Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara dos Deputados, disse em entrevista à CNN Brasil que parte dos salários dos deputados poderá ser investida no combate ao coronavírus. Além da eventual redução salarial dos deputados federais, servidores de outros poderes podem ter seus salários reduzidos também. Confira mais detalhes no texto abaixo.

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Conforme Rodrigo Maia, além da redução de salários dos deputados, outra possível fonte de recursos para o combate à pandemia seriam as verbas eleitorais do Fundo Partidário e do Fundo Eleitoral. Segundo Maia, “se é no fundo eleitoral ou partidário, que podem representar R$ 2,5 bilhões, não vejo problema, que se use. Agora, nós precisamos entender: a Saúde vai precisar de quanto? De R$ 50, R$ 100, R$ 150 bilhões. Só um projeto de suspensão do contrato de trabalho para contratar o seguro-desemprego vai custar quanto? De R$ 80 a R$ 100 bilhões. Por isso, a gente não precisa estar preocupado com gastos que tem previsão futura. Temos que usar qualquer rubrica.”

Além disso, Maia ressaltou que o estado de calamidade pública decretado na última sexta-feira (20) exige medidas extremas. Afinal, provavelmente será necessário gastar um valor acima daquilo que está definido na meta fiscal. De acordo com o presidente da Câmara, “se não existe mais meta… o governo tinha projetado um gasto acima de sua receita primária de R$ 126 bilhões. Ele agora pode gastar R$ 200, R$ 300, R$ 400 bilhões”.

Maia apoiaria proposta de redução de salários de deputados e verbas eleitorais

Em relação à redução salarial dos deputados, Maia afirma que não seria contra essa decisão. Segundo ele, “todo poder público vai ter que contribuir. Transferir isso para o parlamentar é fazer apenas um gesto importante, mas que não tem nenhum impacto fiscal. Acho que os três Poderes vão ter que contribuir: Legislativo, Executivo e Judiciário. Os salários no nível federal são o dobro no seu equivalente no setor privado”.

Por fim, Maia falou a respeito da Medida Provisória (MP) de Bolsonaro que permitiria a suspensão do contrato de trabalho por até 4 meses. A MP havia sido anunciada ontem, mas hoje Bolsonaro retirou o polêmico trecho após a repercussão negativa. Conforme Maia, o artigo 18 da MP, referente à suspensão do contrato de trabalho durante a pandemia do coronavírus, era “impensável”.

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Imagem: A.RICARDO, via Shutterstock.