O Banco Safra decidiu manter o Banco do Brasil (BBAS3) em sua carteira recomendada de dividendos para o mês de junho. A escolha chama atenção, especialmente em um momento em que parte do mercado expressa desconfiança com o desempenho do setor financeiro frente ao atual cenário macroeconômico. Ainda assim, o Safra destaca que a estrutura de funding da instituição pública segue robusta e resiliente.
Dividendos do BBAS3 ainda valem à pena? Relatório do Safra responde!
Safra mantém Banco do Brasil na carteira de dividendos para junho, com estimativa de retorno de 11,3% e ROE acima de 20% em 2025.
Segundo a análise do Safra, a elevação das taxas de juros, impulsionada pelo ciclo de aperto monetário, deve beneficiar o Banco do Brasil, com destaque para o aumento na margem de depósitos. Essa margem é essencial para gerar lucros sólidos e sustentar o pagamento contínuo de proventos.
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Retorno estimado de 11,3% em dividendos

O banco estima que o dividend yield do BBAS3 seja de 11,3% em 2025, com um preço-alvo de R$ 30, o que representa um potencial de valorização de 28% em relação ao valor atual da ação. Isso coloca a ação entre as mais atrativas do mercado para quem busca renda passiva por meio de dividendos.
Além disso, o Safra acredita que, mesmo com os desafios enfrentados pelo agronegócio – setor de grande exposição no portfólio do BB –, a rentabilidade da instituição seguirá elevada. A projeção é de um ROE (retorno sobre patrimônio líquido) superior a 20% em 2025.
Fundamentos que sustentam a recomendação
Funding robusto
O Banco do Brasil tem se beneficiado de uma base de depósitos ampla e estável, o que lhe permite captar recursos a custos competitivos. Esse fator, segundo o Safra, é essencial para atravessar períodos de incerteza sem comprometer a rentabilidade.
Resiliência mesmo com inadimplência no agro
Apesar do cenário mais duro para o agronegócio, marcado por clima adverso, redução de margens e alta nos custos de produção, o banco segue mostrando resiliência. A análise do Safra considera que o impacto da inadimplência nesse setor será limitado frente ao volume total da carteira de crédito.
Pagamentos constantes de dividendos
A regularidade no pagamento de dividendos é outro ponto forte. De acordo com o Safra, o BBAS3 deve manter um bom fluxo de distribuição de lucros aos acionistas, o que justifica sua permanência na carteira de dividendos mesmo em meio à cautela que ronda os ativos de bancos estatais.
Comparativo de desempenho: BBAS3 x IDIV e Ibovespa
Em maio, a carteira de dividendos do Safra apresentou valorização de 3,02%, superando tanto o IDIV – índice de dividendos da B3 – que subiu 1,31%, quanto o Ibovespa, com alta de 1,45% no mesmo período.
Essa performance reforça a tese de que o Banco do Brasil, dentro de um portfólio bem estruturado, segue sendo um ativo defensivo e estratégico para quem deseja proteger seu capital e ainda obter ganhos recorrentes com proventos.
Composição da carteira de dividendos do Safra para junho

Empresas e dividend yields estimados para 2025
Abaixo, a lista completa das empresas que compõem a carteira recomendada de dividendos do Safra para junho, com seus respectivos dividend yields estimados:
| Companhia | Código | Dividend Yield estimado (%) |
|---|---|---|
| JBS | JBSS3 | 2,0 |
| Porto | PSSA3 | 3,7 |
| Itaú Unibanco | ITUB4 | 7,8 |
| Banco do Brasil | BBAS3 | 11,3 |
| Petrobras | PETR4 | 16,9 |
| Vale | VALE3 | 10,2 |
| CPFL Energia | CPFE3 | 5,3 |
| Copasa | CSMG3 | 4,0 |
| TIM | TIMS3 | 8,7 |
| Copel | CPLE6 | 2,6 |
Destaques da carteira
Petrobras (PETR4)
A petrolífera lidera a lista com o maior dividend yield projetado, de 16,9%, embora envolta em discussões sobre política de distribuição de lucros e interferência estatal.
Vale (VALE3)
A mineradora mantém sua atratividade com um yield de 10,2%, sustentado por bons níveis de geração de caixa e políticas de retorno ao acionista alinhadas com as práticas do setor.
TIM (TIMS3)
A operadora se destaca entre as empresas do setor de telecomunicações com 8,7% de retorno esperado, reforçando sua posição em carteiras de renda passiva.
Setores representados na carteira
A carteira demonstra diversificação entre setores de commodities, energia, bancos, saneamento, telecomunicações e alimentos, com o objetivo de equilibrar risco e retorno.
Por que os dividendos seguem no radar dos investidores
Alternativa à renda fixa
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Com a taxa Selic em patamar ainda elevado, mas com sinais de estabilização, os dividendos seguem como uma alternativa atrativa à renda fixa, especialmente em ações de empresas consolidadas que mantêm distribuição constante de lucros.
Proteção contra volatilidade
A estratégia de investir em ações que pagam bons dividendos também serve como proteção contra momentos de maior volatilidade, uma vez que o recebimento dos proventos atua como uma “almofada” de rendimento para o investidor.
Crescimento da demanda por renda passiva
Com o aumento do número de investidores pessoa física na B3, a busca por renda passiva recorrente tornou-se uma prioridade para muitos brasileiros, principalmente aqueles que almejam viver de dividendos no longo prazo.
Perspectivas para o BBAS3 nos próximos trimestres

Monitoramento da inadimplência
Os investidores devem ficar atentos aos dados de inadimplência, especialmente no crédito rural, embora o Safra considere que o banco tem margem para suportar oscilações nesse indicador sem afetar severamente sua lucratividade.
Sustentação do ROE acima de 20%
Caso a expectativa do Safra se concretize e o ROE permaneça acima de 20%, o BBAS3 poderá continuar atraente mesmo diante de pressões políticas ou macroeconômicas.
Expectativas de manutenção da política de dividendos
Um dos pontos-chave para o Banco do Brasil continuar atraente é a manutenção de sua política de distribuição de proventos. Até o momento, não há sinais de mudanças nesse sentido, o que reforça a confiança do Safra na continuidade do fluxo de dividendos.
Conclusão
Apesar do ceticismo de parte do mercado em relação ao setor bancário, o Banco Safra demonstrou convicção ao manter o Banco do Brasil (BBAS3) em sua carteira de dividendos para junho. A perspectiva de um retorno expressivo de 11,3%, aliada à resiliência da instituição mesmo diante de desafios no agronegócio, sustenta a tese de investimento.
O desempenho superior da carteira do Safra frente ao IDIV e ao Ibovespa reforça a estratégia de incluir ativos com forte geração de caixa e compromisso com o acionista. Para quem busca rendimento contínuo e estabilidade, BBAS3 permanece como um dos nomes mais promissores do mercado de dividendos em 2025.
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