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Ricardo Eletro voltará a ter lojas físicas

Após recuperação judicial e declarações de falência, varejista volta a sonhar alto. Conheça os planos da Ricardo Eletro para o futuro.

Marcos CostaPor Marcos Costa2 min de leitura
Imagem desfocada do interior de uma loja de eletrodomésticos

Após entrar em recuperação judicial em 2020 e ter a falência declarada três vezes em 2022, a Ricardo Eletro parece voltar aos trilhos. A varejista se manteve viva através do e-commerce e agora planeja abrir duas lojas físicas em Minas Gerais. Os pontos de venda serão abertos em Belo Horizonte e em Pedro Leopoldo, região metropolitana da capital mineira.

Além disso, a empresa busca crédito para mais três estabelecimentos. Todas terão a marca “Nossa Eletro”. A Ricardo Eletro tenta obter o crédito através do desbloqueio de valores judicialmente retidos.

A informação foi revelada pelo gestor Pedro Bianchi, que comanda o grupo Máquina de Vendas, fruto da fusão entre Ricardo Eletro e Insinuante em 2011.

Planos da Ricardo Eletro para o futuro

Os planos futuros da empresa, que envolvem a abertura de mais três comércios presenciais, dependem da liberação de um montante na ordem de R$ 1,7 milhão. Segundo a publicação, caso não seja possível resgatar todo esse dinheiro, a Ricardo Eletro precisa que o Judiciário libere, no mínimo, R$ 500 mil.

Bianchi avalia que se o desbloqueio integral for deferido, será possível “retomar a força da empresa” com maior velocidade. “Já mapeamos alguns pontos em Belo Horizonte e na região metropolitana, como também em Salvador e na região Leste de São Paulo”, aponta, com relação aos próximos passos da empresa.

Ele acrescenta, inclusive, que um ponto fixo da Ricardo Eletro – ou Nossa Eletro – nessa região de São Paulo seria algo inédito. Em documento encaminhado à Justiça, a empresa cita os gastos envolvidos na abertura das lojas.

Varejista pode ser beneficiada por crise na Americanas

Para a 1º Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central de São Paulo, a Máquina de Vendas cita gastos com mão de obra e mercadorias. Além disso, o documento enviado no último dia 18 de janeiro fala em contratações ligadas também a marketing e e-commerce.

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Além disso, a Ricardo Eletro negocia também a quitação de um passivo fiscal de R$ 1,2 bilhão com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional. Especialistas avaliam que a Máquina de Vendas pode se beneficiar pela atual crise da Americanas.

Assim, apesar dos desafios relacionados à força da marca, a Ricardo Eletro pode absorver parte dos produtos de fornecedores que iriam para a Americanas. A maior parcela desse “espólio” ficará com gigantes do comércio eletrônico, como Mercado Livre, Shopee e Magazine Luiza.

Imagem: Thampapon / shutterstock.com

Marcos Costa

Autor

Marcos Costa

Formado em Comunicação - Jornalismo pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) em 2018. Acumula experiências como repórter, redator web e copywriter. Já trabalhou nos portais "Bahia Notícias" e "Bnews", além da assessoria de comunicação do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA).

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