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Reviravolta: Justiça nega habeas corpus e mantém atrás das grades hacker que invadiu sistemas de banco público

A gravidade dos crimes — invasão e tentativa de extorsão de informações de clientes — foi um fator que contribuiu para a decisão. Entenda!

Avatar de Ana Ferreira Ana Ferreira · · 2 min de leitura
Carrefour hacker hackers

Nesta terça-feira (29), ocorreu uma reviravolta no caso do hacker acusado de invadir os sistemas do Banco de Brasília S.A (BRB), em uma tentativa de extorsão.

Matheus Marques, considerado o suposto mentor intelectual do crime, teve seu pedido de habeas corpus negado pela 3ª Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios. Saiba mais sobre o caso!

Hackers ameaçam divulgar dados do BRB: banco se recusa a pagar

Matheus Marques está sob custódia desde abril, quando foi preso durante a operação Black Hat da Polícia Civil do Distrito Federal.

As investigações revelaram que os criminosos utilizaram um prefixo telefônico da Moldávia para dificultar a identificação, mas laudos periciais encontraram diálogos comprometedores entre Matheus e seu cúmplice Fábio Antônio Castro, relacionados à negociação do crime de extorsão.

O modus operandi dos hackers envolvidos no caso era exigir pagamento em bitcoin para evitar a divulgação dos dados dos clientes do BRB, ameaçando expor as informações na deep web e em veículos de comunicação.

No entanto, o banco se recusou a fazer qualquer pagamento e concentrou seus esforços na limpeza de seus ativos computacionais.

Os crimes ocorreram em outubro de 2022, e a prisão de Matheus Marques e Fábio Antônio Castro ocorreu em janeiro de 2023. Desde então os acusados enfrentam investigações por crimes de extorsão e invasão de dispositivo informativo.

A operação Black Hat, responsável pela captura dos hackers, tem esse nome por ser uma referência àqueles que tentam acessar informações sem autorização, sendo também utilizada para descrever práticas que burlam algoritmos no contexto de otimização de mecanismos de busca (SEO).

Justiça nega habeas corpus para hacker do BRB

A decisão da 3ª Turma Criminal indica que a Justiça considera que existem elementos suficientes para manter o acusado preso.

A gravidade dos crimes — invasão ao sistema de um banco público e a tentativa de extorsão de informações sensíveis de clientes — foi um fator que contribuiu para essa decisão.

Agora o caso segue em andamento e os acusados enfrentarão o prosseguimento das investigações, que podem resultar em um processo criminal.

Por fim, a negação do habeas corpus reforça a importância de combater crimes cibernéticos e proteger a segurança das instituições financeiras e dos dados de cidadãos.

Imagem: Golden Dayz/ Shutterstock.com

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