O Senado Federal aprovou, nesta quinta-feira (25/2), um projeto que prevê a redução das alíquotas de PIS/Pasep e Cofins incidentes sobre a cadeia produtiva da indústria química e petroquímica. A renúncia fiscal estimada para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) será de R$ 1,1 bilhão em 2026, segundo dados oficiais da Câmara dos Deputados.
Senado aprova corte de impostos com impacto de R$ 1,1 bilhões na economia em 2026
Senado aprova redução de PIS/Cofins para indústria química e petroquímica, gerando impacto de R$ 1,1 bilhão na economia.
O projeto, relatado pelo deputado Carlos Zarattini (PT-SP), manteve o texto aprovado pela Câmara, que prevê compensações fiscais estimadas em R$ 2 bilhões, provenientes da arrecadação de medidas como a taxação de bets e fintechs, aprovada no ano passado.
O objetivo principal da desoneração é reduzir custos de produção, aumentar a competitividade das empresas nacionais e atrair investimentos no setor químico e petroquímico.
Como funciona a redução de impostos?
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Escalonamento das alíquotas
A medida prevê um redução gradual das alíquotas de PIS/Pasep e Cofins:
| Período | Alíquota PIS/Pasep | Alíquota Cofins |
|---|---|---|
| Janeiro 2025 a fevereiro 2026 | 1,52% | 7% |
| Março a dezembro 2026 | 0,62% | 2,83% |
O benefício abrange tanto a produção nacional quanto a importação de insumos estratégicos, como etano, propano, butano, nafta petroquímica, gás natural, amônia e condensados, além de derivados químicos como eteno, propeno, benzeno, tolueno e butadieno.
Quem será beneficiado?
O corte de impostos impacta diretamente:
- Centrais petroquímicas
- Indústrias químicas que utilizam matérias-primas estratégicas
A proposta visa aumentar a competitividade do setor nacional, garantindo maior previsibilidade tributária para empresas que operam na cadeia química e petroquímica. Com a redução das alíquotas de PIS/Pasep e Cofins, as empresas poderão planejar seus investimentos e custos de produção com mais segurança, sem surpresas tributárias ao longo do ano.
Isso também permite que indústrias de médio e grande porte expandam suas operações, modernizem equipamentos e adotem tecnologias mais eficientes, refletindo em maior produtividade e redução de custos unitários.
Impactos esperados para a economia
A medida deve gerar efeitos econômicos relevantes:
- Redução do custo de produção: empresas poderão repassar parte da economia para preços finais, tornando produtos químicos mais acessíveis.
- Estímulo a investimentos: menor carga tributária aumenta a atratividade do setor para novos projetos e expansão industrial.
- Fortalecimento da indústria nacional: diminuição da dependência de importados e incremento da produção interna.
- Previsibilidade fiscal: ao escalonar a redução, o governo oferece mais segurança para o planejamento financeiro das empresas.
Especialistas em economia tributária destacam que a medida pode influenciar diretamente a competitividade internacional da indústria química brasileira, especialmente no mercado latino-americano, onde custos logísticos e tributários impactam fortemente a precificação dos produtos.
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FAQ
Quem tem direito à redução de impostos na indústria química e petroquímica?
Centrais petroquímicas e indústrias químicas que utilizam matérias-primas estratégicas como etano, propano, butano, nafta petroquímica, gás natural, amônia e condensados, além de derivados químicos.
Qual é o impacto fiscal estimado da medida?
O impacto estimado da renúncia fiscal para o governo é de R$ 1,1 bilhão em 2026.
A redução de impostos vale para insumos importados?
Sim, a medida abrange tanto a produção nacional quanto a importação de insumos estratégicos para a indústria química e petroquímica.
Qual o objetivo da desoneração fiscal?
Diminuir custos, ampliar a competitividade das empresas, estimular investimentos e garantir maior previsibilidade tributária no setor.
Considerações finais
O projeto aprovado pelo Senado representa uma das ações mais significativas para a indústria química e petroquímica nos últimos anos, combinando desoneração fiscal e estímulo à competitividade. O impacto de R$ 1,1 bilhão na economia reforça a estratégia do governo de fortalecer setores estratégicos, mantendo um equilíbrio com as medidas compensatórias adotadas pelo Congresso.
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