Na manhã deste domingo (22), o Ministério das Relações Exteriores da Rússia emitiu uma nota oficial condenando duramente os Estados Unidos por ataques aéreos e com mísseis contra instalações nucleares em território iraniano. O governo russo classificou a ação como uma “decisão imprudente” e alertou para as graves consequências diplomáticas, legais e humanitárias.
Rússia exige resposta da ONU após ataque dos EUA ao Irã
Rússia condena ataque dos EUA ao Irã, aponta violação do direito internacional e cobra reação firme da ONU e da Agência Internacional de Energia Atômica.
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Rússia aponta violação do direito internacional

Ataques de um membro do Conselho de Segurança preocupam Moscou
Segundo o comunicado de Moscou, os bombardeios promovidos pelos EUA violam diretamente o direito internacional, a Carta das Nações Unidas e diversas resoluções do Conselho de Segurança da ONU. O texto sublinha que a gravidade da situação se intensifica pelo fato de os ataques terem sido conduzidos por um membro permanente do próprio Conselho.
“Esta decisão imprudente de lançar ataques aéreos e com mísseis contra o território de um Estado soberano constitui uma flagrante violação do direito internacional”, afirma o documento russo.
Preocupações com impactos radioativos
Alerta para riscos ambientais e civis no Irã
Outro ponto de destaque na nota russa é o alerta sobre os riscos envolvendo potenciais efeitos radioativos resultantes da ofensiva. Como os alvos atingidos incluem instalações nucleares estratégicas — entre elas, Fordow, Natanz e Esfahan —, há preocupações internacionais quanto à contaminação ambiental e à segurança da população civil.
“As consequências desta ação, incluindo potenciais efeitos radioativos, ainda não foram determinadas”, pontua a chancelaria russa.
Cobrança à Agência Internacional de Energia Atômica
Rússia quer posicionamento técnico claro da AIEA
Moscou também direcionou críticas à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), exigindo um posicionamento técnico e político imediato. A Rússia quer que a AIEA se manifeste com clareza e objetividade sobre os riscos nucleares e os impactos da destruição das instalações no Irã.
“Esperamos que a liderança da AIEA responda prontamente, profissionalmente e transparentemente”, cita a nota.
“Não aceitaremos linguagem vaga ou tentativas de se esconder atrás de uma suposta equidistância política”.
Apelo à ONU e ao Conselho de Segurança
Pedido de condenação formal à ação dos EUA
O Ministério das Relações Exteriores russo pediu que o Conselho de Segurança da ONU tome uma posição firme diante dos ataques, condenando ações de confronto e desestabilização, especialmente quando partem de países com grande influência geopolítica.
“Ações de confronto e desestabilizadoras tomadas pelos Estados Unidos e Israel devem ser rejeitadas coletivamente”, afirma o texto.
A Rússia pede que a ONU atue não apenas como mediadora, mas como agente ativo na contenção da escalada militar no Oriente Médio. A preocupação central é que esse episódio possa se transformar em uma guerra regional de grandes proporções.
Reação internacional e conflito com Israel

Irã e Israel trocam ataques em paralelo ao bombardeio dos EUA
O ataque dos Estados Unidos ocorre em meio à crescente tensão entre Israel e Irã, que nos últimos dias trocaram ataques diretos. Mísseis iranianos atingiram cidades israelenses como Tel Aviv, Jerusalém e Haifa, causando destruição e pânico entre civis.
Moradores de Jerusalém e Tel Aviv registraram vídeos dos projéteis cortando o céu, muitos dos quais foram interceptados por sistemas de defesa. Ainda assim, as imagens de explosões próximas a áreas urbanas causaram grande comoção internacional.
Ataque aos centros nucleares do Irã
EUA anunciam destruição das instalações de Fordow, Natanz e Esfahan
O ataque americano foi confirmado na noite de sábado (21) pelo presidente dos EUA, que publicou em sua rede social detalhes sobre a operação militar. Segundo ele, os alvos incluíram as instalações nucleares de Fordow, Natanz e Esfahan.
“Concluímos com muito sucesso nosso ataque aos três locais nucleares no Irã. Nossas aeronaves já estão retornando em segurança”, afirmou o presidente.
Fordow, em especial, foi descrita como o alvo principal da operação, tendo recebido “toda a carga de bombas” lançada na ofensiva. A declaração foi encerrada com uma advertência direta ao governo iraniano, em tom de ameaça velada.
ONU discute resposta internacional
Conselho de Segurança realiza reunião emergencial
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O Conselho de Segurança da ONU iniciou uma reunião extraordinária em Nova York para tratar da escalada entre os três países. Fontes diplomáticas indicam divergências internas entre os membros do conselho, especialmente entre potências ocidentais e países como Rússia e China.
Enquanto os EUA justificam os ataques como forma de neutralizar ameaças nucleares iranianas, Rússia e Irã apontam para uma agressão sem autorização da ONU e perigosa para a estabilidade global.
Israel evita se pronunciar oficialmente
Silêncio do governo israelense é interpretado como precaução
Até o momento, o governo de Israel não comentou oficialmente a participação ou apoio à ofensiva americana. No entanto, fontes do setor militar israelense indicaram que os EUA teriam coordenado com aliados no Oriente Médio antes da operação.
A ausência de um pronunciamento direto também reflete a delicada posição israelense, que já enfrenta pressão interna e internacional por sua política de segurança e os embates recentes com o Irã.
Escalada e consequências possíveis
Especialistas temem guerra regional e impacto nos mercados
Especialistas em relações internacionais alertam para uma potencial escalada regional que poderia envolver outros países da região, como Síria, Líbano e Arábia Saudita. Há também temor de que organizações como o Hezbollah entrem no conflito em solidariedade ao Irã.
O impacto econômico já começou a ser sentido nos mercados globais. A cotação do petróleo disparou nas primeiras horas do domingo, refletindo o receio de uma crise prolongada no Golfo Pérsico.
Rússia pede retorno ao caminho diplomático

Moscou oferece mediação e pede cessar-fogo imediato
A nota do governo russo encerra com um apelo pelo “fim imediato da agressão” e pela retomada de um processo diplomático envolvendo todas as partes. Moscou afirma que está disposta a atuar como mediadora, caso haja disposição dos envolvidos para retomar o diálogo.
“Apelamos pelo fim imediato da agressão e à intensificação dos esforços para que a situação retorne a um caminho pacífico e diplomático”.
Conclusão
A condenação da Rússia aos ataques dos Estados Unidos contra instalações nucleares no Irã marca mais um capítulo delicado na já tensa geopolítica do Oriente Médio. Com a ONU e a AIEA sob pressão para reagirem, cresce o apelo internacional por moderação, diálogo e respeito ao direito internacional. A escalada do conflito entre potências globais exige respostas firmes e diplomáticas para evitar consequências irreversíveis em nível regional e mundial.
