O banco Santander projetou uma alta de inflação no país com previsão de durar até 2024. Alertou também sobre os planos do novo governo, que assume em 1º de janeiro de 2023, sobre expansão fiscal e como isso pode impactar a longo prazo a solidificação das contas públicas.
Santander aumenta projeção da inflação no país e alerta sobre riscos fiscais
O banco prevê grande alta de inflação para 2023, considerando os efeitos do mercado de trabalho mais aquecido e as novas altas de tributos.
Segundo a instituição financeira, houve “surpresas altistas recentes em preços voláteis, em conjunto com o fim do efeito baixista do corte de impostos”. Em revisão do IPCA deste ano, a empresa ainda constatou a alta de 5,8%, enquanto o previsto anteriormente era de 5,5%.
Projeção para o futuro
O banco já elevou suas projeções para o próximo ano. A estimativa de alta de inflação, que já era de 5,0%, subiu para 5,4%. Ainda segundo relato da empresa, já estão sendo analisadas, em decorrência de um mercado de trabalho mais aquecido, as altas de tributos.
Em documento assinado por Ana Paula Vescovi, economista-chefe do Santander, falando em nome de toda a equipe, o que aconteceu foi que:
“dada a inflação mais alta no próximo ano, com pressões em grupos de preços mais rígidos/inerciais, revisamos o IPCA 2024 para 3,5% (antes 3,0%), o que implica uma trajetória ainda mais lenta de convergência inflacionária ao centro da meta”.
Mesmo com a estimativa de alta geral, a taxa Selic ainda não sofreu alterações em sua porcentagem para 2023 e 2024, que permanece em 12,0% para o próximo ano, e 9,00% para 2024, segundo a instituição.
O que, dada as circunstâncias de alta de inflação geral para um futuro próximo, também é preocupante para a taxa de juros, que não escapa do risco de aumento considerável.
Justificativas do banco Santander
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“A PEC (da Transição) aprovada no Senado tem potencial de impacto fiscal acima de R$ 220 bilhões, e a aprovação de legislação neste patamar geraria viés baixista às estimativas de resultado primário”, ressalta o Santander.
Os resultados futuros sobre as regras fiscais vão depender da situação de 2023. Serão necessárias discussões sobre o assunto no decorrer do próximo ano, a fim de descobrir como caminhará a situação nos anos seguintes, mas o cenário é bastante preocupante.
Imagem: Manuel Esteban / Shutterstock.com
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