Investigação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) sobre o rombo na Americanas já tem os seus primeiros acusados. Sérgio Rial, ex-CEO da rede varejista, está entre os réus do processo. De acordo com o órgão regulador, o executivo deixou de cumprir algumas normas da Comissão.
Rombo na Americanas: ex-presidente é o 1º acusado pela CVM
Veja o que pode acontecer com os acusados no processo sobre o rombo na Americanas, que levou a varejista a pedir recuperação judicial.
Rial ocupou o posto de CEO da Americanas por apenas 9 dias, mas havia atuado como consultor da empresa vários anos antes. Foi durante o período que ele estava na direção da empresa que as inconsistências contábeis no balanço da varejista foram divulgadas.
Na época, ele renunciou ao cargo, dizendo que estava abrindo espaço para que a empresa colocasse em prática a reestruturação necessária. Além disso, afirmou que encontrou uma situação diferente daquela que havia planejado seu trabalho.
CVM diz que Rial não cumpriu as normas para divulgar o rombo na Americanas
As empresas de capital aberto (aquelas que vendem ações na Bolsa de Valores) precisam cumprir uma série de normas. Entre elas, inclui-se comunicar fatos relevantes aos investidores e ao mercado, de maneira clara e com uma linguagem que todos entendam.
Além disso, as normas também dizem que os executivos devem ser leais à companhia onde trabalham e não divulgar informações internas da empresa. Portanto, a CVM considera que Rial descumpriu essas duas regras.
Por exemplo, quando fez uma teleconferência, de acesso restrito aos acionistas, para explicar o rombo na Americanas ou quando comunicou as inconsistências contábeis de forma imprecisa (o anúncio foi de um rombo de R$ 20 bilhões, mas o valor real era de R$ 40 bilhões).
Possível punição
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Em relação ao processo do rombo na Americanas, a CVM apontou dois réus até o momento: Sérgio Rial, ex-CEO, e João Guerra Duarte Neto, diretor de relações com investidores.
Se a organização condenar os dois, eles podem ter que pagar uma multa ou, ainda, perder a autorização para continuar atuando no mercado.
Imagem: Jair Ferreira Belafacce/shutterstock.com
