A divisão da herança e o processo de partilha dos bens são questões de extrema importância e relevância jurídica que surgem após o falecimento de uma pessoa. Nesses momentos delicados, é necessário compreender as regras e o passo a passo para realizar uma partilha justa e adequada.
Saiba como funciona o processo de divisão de uma herança
Saiba como funciona a divisão da herança e o processo de partilha dos bens de forma justa e dentro da lei.
Neste artigo, discutiremos as principais diretrizes legais envolvidas nesse processo e as etapas a serem seguidas para uma divisão eficiente dos bens, proporcionando clareza e tranquilidade aos herdeiros.
Regras da divisão da herança
Ao iniciar o processo de partilha dos bens de um falecido, é fundamental compreender as regras que norteiam essa divisão. No Brasil, o Código Civil estabelece que a herança é transmitida aos herdeiros legítimos: os descendentes, os ascendentes, o cônjuge ou companheiro e os colaterais até o quarto grau.
A proporção da herança destinada a cada um desses herdeiros varia conforme o regime de bens adotado pelo falecido, podendo ser a comunhão parcial, comunhão universal, separação total ou participação final nos aquestos.
Ainda, vale ressaltar que, caso o falecido tenha deixado um testamento, as disposições desse documento devem ser respeitadas, dentro dos limites legais. Desse modo, o testamento pode alterar a distribuição prevista na lei, desde que não prejudique a legítima, sendo a parte da herança reservada por lei aos herdeiros necessários.
Passo a passo do processo de partilha
O processo de partilha dos bens de uma herança geralmente segue algumas etapas fundamentais, visando garantir uma divisão justa e transparente. O primeiro passo é a abertura do inventário, feito no prazo de 60 dias, após o falecimento do indivíduo. Nesse momento, deve-se contratar um advogado especializado para representar os interesses dos herdeiros e conduzir o processo.
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Assim, após a abertura do inventário, são levantados todos os bens e dívidas deixados pelo falecido, a fim de realizar um inventário completo. Em seguida, ocorre a avaliação dos bens, para determinar o valor a ser partilhado entre os herdeiros. Com base nessas informações, é possível calcular a quota de cada herdeiro, segundo as regras estabelecidas pela legislação vigente.
Por fim, depois da definição das quotas, inicia-se o processo de pagamento das dívidas do falecido e dos impostos devidos. Feito isso, chega-se à fase da partilha propriamente dita, na qual distribuí-se os bens entre os herdeiros, respeitando as proporções definidas. Caso haja discordância entre os herdeiros, é possível buscar uma conciliação ou recorrer ao judiciário para solucionar eventuais conflitos.
Imagem: PaeGAG/Shutterstock.com
