Seu Crédito Digital
Seu Crédito Digital

Taxa Selic e consórcios: qual a relação e como isso afeta você

Selic alta impulsiona consórcios como alternativa aos financiamentos tradicionais. Entenda como isso afeta você.

Fernanda RamosPor Fernanda Ramos4 min de leitura
Fundo preto e letras brancas compondo a palavra "Selic". Abaixo, está um símbolo de porcentagem e uma moeda de R$1,00.

Com a taxa Selic fixada em 14,75% ao ano, sem sinais de redução no curto prazo, consumidores e empresas buscam alternativas aos financiamentos tradicionais para não comprometer o orçamento com juros elevados. Nesse cenário, o consórcio desponta como uma opção vantajosa para quem deseja adquirir bens de alto valor sem pagar juros abusivos.

Ao contrário dos financiamentos, o consórcio não envolve juros sobre o valor financiado. Em vez disso, o consumidor paga uma taxa de administração, que varia conforme o bem adquirido, tornando-o mais acessível em tempos de crédito caro.

Leia mais: 96% dos fundos de previdência perdem para a Selic

Como funciona o consórcio e por que ele custa menos?

seguro carro
Imagem: 89stocker/shutterstock.com

No consórcio, você entra em um grupo de pessoas com objetivo semelhante — comprar um imóvel, carro, máquina ou outro bem — e contribui mensalmente para um fundo comum. Esse fundo é usado para contemplar, via sorteio ou lance, os participantes que receberão a carta de crédito para a compra.

De acordo com Márcio Massani, diretor comercial da Âncora Consórcios, as taxas médias atuais são:

  • Imóveis: 23% sobre o valor da carta de crédito
  • Veículos leves: 20%
  • Veículos pesados: 15%

Essa taxa é diluída ao longo do contrato, não sofre influência direta da Selic e, muitas vezes, representa uma economia substancial em relação ao custo total de um financiamento bancário, que embute juros elevados.

Educação financeira e disciplina como bônus do consórcio

Além de mais barato, o consórcio estimula a educação financeira. O pagamento mensal disciplinado ajuda o consumidor a organizar melhor as contas e programar aquisições sem sobrecarregar o fluxo de caixa.

“Para quem busca adquirir bens de forma planejada, sem endividamento excessivo, o consórcio é uma ferramenta de educação e disciplina financeira”, explica Massani.

Consórcio ganha adeptos também entre investidores de alta renda

Embora o consórcio seja popular entre as classes C e D, ele tem conquistado espaço entre os consumidores de maior poder aquisitivo. Para esse público, o consórcio é visto como estratégia para diversificar investimentos, planejar a compra de bens de luxo e manter a liquidez das aplicações rentáveis.

“Para o público de alta renda, o consórcio evita a retirada de recursos de investimentos mais rentáveis e garante planejamento para aquisições sem comprometer o patrimônio”, completa Massani.

Vantagens fiscais: consórcio não paga IOF

Outro diferencial importante é a isenção de IOF nas operações de consórcio. Como o Imposto sobre Operações Financeiras incide sobre financiamentos, sua ausência no consórcio contribui para reduzir ainda mais o Custo Efetivo Total (CET) da operação.

Para o consumidor, isso significa economia e maior previsibilidade dos gastos ao longo do contrato.

Empresas também podem se beneficiar do consórcio

O consórcio não é exclusivo para pessoas físicas. Empresas dos setores de transporte, agronegócio, construção civil e logística recorrem à modalidade para adquirir caminhões, máquinas pesadas, equipamentos e imóveis sem consumir seu capital de giro.

“Empresas de setores como transporte, construção e agronegócio, por exemplo, recorrem ao consórcio para adquirir veículos, máquinas e imóveis. Isso faz com que consigam manter boa parte do capital de giro disponível para outras demandas do negócio, o que é muito importante em tempos de juros altos”, explica o diretor da Âncora Consórcios.

O que pode ser comprado via consórcio?

Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.

+311 mil seguidores

Seguir no Google

O leque de bens e serviços financiáveis por consórcio é cada vez maior. Além dos tradicionais imóveis e veículos, hoje é possível usar a carta de crédito para:

  • Aviões e embarcações
  • Maquinários industriais
  • Celulares e eletrônicos
  • Procedimentos médicos e odontológicos
  • Festas e eventos, como casamentos e aniversários

Segundo Caio Souza, head de Consórcios da XP, essa flexibilidade ajuda a desmistificar a ideia do consórcio como uma “poupança forçada”. “Atualmente, o consórcio é mais um instrumento de planejamento financeiro para quem deseja programar uma compra sem comprometer sua liquidez ou a rentabilidade dos seus investimentos”, avalia.

Consórcio versus financiamento: qual é melhor?

Selic
Imagem: rafastockbr / Shutterstock.com

A escolha entre consórcio e financiamento depende do perfil do consumidor. Se a necessidade é imediata, o financiamento pode ser mais adequado, mesmo com juros altos. Já para quem pode esperar para ser contemplado e deseja pagar menos no total, o consórcio é a melhor opção.

O consórcio exige planejamento, paciência e disciplina, mas oferece como recompensa um custo significativamente menor e maior controle sobre as finanças.

Consórcio como ferramenta para consumo consciente

Ao longo do tempo, o consórcio contribui para uma relação mais saudável com o dinheiro.

Por não permitir a aquisição imediata, ele desestimula o consumo impulsivo e favorece decisões mais bem pensadas, alinhadas ao orçamento pessoal ou empresarial.

Com informações de: InfoMoney

Fernanda Ramos

Autor

Fernanda Ramos

Fernanda é graduanda em Letras Vernáculas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com sólida formação em língua portuguesa. Atua na estruturação, revisão e aprimoramento textual dos conteúdos do portal Seu Crédito Digital, garantindo clareza, coesão e qualidade editorial. Apaixonada por comunicação, tem como missão facilitar o acesso à informação com linguagem acessível e confiável.

Topicos relacionados