Começar um novo negócio costuma ser, sem dúvida, algo muito desafiador. Além de lidar com a operação, é preciso aprender sobre a parte burocrática, como a emissão de notas fiscais. Principalmente para os pequenos empreendedores, isso pode ser complicado. Para de simplificar a emissão de notas fiscais, surgiu a fintech brasileira Saldo MAIS, que habilita dispositivos móveis em pontos de venda a emitir notas. Esses dispositivos podem ser celulares, computadores, tablets ou maquininhas de cartão, por exemplo.

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Cenário econômico favoreceu a fintech

A Saldo MAIS existe desde 2017, quando lançou seu Mínimo Produto Viável (MVP). Naquele ano, tornou-se obrigatória a emissão de nota fiscal eletrônica para todas as empresas que operam no Brasil, independentemente de atividade, regime tributário e faturamento.

A solução encontrada pela startup foi simplificar a emissão das notas para os pequenos empreendedores. No ano de lançamento da empresa, já existiam 12,4 milhões de microempreendedores individuais e micro e pequenas empresas no Brasil.

“As ferramentas em sua maioria que existiam e ainda existem no mercado. São softwares de gestão com estoque e financeiro integrados que, dentro de diversas funcionalidades, proporcionam de forma limitada a emissão de notas fiscais eletrônicas”, explicou em entrevista Sady Bazilio Nunes, CEO e fundador da empresa.

Um diferencial da Saldo MAIS, sem dúvida, é permitir a emissão de notas por meio das maquininhas de cartão. Alguns meses depois do lançamento da fintech, foi firmada uma parceria com a Cielo, empresa de máquinas de cartão. A nota fiscal eletrônica emitida pelas máquina Lio, da Cielo, poupa tempo e papel nos estabelecimentos.

“Mesmo aquele empresário que tem pouco ou nenhum conhecimento fiscal e contábil consegue emitir a nota fiscal eletrônica em segundos”, afirma o CEO. A fintech, atualmente, está realizando a primeira rodada de captação de investimentos.

Saldo MAIS oferece diversos planos

Para ser cliente da Saldo MAIS é preciso assinar um dos planos, porém, a plataforma permite 7 dias de teste gratuito. O plano mais em conta é o anual, que fica por R$ 29,90 mensais. Esse plano inclui a emissão de notas fiscais (NF-e, NFS-e, NFC-e), armazenamento de dados e cálculo automático dos impostos. Para quem não deseja assinar o plano anual, também há um plano mensal de R$ 39,90.

Além da plataforma, a fintech oferece alguns treinamentos e e-books em seu site para os empreendedores. Entre os assuntos abordados, estão a emissão de notas, a gestão de empresas e o cadastro de produtos e serviços no sistema, por exemplo. Outra funcionalidade destacada pela startup é disposição de servidores de alta segurança, com proteção ativa contra perda ou roubo de dados dos clientes.

Para maiores informações sobre a empresa, seus planos e, principalmente, contratá-la, confira no site.

Outras ferramentas para emitir notas fiscais

Quem não tem a máquina Cielo Lio, por outro lado, pode emitir as notas fiscais pela internet de outras formas. Uma delas é o software de contabilidade Conta Azul, que permite fazer o fluxo de caixa, enviar orçamentos e emitir notas que vão direto para o e-mail do cliente.

A plataforma é paga via mensalidade e funciona no desktop ou no navegador do celular, não tendo aplicativo por enquanto. Para começar a emitir notas por lá, primeiramente, é preciso cadastrar o certificado digital no software.

A plataforma Contabilizei também é uma opção, porém somente para empresas de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná. Além disso, o software não emite nota fiscal de serviço. Todavia, não há custos para quem emite até 500 notas por mês.

O Bling também é um emissor gratuito de notas fiscais pela internet. Os planos custam a partir de R$ 50,00, emitindo Fiscal Eletrônica para produtos (NFe), Nota Fiscal de Serviço Eletrônica (NFSe) e Nota Fiscal do Consumidor Eletrônica (NFCe). Além disso, ele também calcula automaticamente os impostos ICMS, ST DIFAL, IPI, PIS, COFINS, ST e II.

Tributação para pequenos empreendedores

O pagamento de impostos na emissão de notas fiscais vai depender do tipo de empresa, é claro. Quem é Microempreendedor individual (MEI) só paga imposto uma vez ao mês, na guia que vence todo dia 20.

Nessa conta está o valor de 5% do salário mínimo, mais R$ 1,00 de ICMS para o Estado (para atividades de indústria, comércio e transportes de cargas interestadual) e/ou R$ 5,00 de ISS para o município para atividades de Prestação de Serviços e Transportes Municipal. Portanto, quem é MEI não paga nada a mais ao emitir notas fiscais, sendo os impostos todos concentrados nesse pagamento mensal, tendo como custo adicional somente o da plataforma de emissão das notas fiscais.

Já para as microempresas, o imposto é calculado sobre o lucro. No caso da modalidade lucro real, cada imposto é calculado separadamente. Já para quem opta pelo Simples Nacional, a tributação é feita uma vez só, de 4% a 33%. Consequentemente, o percentual vai depender da faixa de faturamento.

Com o avanço da tecnologia e do empreendedorismo, a cada dia surgem novas soluções para facilitar a vida de quem está vendendo um produto ou um serviço, como a Saldo MAIS. E você, utiliza alguma fintech para agilizar o seu dia a dia de trabalho?

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