Nesta quarta-feira (24), duas potências globais assinaram um acordo econômico inédito. O primeiro-ministro russo, Mikhail Mishustin, formalizou um pacto com a China durante sua viagem a Pequim. De acordo com o representante de Putin, os laços entre os dois países prevaleceu, mesmo após seguidas tentativas do Ocidente em impedir o tratado.
A guerra contra a Ucrânia é um dos pontos de maior discórdia entre a Rússia e os países ocidentais. Por isso, o objetivo do parlamento russo é estreitar relações com outras nações. Nesse sentido, a reunião com o primeiro-ministro chinês, Li Qiang, representa um claro sinal de que a ordem global pode mudar nos próximos anos.
O que disse Moscou sobre o acordo?
De acordo com Mishustin, as relações entre Rússia e China encontram-se em um patamar histórico. No encontro, o político afirmou que os laços entre ambos os países baseiam-se no respeito mútuo entre os Estados. Além disso, o russo reiterou que seus interesses convergem no âmbito da Política Internacional.
Devido a pressões impostas pelos principais países do Ocidente, a Rússia enxerga na China uma possível aliada. Sem dúvida, a parceria chinesa veio na hora certa, já que grande parte das exportações de gás e petróleo provém da demanda dos chineses.
Seguindo essa tendência, Moscou vai distribuir cerca de 40% a mais de energia para a China em 2023. No entanto, a principal discussão entre as potências diz respeito ao provimento de novas tecnologias para os russos. As informações são do portal Interfax.
Provável nova ordem global?
Por considerar infundadas as ponderações do Ocidente quanto à guerra na Ucrânia, a China indicou que não vai se vincular a Kiev. Além disso, os chineses ponderaram que as relações com a Rússia não violam qualquer norma internacional. Portanto, o país asiático teria o direito de firmar parceria com quem desejasse.
Em resumo, a preocupação tanto da União Europeia quanto dos Estados Unidos passa pela colaboração entre duas das maiores economias globais, já que os acordos envolvem, também, a cooperação na parte financeira dos dois países. Logo, uma junção entre Rússia e China pode significar uma afronta aos países.
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