O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anunciou, de forma unânime, a elevação da taxa Selic de 11,25% para 12,25% ao ano.
Copom revela que Selic pode chegar a 14,25%; entenda a situação
Copom eleva a taxa Selic para 12,25% ao ano e antecipa novos aumentos em 2025. Veja o calendário completo das reuniões.
Além disso, o comitê adiantou que, caso o cenário econômico permaneça o mesmo, aumentos de 1 ponto percentual devem ocorrer nas próximas duas reuniões, levando os juros básicos do país a 14,25% ao ano até março de 2025.
A decisão foi comunicada nesta terça-feira, dia 17 de dezembro, por meio da ata da reunião, que destaca os principais fatores que motivaram a medida. A necessidade de uma postura mais rígida para controlar a inflação e riscos econômicos foram determinantes para a elevação da Selic.
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Por que o Copom elevou a taxa Selic?

O aumento da taxa básica de juros se deve a um cenário econômico mais adverso e à necessidade de garantir a convergência da inflação à meta, fixada em 3% com uma variação de 1,5 ponto percentual (entre 1,5% e 4,5%).
Principais fatores que motivaram a decisão
- Deterioração do cenário inflacionário: A inflação de curto e médio prazo apresentou uma piora significativa, exigindo uma resposta mais rápida e firme do Banco Central.
- Riscos econômicos materializados: A concretização de vários riscos trouxe maior visibilidade ao cenário econômico, permitindo que o Copom antecipasse as decisões sobre os próximos ajustes na taxa Selic.
O comitê destacou ainda que a magnitude total do ciclo de aperto monetário dependerá de fatores como:
- Evolução da dinâmica inflacionária;
- Projeções e expectativas de inflação;
- Hiato do produto (diferença entre PIB real e PIB potencial);
- Balanço de riscos da economia.
Projeções para os próximos meses
Caso as previsões do Copom se concretizem, a taxa Selic deve atingir 14,25% ao ano já na segunda reunião de 2025, programada para os dias 18 e 19 de março.
Esses ajustes visam reforçar o compromisso do Banco Central com a estabilidade econômica, mesmo diante das pressões inflacionárias e de um cenário internacional volátil.
Calendário completo das reuniões do Copom para 2025
O Banco Central já divulgou o calendário de reuniões do Copom para 2025. Confira as datas das deliberações e das atas:
Janeiro
- Reunião do Copom: 28 e 29 de janeiro
- Divulgação da ata: 4 de fevereiro
Março
- Reunião do Copom: 18 e 19 de março
- Divulgação da ata: 25 de março
Maio
- Reunião do Copom: 6 e 7 de maio
- Divulgação da ata: 13 de maio
Junho
- Reunião do Copom: 17 e 18 de junho
- Divulgação da ata: 24 de junho
Julho
- Reunião do Copom: 29 e 30 de julho
- Divulgação da ata: 5 de agosto
Setembro
- Reunião do Copom: 16 e 17 de setembro
- Divulgação da ata: 23 de setembro
Novembro
- Reunião do Copom: 4 e 5 de novembro
- Divulgação da ata: 11 de novembro
Dezembro
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- Reunião do Copom: 9 e 10 de dezembro
- Divulgação da ata: 16 de dezembro
O impacto da Selic mais alta na economia
O aumento da Selic impacta diretamente diversos setores da economia. Veja os principais efeitos:
1. Crédito mais caro
Com a taxa de juros mais alta, o custo do crédito sobe, dificultando o financiamento para empresas e consumidores. Empréstimos, financiamentos e parcelamentos tendem a ficar mais caros.
2. Controle da inflação
O aumento da Selic reduz o consumo e desacelera a economia, contribuindo para controlar a inflação e alinhar os preços ao centro da meta.
3. Investimentos mais atrativos
Com a Selic mais elevada, investimentos em renda fixa (como Tesouro Direto e CDBs) tornam-se mais atraentes em comparação a aplicações de maior risco, como ações.
4. Desaceleração do crescimento econômico
O aperto monetário, embora necessário para controlar a inflação, pode levar a uma desaceleração no crescimento do PIB, especialmente em setores que dependem do crédito.
Considerações finais
A decisão unânime do Copom de elevar a taxa Selic para 12,25% ao ano reflete o compromisso do Banco Central em controlar a inflação e garantir a estabilidade econômica. Com a previsão de novos aumentos nas próximas reuniões, a taxa básica de juros pode atingir 14,25% até março de 2025.
Os impactos devem ser sentidos no crédito, nos investimentos e no consumo. Portanto, consumidores e empresas precisam se preparar para um cenário de juros mais altos e crédito mais restrito nos próximos meses.
Para acompanhar os desdobramentos das decisões do Copom, fique atento ao calendário de reuniões e às atas divulgadas pelo Banco Central.
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