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INSS em atraso: saiba como regularizar suas contribuições e evitar problemas futuros

Descubra como regularizar suas contribuições do INSS em atraso, quais as regras para autônomos, MEIs e facultativos, e evite surpresas.

Eduardo MendesPor Eduardo Mendes5 min de leitura
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Você é autônomo, microempreendedor individual (MEI) ou contribuinte facultativo e descobriu que suas contribuições ao INSS estão em atraso? A princípio, isso pode parecer um problema pequeno, mas, no futuro, pode causar grandes dores de cabeça, especialmente na hora de se aposentar ou ao solicitar outros benefícios, como o auxílio-doença ou a licença-maternidade.

Neste artigo, vamos explicar, de maneira prática, como regularizar o INSS em atraso, quais são as regras para diferentes tipos de contribuintes e como garantir que você esteja em dia com suas obrigações, assegurando seus direitos previdenciários.

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O que é o INSS e por que ele é importante?

dona de casa
Imagem: Freepik

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) é o órgão responsável por gerenciar a previdência social no Brasil. Ele oferece benefícios como:

  • Aposentadoria;
  • Auxílio-doença;
  • Licença-maternidade;
  • Pensão por morte.

No entanto, para ter acesso a esses benefícios, é fundamental que o trabalhador tenha feito suas contribuições em dia. Isso vale tanto para quem tem carteira assinada quanto para autônomos, microempreendedores individuais (MEIs) e contribuintes facultativos.

O que fazer quando o INSS está em atraso?

Caso suas contribuições ao INSS estejam em atraso, é possível regularizá-las, mas é importante entender que as regras variam conforme o tipo de contribuinte. A seguir, explicamos como funciona para cada grupo:

Contribuinte individual: autônomos, empresários e MEIs

Os contribuintes individuais, que incluem autônomos, empresários e MEIs, têm a possibilidade de regularizar suas contribuições em atraso seguindo estas regras:

  • Até 5 anos de atraso: Pode-se pagar as contribuições atrasadas sem a necessidade de comprovar o exercício da atividade remunerada.
  • Mais de 5 anos de atraso: É necessário comprovar que você exercia atividade remunerada na época do atraso. Essa comprovação pode ser feita por meio de:
    • Notas fiscais;
    • Recibos de prestação de serviços;
    • Declaração de Imposto de Renda.

Contribuinte facultativo: estudantes e pessoas sem renda fixa

Os contribuintes facultativos, como estudantes ou pessoas que não têm renda fixa, também podem pagar o INSS em atraso, mas há limitações:

  • O pagamento só pode ser feito para períodos posteriores à inscrição no INSS.
  • O atraso não pode ultrapassar 6 meses. Caso ultrapasse, o contribuinte não poderá regularizar essas contribuições retroativas.

Quem não precisa pagar o INSS em atraso?

Existem situações em que o trabalhador, mesmo com o INSS em atraso, não precisa regularizar as contribuições para garantir o acesso aos benefícios. Essas situações incluem:

  • Trabalhadores rurais que atuaram antes de 1991;
  • Empregados com carteira assinada, caso o empregador não tenha feito o recolhimento do INSS (o ônus do recolhimento é da empresa, e não do empregado);
  • Autônomos que prestaram serviços a empresas após 2003, pois, nesse caso, a responsabilidade pelo recolhimento é da contratante.

Vale a pena pagar o INSS em atraso?

Pagamento INSS
Imagem: rafapress / Shutterstock.com

Antes de sair pagando as contribuições atrasadas, é fundamental avaliar se isso realmente trará benefícios para você, especialmente na hora da aposentadoria. Dependendo da regra vigente, o pagamento retroativo pode não ser necessário para aumentar o tempo de contribuição ou o valor do benefício.

Por isso, é sempre recomendável buscar orientação especializada para entender se o pagamento atrasado de fato trará algum benefício financeiro ou antecipará sua aposentadoria.

Como regularizar as contribuições do INSS?

Se após a análise você concluir que vale a pena regularizar as contribuições em atraso, o processo é relativamente simples. Basta seguir estes passos:

1. Acesse o site ou aplicativo do Meu INSS

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No site ou aplicativo do Meu INSS, você pode acessar a sua conta e verificar seu histórico de contribuições.

2. Gere a Guia da Previdência Social (GPS)

A Guia da Previdência Social (GPS) é o documento que permite o pagamento das contribuições em atraso. Para gerá-la:

  • Acesse o site da Receita Federal ou o Meu INSS;
  • Informe seu NIT/PIS;
  • Selecione o mês de contribuição em atraso;
  • Escolha o código correto de pagamento para seu tipo de contribuinte (individual ou facultativo).

3. Realize o pagamento

Com a guia gerada, você pode realizar o pagamento em qualquer banco autorizado. Certifique-se de que todas as informações estão corretas, para evitar problemas futuros.

Quais cuidados tomar ao regularizar as contribuições?

Ao regularizar as contribuições em atraso, é importante ter atenção para evitar erros. Alguns pontos que merecem destaque:

  • Verifique se o valor pago está correto: Ao gerar a GPS, o valor do pagamento pode incluir juros e multas. Verifique se o montante está correto para o período em atraso.
  • Analise se vale a pena pagar os atrasados: Dependendo da regra da aposentadoria aplicável ao seu caso, o pagamento de contribuições atrasadas pode não ser necessário.
  • Guarde os comprovantes de pagamento: Eles são fundamentais para comprovar que você está em dia com o INSS.

Conclusão

Manter suas contribuições ao INSS em dia é essencial para garantir o acesso a benefícios importantes, como a aposentadoria e o auxílio-doença. Se você está com contribuições em atraso, é possível regularizar a situação, mas é importante seguir as regras e verificar se o pagamento retroativo é realmente vantajoso para você.

Caso tenha dúvidas sobre como proceder, não hesite em buscar a ajuda de um especialista em previdência social, para garantir que todas as suas contribuições estejam corretas e atualizadas, assegurando seus direitos no futuro.

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Eduardo Mendes

Autor

Eduardo Mendes

Eduardo Mendes é cofundador do Seu Crédito Digital, especialista em SEO, jornalista e bacharel em Administração de Empresas pela UFRGS. Apaixonado por finanças e empreendedorismo, escreve em blogs desde 2014 e atua criando conteúdos, vídeos e análises para ajudar o público a tomar decisões financeiras mais inteligentes.

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