Após os atos antidemocráticos do dia 8 de janeiro, o Supremo Tribunal Federal (STF) solicitou uma lista com todos os nomes de todas as pessoas que seguem o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro nas redes sociais.
Seguidores do Bolsonaro serão investigados pela justiça?
A justiça solicitou uma lista com todos os seguidores do ex-presidente Jair Bolsonaro; será que todos serão investigados?
Em vista disso, logo surgiu a dúvida: será que todas essas pessoas serão investigadas pela justiça? Afinal, o fato de alguém seguir o ex-presidente não significa diretamente que seja um apoiador, tampouco indica que houve vínculo com os atos em questão.
Algumas pessoas podem segui-lo, por exemplo, apenas por gostar de estar atualizado sobre os assuntos políticos. Diante dessa dúvida, o subprocurador-geral da República, Carlos Frederico Santos, destacou que o alvo da investigação é apenas Bolsonaro.
Santos afirma que os seguidores não serão investigados
A apuração será feita pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e quanto à isso, Santos, que também é responsável por coordenar o Grupo Estratégico de Combate aos Atos Antidemocráticos, ressalta que seria impossível efetuar uma investigação neste nível.
Afinal, somente no Instagram, o ex-presidente possui 25,2 milhões de seguidores, enquanto no Twitter, a quantidade é menor, mas ainda assim significativa: 11,4 milhões. Santos afirmou que seria impossível investigar todas essas pessoas.
Por que, afinal, a lista foi solicitada?
A lista dos seguidores do ex-presidente Bolsonaro foi solicitada com o objetivo de investigar o próprio ex-presidente em relação aos eventos ocorridos no dia do ato antidemocrático nas redes sociais. O subprocurador-geral ressaltou que os dados dos seguidores não serão expostos.
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+311 mil seguidores
Nesse sentido, a PGR está em busca de dados abrangentes sobre as atividades de Jair Bolsonaro nas redes sociais, como o número de curtidas, visualizações, compartilhamentos, e comentários relacionados a alguns temas.
Entre esses temas, podemos citar o STF, as urnas eletrônicas, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e as Forças Armadas. Ou seja, essas informações são consideradas pertinentes para a investigação em curso. Sendo assim, haverá uma avaliação mais precisa do impacto e da extensão das publicações do ex-presidente.
Imagem: Tânia Rêgo / Agência Brasil
