A fintech inglesa Revolut anunciou a conclusão de uma nova rodada de investimento que elevou sua avaliação para US$ 75 bilhões, aproximando a empresa do valor de mercado do Nubank, atualmente na casa dos US$ 77 bilhões. O movimento marca um dos principais acontecimentos do setor financeiro digital em 2025, especialmente porque a empresa segue não listada em bolsa e mesmo assim alcança cifras comparáveis às maiores instituições financeiras da América Latina.
Revolut encosta após rodada milionária com Nvidia
Revolut recebe aporte bilionário, atrai Nvidia e se aproxima do valor do Nubank enquanto acelera expansão internacional e reforça atuação.
A negociação envolveu uma venda privada primária e secundária de ações, com liderança de Coatue, Greenoaks, Dragoneer e Fidelity. A surpresa da rodada ficou por conta da entrada do NVentures, braço de venture capital da Nvidia, cuja participação confere à fintech acesso privilegiado a tecnologias avançadas de inteligência artificial.
Executivos da Revolut afirmaram que a parceria com a Nvidia permitirá aprofundar o desenvolvimento de soluções baseadas em IA, fortalecendo a visão da empresa de se tornar o “primeiro banco verdadeiramente global”.
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A ascensão da Revolut e o avanço sobre os maiores players
A avaliação bilionária que coloca a fintech no topo global
Com a nova rodada, a Revolut confirma seu lugar entre as fintechs mais valiosas do mundo. A avaliação de US$ 75 bilhões não apenas impressiona pelo montante, mas também pela velocidade de crescimento — especialmente considerando que há poucos anos a empresa ainda era vista como uma startup voltada apenas para câmbio e pagamentos internacionais.
O ritmo da evolução surpreendeu investidores e analistas. A fintech, que antes se aproximava de uma atuação restrita à Europa, hoje direciona esforços para diversas regiões do mundo, apostando em licenças bancárias, serviços corporativos e produtos de investimento.
Investidores globais reforçam a confiança na marca
A entrada de grandes fundos consolida o apetite do mercado pelo crescimento da Revolut. Além da Nvidia, nomes como Andreessen Horowitz (a16z), Franklin Templeton e clientes da T. Rowe Price reforçam a tese de que a empresa tem potencial para se transformar no banco digital dominante e em escala verdadeiramente global.
Também chamou atenção o fato de que os funcionários novamente puderam vender suas ações na rodada, prática comum em empresas de tecnologia que valorizam o engajamento e o retorno para seus colaboradores.
Resultados financeiros mostram uma fintech robusta
Receita de US$ 4 bilhões e salto impressionante nos lucros
A Revolut divulgou números que justificam o interesse dos investidores. No ano de 2024, a fintech alcançou receita de US$ 4 bilhões, crescimento de 72% em relação a 2023.
O lucro antes dos impostos teve avanço ainda mais expressivo: 149%, chegando a US$ 1,4 bilhão. Esse nível de lucratividade, raro entre fintechs globais, indica que a empresa encontrou equilíbrio entre expansão, diversificação de produtos e controle de custos.
Base de clientes cresce para mais de 65 milhões
Outro indicador relevante é a base de usuários, que ultrapassou a marca de 65 milhões globalmente. A expansão não se dá apenas por marketing agressivo, mas pela variedade de produtos, que vão desde contas multimoedas até cartões de débito, plataformas corporativas e serviços de investimento.
A expansão global da Revolut e seus novos mercados estratégicos
Licença bancária no México e avanço na Colômbia
A América Latina tem sido um terreno fértil para fintechs, e a Revolut tem aproveitado isso ao máximo. Em 2025, a empresa conquistou a autorização bancária no México e obteve a licença de constituição de banco na Colômbia, dois dos mercados mais promissores do continente.
Essas licenças permitem atuação completa, incluindo concessão de crédito, emissão de cartões e oferta de serviços financeiros mais robustos.
Índia entra no radar da empresa
Além da América Latina, a Revolut prepara seu lançamento na Índia, um dos mercados financeiros mais extensos e tecnologicamente competitivos do mundo. O país possui mais de 1 bilhão de habitantes, forte digitalização e amplo uso de carteiras digitais, tornando-se um alvo estratégico para fintechs com ambição global.
Expansão na Argentina por meio de aquisição
A compra da operação da Cetelem na Argentina, anteriormente pertencente ao BNP Paribas, fortalece a presença da Revolut no Cone Sul. Com isso, a empresa supera uma das principais barreiras para entrada plena: a necessidade de estrutura jurídica e operacional pronta.
Presença em 40 mercados e metas audaciosas até 2030
A estratégia da Revolut é clara: escalar globalmente. Hoje presente em 40 mercados, a fintech ambiciona atingir 70 países até 2030. Entre seus planos também está o objetivo de alcançar 100 milhões de clientes até 2027, meta considerada possível diante do ritmo atual de crescimento.
Crescimento corporativo com o Revolut Business
O segmento empresarial também se tornou uma peça essencial dentro da estratégia da empresa. A divisão Revolut Business alcançou US$ 1 bilhão em receita anualizada, demonstrando força no mercado corporativo, que busca alternativas mais eficientes e tecnológicas às soluções bancárias tradicionais.
Atuação no Brasil: uma aposta que deve ganhar força
Dois anos de operação e forte intenção de expansão
A Revolut está presente no Brasil há dois anos com a licença de Sociedade de Crédito Direto (SCD). Com ela, a fintech oferece serviços como conta global multimoedas, cartão de débito internacional, conta remunerada no país e outras funcionalidades voltadas ao público que precisa operar com diferentes moedas.
O mercado brasileiro é uma das prioridades da empresa, principalmente devido ao avanço do open finance e à rápida adoção de produtos digitais pelos consumidores.
Pedido de licença bancária é o próximo passo
A empresa confirmou que pedirá a licença bancária completa no Brasil, o que abrirá portas para uma operação tão ampla quanto a de outros países. Com isso, poderá competir diretamente com bancos digitais locais em produtos como crédito, investimentos e serviços empresariais.
Plataforma de investimentos deve ser lançada no país
Outro ponto importante é o lançamento previsto da plataforma de investimentos, que deve ampliar o portfólio de produtos e atrair um público que deseja integrar serviços globais em uma única interface.
Por que a entrada da Nvidia representa uma revolução para a fintech
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+311 mil seguidores
A parceria com a Nvidia é um dos elementos mais estratégicos da rodada. A gigante das GPUs e da inteligência artificial pode transformar a maneira como a Revolut opera em áreas como:
Personalização inteligente
A IA avançada pode criar ofertas personalizadas, simulações financeiras e recomendações automáticas baseadas no comportamento de cada cliente.
Segurança reforçada
Sistemas de detecção de fraudes e análise de transações tornam-se mais eficientes ao utilizar algoritmos capazes de identificar padrões com maior precisão.
Automação profunda
Do atendimento a processos regulatórios, a automação baseada em IA reduz custos operacionais e acelera o atendimento.
A aproximação com o Nubank: dois gigantes em rota global
A Revolut ficou a apenas US$ 2 bilhões do valor de mercado do Nubank, o maior banco digital da América Latina. Ainda que sejam empresas com estratégias diferentes, a comparação é inevitável.
Semelhanças relevantes entre as duas fintechs
- forte base de clientes;
- apoio de grandes fundos;
- expansão internacional;
- crescimento acelerado de receita.
Diferenças estratégicas importantes
O Nubank se concentra em crédito e produtos de varejo.
A Revolut, por sua vez, tem foco global, trabalha com multimoedas, viagens, investimentos e serviços corporativos.
O futuro da Revolut e os próximos capítulos da expansão global
Com a nova rodada de investimentos, a Revolut deve:
- consolidar presença na América Latina e Ásia
- ampliar a plataforma de investimentos
- aumentar a oferta de crédito global
- reforçar operações com inteligência artificial
- avançar em seu plano de se tornar um banco global unificado
A empresa se posiciona como uma das protagonistas da transformação digital financeira e se prepara para disputar espaço com players globais de diferentes regiões.
Imagem: Reprodução
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