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Revelado quem bancará o auxílio permanente de R$ 600

Paulo Guedes pretende cobrar imposto sobre dividendos para bancar o pagamento permanente de R$ 600,00 do Auxílio Brasil

Djamilla Ribeiro MartinsPor Djamilla Ribeiro Martins2 min de leitura
Auxílio Brasil de R$ 600 poderá começar dia 9 de agosto, segundo Ciro Nogueira

Paulo Guedes, ministro da economia, pretende cobrar imposto sobre dividendos para bancar o pagamento permanente de R$ 600,00 do Auxílio Brasil.

Para Guedes, deve haver uma cobrança de uma alíquota de 15% sobre o excesso de lucros acima de R$ 400 mil por mês. Dessa forma, segundo ele, a medida atingiria 60 mil pessoas.

Reforma Tributária de 1996

Essas pessoas recebem anualmente R$ 300 bilhões em dividendos. Contudo, não são taxas devido a uma regra implementada em 1996 na Reforma Tributária realizada no governo Fernando Henrique Cardoso.

Na época, foi usado como justificativa, o fato de as empresas pagarem impostos elevados e que os dividendos deveriam ficar isentos para compensar e não tornar o ambiente econômico difícil para os negócios.

Todavia, no modelo proposto pelo atual ministro da economia, a cobrança de 15% seria apenas sobre os lucros e dividendos que ultrapassarem a quantia de R$ 400 mil por mês.

De acordo com o economista, a reforma tributária para este segmento também possibilitaria a atualização da tabela do Imposto de Renda. O que foi prometido por Bolsonaro (PL) quando ainda estava em campanha em 2018. Porém, a proposta aguarda movimentação no Senado.

Promessa de campanha

Enfim, a estimativa é de que o Auxílio Brasil de R$ 600,00 seja pago até dezembro deste ano. Contudo, os dois candidatos que lideram as pesquisas de intenção de voto para presidente, Bolsonaro e Lula, já prometeram que irão manter o valor do benefício, caso ganhem, em 2023.

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Guedes, que faz parte da equipe de Bolsonaro, defendeu o auxílio aos mais vulneráveis para os investidores durante a Expert XP, na última quarta-feira (3).

Ademais, Guedes foi questionado sobre como é possível dar os benefícios sem ultrapassar o teto de gastos, que limita o crescimento das despesas à inflação. Dessa forma, o ministro respondeu que uma das possibilidade é a retirada das amarras do Orçamento, a indexação de despesas, o que dará mais liberdade aos governantes para definir quais são as prioridades econômicas.

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Djamilla Ribeiro Martins

Autor

Djamilla Ribeiro Martins

Djamila Martins é formada em Tecnologia em Gestão Empresarial (Processos Gerenciais) pela FATEC de Santos, Licenciada em Letras pelo Instituto Federal de São Paulo e também graduada em Pedagogia pela Universidade de Marília. Com uma base sólida em educação e gestão, alia conhecimento técnico e sensibilidade didática para contribuir com conteúdos informativos, acessíveis e confiáveis no portal Seu Crédito Digital, com foco em cidadania, economia e serviços públicos.

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