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Rússia e China fazem parceria econômica que afronta União Europeia

Duas das maiores potências globais selam importante acordo, que está tirando o sono de muitos países. Confira!

Guilherme TirelliPor Guilherme Tirelli2 min de leitura
Vladimir Putin, presidente da Rússia, em palanque com dois microfones à frente. Ao fundo, bandeiras desfocadas.

Nesta quarta-feira (24), duas potências globais assinaram um acordo econômico inédito. O primeiro-ministro russo, Mikhail Mishustin, formalizou um pacto com a China durante sua viagem a Pequim. De acordo com o representante de Putin, os laços entre os dois países prevaleceu, mesmo após seguidas tentativas do Ocidente em impedir o tratado.

A guerra contra a Ucrânia é um dos pontos de maior discórdia entre a Rússia e os países ocidentais. Por isso, o objetivo do parlamento russo é estreitar relações com outras nações. Nesse sentido, a reunião com o primeiro-ministro chinês, Li Qiang, representa um claro sinal de que a ordem global pode mudar nos próximos anos.

O que disse Moscou sobre o acordo?

De acordo com Mishustin, as relações entre Rússia e China encontram-se em um patamar histórico. No encontro, o político afirmou que os laços entre ambos os países baseiam-se no respeito mútuo entre os Estados. Além disso, o russo reiterou que seus interesses convergem no âmbito da Política Internacional.

Devido a pressões impostas pelos principais países do Ocidente, a Rússia enxerga na China uma possível aliada. Sem dúvida, a parceria chinesa veio na hora certa, já que grande parte das exportações de gás e petróleo provém da demanda dos chineses.

Seguindo essa tendência, Moscou vai distribuir cerca de 40% a mais de energia para a China em 2023. No entanto, a principal discussão entre as potências diz respeito ao provimento de novas tecnologias para os russos. As informações são do portal Interfax.

Provável nova ordem global?

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Por considerar infundadas as ponderações do Ocidente quanto à guerra na Ucrânia, a China indicou que não vai se vincular a Kiev. Além disso, os chineses ponderaram que as relações com a Rússia não violam qualquer norma internacional. Portanto, o país asiático teria o direito de firmar parceria com quem desejasse.

Em resumo, a preocupação tanto da União Europeia quanto dos Estados Unidos passa pela colaboração entre duas das maiores economias globais, já que os acordos envolvem, também, a cooperação na parte financeira dos dois países. Logo, uma junção entre Rússia e China pode significar uma afronta aos países.

Imagem: Shag 7799/shutterstock.com

Guilherme Tirelli

Autor

Guilherme Tirelli

Fissurado por novos desafios e aventuras, contar histórias e escrever são as minhas paixões. Acredito, portanto, no poder das palavras para construir pontes e emocionar. Atualmente estou no 6º semestre de Jornalismo pela Puc-SP, navegando por todos os campos da comunicação.

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