo de envio da declaração.

Normalmente, os pagamentos seguem até setembro.

Quem recebe primeiro a restituição

A ordem de pagamento combina dois critérios:

  • Ordem cronológica de envio da declaração.
  • Prioridades legais estabelecidas pela Receita.

Em 2025, a fila de prioridade seguiu esta sequência:

  1. Contribuintes com 80 anos ou mais.
  2. Contribuintes com 60 anos ou mais, pessoas com deficiência ou moléstia grave.
  3. Contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério.
  4. Contribuintes que utilizaram a declaração pré-preenchida e optaram por receber via Pix.
  5. Contribuintes que utilizaram a pré-preenchida ou escolheram restituição via Pix.
  6. Demais contribuintes.

Ou seja, mesmo declarando cedo, o contribuinte pode ficar atrás de grupos prioritários.

Vale a pena declarar cedo ou esperar?

Depende da sua necessidade financeira.

Declarar cedo pode ser vantajoso para quem:

  • Precisa do dinheiro rapidamente.
  • Quer evitar esquecimentos ou correria.
  • Deseja reduzir o risco de erros.
  • Está em grupo prioritário.

Esperar pode ser interessante para quem:

  • Não tem pressa para receber.
  • Quer aproveitar a correção acumulada.
  • Já tem toda documentação organizada e segura.

No entanto, deixar para o último dia aumenta o risco de congestionamento no sistema ou problemas técnicos.

Como saber o valor da restituição

O valor não é surpresa total.

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Durante o preenchimento no programa da Receita, o sistema informa automaticamente:

  • Imposto a pagar ou
  • Valor a restituir

Trata-se de uma simulação baseada nas informações inseridas. Se houver inconsistências ou dados omitidos, o valor pode ser alterado após análise do Fisco.

A Receita também disponibiliza simuladores que permitem estimar o valor antes mesmo de baixar o programa oficial.

Como a restituição é paga

O crédito é feito:

  • Na conta bancária informada.
  • Ou via Pix, desde que a chave seja o CPF do titular da declaração.

A escolha do Pix pode aumentar a prioridade dentro do lote, conforme critérios recentes adotados pela Receita.

Risco de malha fina altera o valor?

Sim.

Se o contribuinte cair na malha fina por inconsistência de dados, a restituição fica retida até regularização.

Nesses casos, a correção continua ocorrendo pela Selic até o pagamento, mas o atraso pode se estender por meses.

Restituição não é investimento

Apesar da correção pela Selic, especialistas alertam: usar a restituição como estratégia de rendimento não substitui aplicações financeiras adequadas.

A restituição representa, na prática, imposto pago a mais ao longo do ano.

Um planejamento tributário adequado pode reduzir retenções excessivas na fonte e melhorar o fluxo de caixa mensal.

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Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Vitória Monckes

Autor

Vitória Monckes

Vitória Monckes é turismóloga, comissária de voo e futura enfermeira. No Seu Crédito Digital, atua como redatora especializada na tradução clara e acessível de políticas públicas, direitos sociais, previdência, programas assistenciais e medidas econômicas. Sua missão é transformar temas governamentais complexos em conteúdos compreensíveis e úteis para os brasileiros, contribuindo para decisões mais conscientes no dia a dia.

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