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Selic cai para 13,75% ao ano: veja o impacto na poupança e nos investimentos

A redução da Selic para 13,75% ao ano, anunciada pelo Comitê de Política Monetária (Copom) em 16 de setembro de 2026, altera o cenário para quem investe, sobretudo em aplicações de renda fixa pós-fixadas. O corte de 0,25 ponto percentual foi o quinto consecutivo e levou a taxa básica de juros ao menor nível do […]

Avatar de Melissa Barbosa Melissa Barbosa · · 9 min de leitura
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A redução da Selic para 13,75% ao ano, anunciada pelo Comitê de Política Monetária (Copom) em 16 de setembro de 2026, altera o cenário para quem investe, sobretudo em aplicações de renda fixa pós-fixadas. O corte de 0,25 ponto percentual foi o quinto consecutivo e levou a taxa básica de juros ao menor nível do ciclo atual.

A mudança não significa, porém, que a renda fixa deixou de ser atrativa. Como a taxa continua elevada, investimentos que acompanham a Selic ou o CDI ainda tendem a oferecer remuneração relevante. A diferença é que, se novos cortes ocorrerem, o rendimento dessas aplicações deverá diminuir gradualmente.

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Selic cai para 13,75%: o que muda para os investimentos?

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Imagem: Edição/ Seu Crédito Digital

A Selic é a taxa básica de juros da economia brasileira e influencia o custo do crédito e a remuneração de diversos investimentos. Entre as aplicações mais diretamente afetadas estão o Tesouro Selic, CDBs pós-fixados, fundos DI e outros produtos vinculados ao CDI.

Com a nova taxa, o investidor que possui uma aplicação pós-fixada não perde o dinheiro que já acumulou. O que muda é a velocidade com que o patrimônio passa a crescer caso a remuneração do investimento acompanhe a queda dos juros.

O efeito é diferente para cada produto. Em um CDB que paga determinado percentual do CDI, por exemplo, uma redução dos juros tende a diminuir a remuneração futura. Já títulos prefixados podem se beneficiar de uma queda das taxas de mercado, dependendo das condições contratadas e do momento de resgate.

Tesouro Selic continua acompanhando os juros?

Sim. O Tesouro Selic é um título pós-fixado cuja remuneração acompanha a variação da Selic durante o período em que o investidor permanece aplicado.

Isso faz com que o produto seja particularmente sensível às decisões do Banco Central. Se a Selic sobe, a remuneração tende a aumentar; se cai, o rendimento esperado para novos períodos também diminui.

O Tesouro Selic costuma ser utilizado para objetivos que exigem maior previsibilidade e liquidez, embora o investidor precise considerar custos, impostos e as regras de resgate do título.

E os CDBs que pagam 100% do CDI?

Os CDBs pós-fixados também sentem diretamente o movimento dos juros.

O Certificado de Depósito Interbancário (CDI) acompanha de perto a dinâmica da taxa Selic. Por isso, um CDB que paga, por exemplo, 100% do CDI tende a oferecer uma remuneração menor se o CDI cair junto com a Selic.

Isso não significa que o investimento passe automaticamente a ser ruim. O retorno precisa ser analisado em conjunto com o prazo, a liquidez, a instituição emissora, a tributação e a taxa oferecida.

Quanto a Selic de 13,75% pode render?

Não é correto transformar os 13,75% da Selic em uma promessa de rendimento anual para qualquer investimento.

Cada aplicação possui características próprias. Um CDB pode pagar uma porcentagem do CDI, enquanto um fundo DI possui taxa de administração e pode apresentar desempenho diferente do índice. No Tesouro Selic, também existem custos e a incidência de Imposto de Renda conforme o prazo.

Em uma referência anterior, quando a Selic estava em 14%, a B3 mostrou simulações para diferentes aplicações de renda fixa e destacou justamente que os resultados variam de acordo com o produto e o período considerado.

Por isso, dizer simplesmente que “R$ 10 mil vão render 13,75%” seria uma simplificação incorreta.

O que acontece com os fundos DI?

Os fundos DI investem predominantemente em ativos de renda fixa de baixo risco de mercado e buscam acompanhar a variação dos juros de curto prazo.

Quando a Selic diminui, a tendência é que o retorno bruto desses fundos também seja reduzido. Além disso, o investidor precisa considerar a taxa de administração e a tributação, que podem fazer diferença no rendimento líquido.

A comparação deve ser feita pelo retorno líquido, e não apenas pela taxa anunciada pelo fundo.

E os investimentos prefixados?

O comportamento dos prefixados é diferente.

Nesse tipo de investimento, a taxa de remuneração é definida no momento da aplicação. Se um investidor contratar uma taxa prefixada e, posteriormente, as taxas de mercado caírem, aquele título pode se tornar relativamente mais interessante para novos investidores.

No entanto, isso não significa que todo prefixado terá valorização automática. Para títulos negociados antes do vencimento, as condições de mercado podem provocar oscilações no preço, fenômeno conhecido como marcação a mercado.

Por isso, o prazo do investimento e a necessidade de resgate antecipado são fatores relevantes.

E o Tesouro IPCA+?

O Tesouro IPCA+ combina uma taxa prefixada com a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), principal indicador oficial de inflação do país.

A queda da Selic não determina sozinha o comportamento desse título. As taxas reais oferecidas pelo mercado, as expectativas de inflação e as condições econômicas também influenciam sua precificação.

Para quem pretende permanecer até o vencimento, a lógica é diferente daquela de quem pode precisar vender antecipadamente. No segundo caso, as oscilações provocadas pela marcação a mercado precisam ser consideradas.

A queda da Selic significa que é hora de sair da renda fixa?

Não necessariamente.

A renda fixa reúne produtos com características muito diferentes. Mesmo com o início do ciclo de cortes, a Selic permanece em um patamar elevado, e aplicações pós-fixadas continuam tendo papel relevante para objetivos como reserva de emergência e recursos de curto prazo.

A B3 já havia apontado, antes da decisão de setembro, que a manutenção de juros elevados preservava a atratividade da renda fixa, enquanto especialistas destacavam a importância de considerar objetivos, prazo e perfil de risco antes de alterar a carteira.

A decisão sobre manter ou modificar um investimento, portanto, depende mais do objetivo do dinheiro do que de uma única decisão do Copom.

O que pode acontecer se a Selic continuar caindo?

Se o Banco Central continuar reduzindo os juros, os investimentos pós-fixados tendem a oferecer retornos menores ao longo do tempo.

Esse movimento pode aumentar o interesse por outras estratégias, como títulos prefixados e papéis atrelados à inflação, mas a escolha envolve riscos diferentes e depende das taxas disponíveis no momento da aplicação.

O analista de alocação Antonio Sanches, da Rico, afirmou que a Selic ainda permanece em nível elevado e que Tesouro Selic, CDBs e produtos ligados ao CDI continuam relevantes para liquidez e menor volatilidade. Ele também projetou novas quedas para os juros, embora projeções estejam sujeitas a mudanças conforme os dados econômicos.

O que muda para quem já tem dinheiro investido?

Para quem já possui investimentos, a primeira consequência é que o rendimento futuro pode mudar, dependendo do produto.

Um CDB pós-fixado continuará seguindo seu indexador conforme as condições contratadas. Já um título prefixado mantém a taxa acordada na contratação, enquanto títulos sujeitos à marcação a mercado podem oscilar de preço antes do vencimento.

Por isso, uma mudança na Selic não significa que o investidor precise resgatar imediatamente suas aplicações.

Antes de tomar uma decisão, é necessário verificar:

  • qual é o indexador do investimento;
  • qual taxa foi contratada;
  • prazo de vencimento;
  • possibilidade de resgate antecipado;
  • tributação;
  • taxas e custos;
  • objetivo daquele dinheiro.

Como ficam os investimentos de curto prazo?

Para dinheiro que pode precisar ser utilizado a qualquer momento, a liquidez costuma ter peso maior do que a tentativa de capturar uma eventual valorização futura.

O Tesouro Selic, por exemplo, é um título cuja remuneração acompanha a Selic. O próprio Tesouro Direto descreve o produto como pós-fixado, vinculado à variação da taxa básica.

Para uma reserva de emergência, portanto, a comparação não deve considerar somente qual aplicação oferece a maior taxa. A possibilidade de acessar o dinheiro quando necessário e o risco envolvido também fazem parte da análise.

E para quem está começando a investir?

A queda da Selic não muda os princípios básicos de uma carteira.

Antes de escolher uma aplicação, o investidor deve definir o objetivo do dinheiro, o prazo e quanto de oscilação está disposto a aceitar. A partir daí, pode comparar produtos pós-fixados, prefixados e indexados à inflação.

A principal mudança provocada pelo novo ciclo de juros é que o retorno oferecido por aplicações ligadas ao CDI tende a ficar menor caso os cortes continuem. Isso pode exigir uma revisão gradual da estratégia, em vez de uma mudança brusca da carteira.

Selic a 13,75%: o que o investidor precisa acompanhar

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Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

O Copom reduziu a Selic de 14% para 13,75% em sua reunião de setembro, em decisão unânime. A autoridade monetária indicou que os próximos passos dependerão da evolução dos dados econômicos e das condições do cenário.

Para o investidor, o ponto central é acompanhar não apenas a taxa atual, mas também a trajetória dos juros e da inflação.

Enquanto a Selic permanecer elevada, investimentos pós-fixados continuam oferecendo remuneração relevante. Se o ciclo de cortes avançar, porém, a tendência é de redução gradual desses retornos, o que pode alterar as oportunidades disponíveis no mercado.

Por isso, revisar periodicamente a carteira e verificar se cada investimento ainda corresponde ao objetivo original pode ser mais importante do que reagir a uma única decisão do Banco Central.

Conclusão

A queda da Selic para 13,75% ao ano reduz gradualmente o potencial de rendimento das aplicações pós-fixadas, mas não elimina a relevância da renda fixa. Tesouro Selic, CDBs e fundos DI continuam acompanhando um nível de juros elevado, embora possam entregar retornos menores caso o ciclo de cortes prossiga.

Para o investidor, o momento exige atenção ao prazo e ao objetivo de cada aplicação. Em vez de tomar decisões apenas com base na mudança da taxa básica, é necessário avaliar rentabilidade líquida, liquidez, tributação e risco antes de alterar a carteira.

Com a possibilidade de novas reduções dos juros, acompanhar as próximas decisões do Copom e revisar os investimentos periodicamente pode ajudar a manter a carteira alinhada aos objetivos financeiros.

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