Com o resultado das eleições de domingo (30), diversas paralisações ilegais foram feitas por caminhoneiros bolsonaristas nas rodovias de todo o país. Desse modo, as manifestações causaram impactos além do trânsito intenso, ou seja, vários setores da economia relataram falta de combustível e atraso de vacinas.
Saiba quais foram os impactos dos bloqueios das estradas
Entenda quais foram os principais impactos dos bloqueios das estradas feitos por caminhoneiros após o resultados das eleições.
Assim, segundo a PRF (Polícia Rodoviária Federal), até às 6h30 da última quarta-feira (2) havia, ainda, 167 bloqueios nas rodovias federais do país. Além disso, 563 pontos de paralisações foram desfeitos desde domingo.
Quais foram os impactos das paralisações?
Confira, a seguir quais foram os impactos das paralisações das rodovias:
Estoques de supermercados
Segundo Marcio Milan, vice-presidente da Abras (Associação Brasileira de Supermercados), até terça-feira (1º), mais de 70% dos supermercados em oito unidades da federação já estavam com problemas de abastecimento.
Assim, os estados mais afetados, além do Distrito Federal foram:
- Mato Grosso;
- Mato Grosso do Sul;
- Minas Gerais;
- Pará;
- Rio de Janeiro;
- Santa Catarina;
- São Paulo
Viagens
Primeiramente, além da impossibilidade do deslocamento de ônibus, os voos também foram cancelados. Desse modo, o Aeroporto Internacional de São Paulo em Guarulhos, registrou ao menos 25 voos cancelados até a noite de terça-feira (2).
Sendo assim, a ABEAR (Associação Brasileira das Empresas Aéreas) informou que as autoridades foram alertadas para o impacto que essas paralisações causariam na malha aérea.
“Estimativa das empresas aéreas mostra que, caso o cenário atual se mantenha, ao longo do feriado o setor poderá sofrer com desabastecimento de combustível”, destacou a nota da entidade.
Além da falta de combustível, as paralisações afetaram a chegada de profissionais, tripulantes e passageiros aos aeroportos. Dessa forma, essas dificuldades podem prejudicar atividades essenciais como transporte gratuito para o transplante de órgãos.
Vacinas
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Cerca de 520 mil ovos que são usados pelo Instituto Butantan para a fabricação de vacinas contra o vírus H3N também ficou presa em um dos bloqueios. A situação ocorreu na terça-feira no interior de São Paulo e o caminhão que transportava a carga saiu de São Carlos e ficou parado por horas nas proximidades de Jundiaí.
Vale destacar que a carga deveria ter sido entregue ao Butantan por volta das 6h da manhã de quarta, contudo, o caminhão só conseguiu seguir viagem ao meio dia, quando a Secretaria de Segurança Pública foi acionada.
Portanto, os ovos foram entregues depois das 14h, ou seja, com atraso de mais de oito horas. Dessa forma, o instituto havia informado que a carga só poderia ser aproveitada caso fosse entregue até o fim da manhã de quarta. Apesar disso, os ovos passarão por uma avaliação técnica, mas ainda não há novas informações.
Combustível
A CNI (Confederação Nacional da Indústria) alertou o risco para a falta de combustíveis caso os bloqueios das vias continuasse. A CNI afirmou, ainda, que as indústrias já sentem os impactos no escoamento da produção e relatam situações de impossibilidade do deslocamento de trabalhadores.
“As paralisações também já atingem o transporte de cargas essenciais, como equipamentos e insumos para hospitais, bem como matérias-primas básicas para as atividades industriais”, informou a CNI.
Imagem: Igor do Vale/Estadão Conteúdo
