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Sem segurança: guardas se rebelam e deixam postos desguarnecidos após esta notícia

Guardas municipais em greve: postos desguarnecidos e a população sem segurança. Descubra aqui os motivos da paralização!

Ana FerreiraPor Ana Ferreira3 min de leitura
homem de costas, com um casaco escrito "segurança", fala ao telefone em uma sala cheia de telas de câmeras de vigilância

Na última terça-feira (30), a Câmara Municipal do Rio de Janeiro aprovou uma proposta da prefeitura, que reverteu a escala de plantão dos guardas municipais para 12 horas de trabalho e 36 horas de descanso.

Essa mudança representa uma reversão em relação à medida adotada em 2018, que ampliou a escala dos agentes para 12 horas de trabalho e 60 horas de folga.

Dessa forma, a categoria não ficou satisfeita com a decisão e decidiu entrar em greve geral. O Sindicato dos Servidores da Guarda Municipal do Rio de Janeiro (Sisguario) declarou que a greve continuará até que a prefeitura se disponha a negociar com a categoria.

Greve: guardas enfrentam problemas salariais

Os guardas municipais alegam que a prefeitura não tem realizado o pagamento da reposição inflacionária dos últimos quatro anos e não tem promovido a reforma no plano de carreira, conforme solicitado.

Além disso, a prefeitura não aumentou o valor do ticket alimentação e tem deixado as unidades em más condições, até mesmo com falta de uniformes. Durante uma entrevista com um guarda municipal, ele mencionou que a escala de trabalho é excessiva e que as horas extras não são pagas.

O guarda também ressaltou que o salário é baixo e que não houve reajuste nos últimos tempos, levando muitos guardas a buscarem outras formas de complementar a renda familiar durante as folgas.

Segundo ele, a mudança na escala é ilegal, uma vez que a Lei Orgânica do Município do Rio de Janeiro estabelece uma jornada de trabalho de 44 horas semanais, enquanto a nova escala passa a jornada para 48 horas.

Debate sobre aumento de efetivo e descanso gera polêmica

Durante uma audiência pública, o secretário municipal de Ordem Pública afirmou que o retorno da escala anterior aumentaria em quase 300% a quantidade de guardas municipais por turno, atendendo às demandas da cidade.

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No entanto, um guarda questionou por que os guardas aprovados em concurso desde 2012 não estão sendo convocados para suprir o efetivo.

De acordo com o relato do guarda, nenhuma outra força de segurança tem um tempo de descanso semelhante à mudança estabelecida para os guardas, citando que a Polícia Civil tem um déficit funcional de 60%.

Por fim, o guarda enfatizou que a escala da Polícia Civil, da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária e do Corpo de Bombeiros é de 24 horas de trabalho e 72 horas de descanso, sem que haja alterações nesses termos.

imagem: Africa Studio/shutterstock.com

Ana Ferreira

Autor

Ana Ferreira

Redatora do Seu Crédito Digital. Estudante de psicologia e serviço social. 23 Anos de idade e moradora de Brasília.

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