Inventado para facilitar o dia a dia, as contas digitais também são alvo dos golpistas na internet. O roubo de contas é o crime que mais acontece no país, registrando 72% das ocorrências. As informações são da plataforma de prevenção AllowMe, que divulgou os resultados de 2022.
De acordo com a plataforma, a maioria dos golpes são feitos através de celulares, por sites e aplicativos fraudulentos. Apesar da maioria dos crimes ocorrerem pelo celular, os golpes realizados via computador também registraram um número três vezes maior de tentativa de fraude.
Roubo de contas é tendência mundial
Segundo a líder de Growth do AllowMe, Diana Herrera, no ano passado, uma em cada 100 ações avaliadas pela plataforma foi considerada de risco. Sendo o triplo ocorridas em computadores e sites da internet.
“Burlar plataformas de segurança pelo celular costuma trazer mais dificuldades, pois para que um crime desses ocorra, é preciso tornar o aparelho mais vulnerável com o uso de aplicativos maliciosos”, explica Herrera.
Se as ferramentas para combater as fraudes estão melhores, infelizmente a ação dos golpistas também. Conforme a pesquisa, 23% das tentativas de golpe acontecem no momento de algum cadastro ou abertura de conta.
Além disso, 70% das tentativas acontecem durante o horário comercial, assim os invasores se misturam às transações legais. Sobre esse modo de operação dos criminosos, Herrera aponta que:
“com o fortalecimento dos controles de prevenção, os fraudadores passaram a atuar [nesta janela] para seguirem o fluxo mais comum e passarem despercebidos. Quanto mais verossímil for uma compra ou transação, mais legítima ela vai parecer”.
Os estados com maior número de ocorrências e os aparelhos mais suscetíveis
Por ser o maior estado do país em concentração de pessoas, São Paulo registrou 37% das tentativas de golpe. Na sequência vêm Rio de Janeiro com 17,4%, Minas Gerais com 6,8%, Pernambuco com 6,4% e Bahia com 4,8%.
O levantamento mostra ainda que os criminosos agem em horário comercial e principalmente nas segundas-feiras, representando 17% dos casos.
O estudo aponta ainda que aparelhos usados por mais de uma pessoa e aqueles com mais tempo de vida útil estão mais suscetíveis à ação dos criminosos.
Aparelhos usados por três perfis ou mais aparecem em 5,9% das fraudes; já os usados para um só tipo a taxa é de 0,5%. Em suma, 90% das fraudes acontecem em celulares antigos, que já não recebem suporte de atualização dos fabricantes.
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