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Expectativa de Selic em 15%? conheça 5 fundos de renda fixa para investir agora

Na próxima terça-feira (17), o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central volta a se reunir com um objetivo central: definir o novo patamar da taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic, que atualmente está em 14,75% ao ano. O encontro tem gerado grande expectativa no mercado financeiro, especialmente diante da possibilidade […]

Avatar de Melissa Barbosa Melissa Barbosa · · 6 min de leitura
Selic

Na próxima terça-feira (17), o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central volta a se reunir com um objetivo central: definir o novo patamar da taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic, que atualmente está em 14,75% ao ano. O encontro tem gerado grande expectativa no mercado financeiro, especialmente diante da possibilidade concreta de uma nova alta de 0,25 ponto percentual.

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Expectativa de alta ganha força

Selic
Imagem: Freepik e Canva

Dados extraídos dos contratos de opções de Copom negociados na B3 mostram que o mercado já embute uma probabilidade maior de elevação da Selic do que de sua manutenção. Esse movimento influencia diretamente os rendimentos de aplicações financeiras, especialmente as de renda fixa.

Com a Selic no maior patamar em duas décadas, cresce o interesse por alternativas que acompanhem esse cenário de juros elevados.

Fundos de renda fixa se destacam como alternativa

Frente à volatilidade do cenário macroeconômico e às incertezas com a política fiscal, os fundos de renda fixa surgem como uma forma de mitigar riscos e garantir rentabilidade minimamente previsível.

A seguir, conheça algumas opções disponíveis para diferentes perfis de investidor.

Valora Guardian Advisory FIDC RL

  • Aplicação inicial mínima: R$500,00
  • Movimentações adicionais: R$100,00
  • Saldo mínimo de permanência: R$100,00
  • Cotização de aplicação: D+0 (dias úteis)
  • Cotização de resgate: D+75 (dias corridos)
  • Liquidação de resgate: D+1 (dias úteis)
  • Taxa de performance: 20%
  • Taxa global anual: 1,00% a.a.

Augme 180 FIC FIM CP

  • Aplicação inicial mínima: R$5.000,00
  • Movimentações adicionais: R$5.000,00
  • Saldo mínimo de permanência: R$5.000,00
  • Cotização de aplicação: D+0 (dias úteis)
  • Cotização de resgate: D+179 (dias corridos)
  • Liquidação de resgate: D+1 (dias úteis)
  • Taxa de performance: 20%
  • Taxa global anual: 1,10% a.a.

Capitânia Yield 120 CP FIC FIM CP

  • Aplicação inicial mínima: R$10.000,00
  • Movimentações adicionais: R$5.000,00
  • Saldo mínimo de permanência: R$5.000,00
  • Cotização de aplicação: D+0 (dias úteis)
  • Cotização de resgate: D+119 (dias corridos)
  • Liquidação de resgate: D+1 (dias úteis)
  • Taxa de performance: 20%
  • Taxa global anual: 1,15% a.a.

XP Crédito Estruturado 120 FIC de FIF Multimercado CP RL

  • Aplicação inicial mínima: R$10.000,00
  • Movimentações adicionais: R$1.000,00
  • Saldo mínimo de permanência: R$5.000,00
  • Cotização de aplicação: D+0 (dias úteis)
  • Cotização de resgate: D+120 (dias corridos)
  • Liquidação de resgate: D+2 (dias úteis)
  • Taxa de performance: 20%
  • Taxa global anual: 1,50% a.a.

Fundo 24 Horas FIRF RL

  • Aplicação inicial mínima: R$1.000,00
  • Movimentações adicionais: R$100,00
  • Saldo mínimo de permanência: R$100,00
  • Cotização de aplicação: D+0 (dias úteis)
  • Cotização de resgate: D+0 (dias úteis)
  • Liquidação de resgate: D+0 (dias úteis)
  • Taxa de performance: Não há
  • Taxa global anual: 0,40% a.a.

Como funcionam os fundos de investimento?

Cotas e gestão profissional

Ao investir em um fundo, o investidor adquire cotas que representam uma fração do patrimônio total do fundo. A valorização dessas cotas depende do desempenho dos ativos que compõem a carteira.

A gestão do fundo é feita por profissionais, que seguem uma política previamente estabelecida e buscam as melhores oportunidades de retorno dentro dos critérios definidos.

Classificação dos fundos

Fundos de renda fixa

Investem predominantemente em títulos públicos e privados. Podem ter baixa volatilidade, sendo indicados para perfis mais conservadores, ou maior risco, conforme a estratégia adotada.

Fundos multimercado

Permitem exposição a diferentes classes de ativos: renda fixa, renda variável e câmbio. Oferecem maior flexibilidade, mas exigem apetite a riscos maiores.

Fundos imobiliários

Focados em imóveis ou em títulos do setor imobiliário, são negociados na bolsa de valores e funcionam como uma porta de entrada para esse segmento.

Quais são as vantagens dos fundos de renda fixa?

Selic
Imagem: Things / shutterstock.com – Edição: Equipe SeuCréditoDigital

Diversificação e acessibilidade

  • Diversificação de ativos dentro da carteira
  • Gestão profissional e especializada
  • Liquidez variável conforme o fundo
  • Possibilidade de entrada com valores acessíveis
  • Custos compartilhados entre todos os cotistas

Transparência e regulação

Relatórios periódicos, regulamentação da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e informações detalhadas nos prospectos tornam esses produtos mais seguros para o investidor.

Quais são os riscos?

Risco de crédito

A possibilidade de inadimplência por parte dos emissores dos ativos pode impactar negativamente o fundo.

Risco de mercado

Flutuações nos juros, inflação ou eventos macroeconômicos podem alterar o valor dos ativos da carteira.

Risco de liquidez

A dificuldade em vender ativos pode causar perdas em momentos de necessidade de resgate.

Fundo Garantidor de Créditos (FGC)

Os fundos de investimento não são cobertos pelo FGC, o que reforça a importância de uma análise cuidadosa antes de aplicar.

Custos e tributação

Taxas aplicáveis

  • Taxa de administração: remunera a gestão do fundo.
  • Taxa de performance: bônus cobrado caso a rentabilidade supere o benchmark.
  • Taxa de saída: pode ser aplicada em resgates antecipados.

Impostos

  • IOF: incide sobre resgates em menos de 30 dias.
  • Imposto de renda: segue a tabela regressiva (de 22,5% a 15%) conforme o tempo da aplicação.

XP vê cenário favorável para renda fixa

Selic
Imagem: Brenda Rocha – Blossom / shutterstock.com

Em relatório de alocação para junho, a XP Investimentos afirma que a perspectiva para a renda fixa permanece positiva, especialmente diante de uma postura mais restritiva do Banco Central.

Fundos atrelados à inflação

A XP destaca os títulos IPCA+ com vencimentos intermediários como oportunidades interessantes, diante da persistente pressão fiscal e inflacionária. Produtos como NTN-B 2028 e 2030 ganham relevância nesse contexto.

Pós-fixados (%CDI)

Com a Selic elevada, essa classe de ativos oferece boa rentabilidade, principalmente para perfis conservadores. Títulos bancários e de empresas de setores pouco cíclicos são recomendados.

Prefixados

A visão da XP para essa classe é neutra. Apesar da queda nas taxas, o risco fiscal elevado ainda pesa. Oportunidades podem ser encontradas em títulos com prazos mais curtos.

Considerações finais

O cenário atual, com juros elevados e incertezas econômicas, exige cautela por parte do investidor. Os fundos de renda fixa apresentam-se como alternativas viáveis para preservar capital e obter retornos consistentes, principalmente quando bem escolhidos.

Antes de investir, é fundamental avaliar o perfil de risco, os custos envolvidos, a liquidez do fundo e o cenário econômico. Contar com a orientação de especialistas também pode fazer toda a diferença na tomada de decisão.

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