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Copom revela que Selic pode chegar a 14,25%; entenda a situação

Copom eleva a taxa Selic para 12,25% ao ano e antecipa novos aumentos em 2025. Veja o calendário completo das reuniões.

Bruna MachadoPor Bruna Machado4 min de leitura
selic

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anunciou, de forma unânime, a elevação da taxa Selic de 11,25% para 12,25% ao ano.

Além disso, o comitê adiantou que, caso o cenário econômico permaneça o mesmo, aumentos de 1 ponto percentual devem ocorrer nas próximas duas reuniões, levando os juros básicos do país a 14,25% ao ano até março de 2025.

A decisão foi comunicada nesta terça-feira, dia 17 de dezembro, por meio da ata da reunião, que destaca os principais fatores que motivaram a medida. A necessidade de uma postura mais rígida para controlar a inflação e riscos econômicos foram determinantes para a elevação da Selic.

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Por que o Copom elevou a taxa Selic?

Moedas empilhadas junto de um gráfico de investimentos. selic
Imagem: tech_BG / shutterstock.com

O aumento da taxa básica de juros se deve a um cenário econômico mais adverso e à necessidade de garantir a convergência da inflação à meta, fixada em 3% com uma variação de 1,5 ponto percentual (entre 1,5% e 4,5%).

Principais fatores que motivaram a decisão

  1. Deterioração do cenário inflacionário: A inflação de curto e médio prazo apresentou uma piora significativa, exigindo uma resposta mais rápida e firme do Banco Central.
  2. Riscos econômicos materializados: A concretização de vários riscos trouxe maior visibilidade ao cenário econômico, permitindo que o Copom antecipasse as decisões sobre os próximos ajustes na taxa Selic.

O comitê destacou ainda que a magnitude total do ciclo de aperto monetário dependerá de fatores como:

  • Evolução da dinâmica inflacionária;
  • Projeções e expectativas de inflação;
  • Hiato do produto (diferença entre PIB real e PIB potencial);
  • Balanço de riscos da economia.

Projeções para os próximos meses

Caso as previsões do Copom se concretizem, a taxa Selic deve atingir 14,25% ao ano já na segunda reunião de 2025, programada para os dias 18 e 19 de março.

Esses ajustes visam reforçar o compromisso do Banco Central com a estabilidade econômica, mesmo diante das pressões inflacionárias e de um cenário internacional volátil.

Calendário completo das reuniões do Copom para 2025

O Banco Central já divulgou o calendário de reuniões do Copom para 2025. Confira as datas das deliberações e das atas:

Janeiro

  • Reunião do Copom: 28 e 29 de janeiro
  • Divulgação da ata: 4 de fevereiro

Março

  • Reunião do Copom: 18 e 19 de março
  • Divulgação da ata: 25 de março

Maio

  • Reunião do Copom: 6 e 7 de maio
  • Divulgação da ata: 13 de maio

Junho

  • Reunião do Copom: 17 e 18 de junho
  • Divulgação da ata: 24 de junho

Julho

  • Reunião do Copom: 29 e 30 de julho
  • Divulgação da ata: 5 de agosto

Setembro

  • Reunião do Copom: 16 e 17 de setembro
  • Divulgação da ata: 23 de setembro

Novembro

  • Reunião do Copom: 4 e 5 de novembro
  • Divulgação da ata: 11 de novembro

Dezembro

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  • Reunião do Copom: 9 e 10 de dezembro
  • Divulgação da ata: 16 de dezembro

O impacto da Selic mais alta na economia

O aumento da Selic impacta diretamente diversos setores da economia. Veja os principais efeitos:

1. Crédito mais caro

Com a taxa de juros mais alta, o custo do crédito sobe, dificultando o financiamento para empresas e consumidores. Empréstimos, financiamentos e parcelamentos tendem a ficar mais caros.

2. Controle da inflação

O aumento da Selic reduz o consumo e desacelera a economia, contribuindo para controlar a inflação e alinhar os preços ao centro da meta.

3. Investimentos mais atrativos

Com a Selic mais elevada, investimentos em renda fixa (como Tesouro Direto e CDBs) tornam-se mais atraentes em comparação a aplicações de maior risco, como ações.

4. Desaceleração do crescimento econômico

O aperto monetário, embora necessário para controlar a inflação, pode levar a uma desaceleração no crescimento do PIB, especialmente em setores que dependem do crédito.

Considerações finais

A decisão unânime do Copom de elevar a taxa Selic para 12,25% ao ano reflete o compromisso do Banco Central em controlar a inflação e garantir a estabilidade econômica. Com a previsão de novos aumentos nas próximas reuniões, a taxa básica de juros pode atingir 14,25% até março de 2025.

Os impactos devem ser sentidos no crédito, nos investimentos e no consumo. Portanto, consumidores e empresas precisam se preparar para um cenário de juros mais altos e crédito mais restrito nos próximos meses.

Para acompanhar os desdobramentos das decisões do Copom, fique atento ao calendário de reuniões e às atas divulgadas pelo Banco Central.

Imagem: Monster Ztudio / Shutterstock.com

Bruna Machado

Autor

Bruna Machado

Bruna Cassana é gaúcha, natural de Pelotas, e atua como redatora no Seu Crédito Digital. Curiosa por natureza, está sempre conectada às tendências da web e às principais novidades sobre finanças, benefícios sociais e tecnologia. Com olhar atento às transformações digitais e linguagem acessível, Bruna contribui para informar e orientar leitores em decisões do cotidiano.

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