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Derrubada do decreto do IOF pode ser votada hoje no Senado, afirma Alcolumbre

O Senado pode votar ainda hoje a derrubada do decreto do presidente Lula que aumentou o IOF em operações de crédito.

Avatar de Helena Serpa Helena Serpa · · 4 min de leitura
Derrubada do decreto do IOF pode ser votada hoje no Senado, afirma Alcolumbre O aumento do número de deputados pode melhorar a representatividade, mas gera custos e desafios políticos. A decisão de Lula sobre sancionar ou vetar o projeto até 16 de julho será determinante para o processo. Se o Senado promulgar a medida, a relação entre Executivo e Legislativo pode ficar mais tensa, mantendo o debate sobre os impactos financeiros e políticos em evidência.

O Senado pode analisar nesta quarta-feira (25) uma proposta que revoga o decreto presidencial responsável por aumentar a alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) em operações de crédito. A possível votação foi mencionada pelo presidente da Casa, senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que condicionou a deliberação à chegada do texto vindo da Câmara dos Deputados. Caso o projeto seja encaminhado dentro do prazo, há chances de ser incluído na pauta do plenário ainda hoje.

Entenda o que está em jogo

IOF
Imagem: rafastockbr / Shutterstock.com

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O que é o IOF e por que foi elevado?

O Imposto sobre Operações Financeiras incide sobre diversas movimentações financeiras, especialmente operações de crédito, câmbio e seguros. O decreto de Lula elevou as alíquotas diárias do IOF até o final de 2024:

  • Pessoa jurídica: de 0,0041% para 0,01118%
  • Pessoa física: de 0,0082% para 0,01118%

Reação do Congresso

A medida foi mal recebida por grande parte dos parlamentares, incluindo membros da própria base do governo. Para oposicionistas e até aliados, o aumento do IOF encarece o crédito para empresas e famílias em um momento de recuperação econômica.

Tramitação acelerada

Como a proposta tramita na forma de decreto legislativo, não exige sanção presidencial. Se for aprovada no Senado, entra automaticamente em vigor e anula os efeitos do decreto editado pelo Planalto. Isso torna o processo mais rápido e reduz a margem de manobra do Executivo.

Decisão pode sair ainda hoje

Segundo Alcolumbre, o avanço da proposta depende apenas da entrega do texto pela Câmara dos Deputados. Caso isso ocorra a tempo, o Senado deve analisar imediatamente a matéria.

Nos bastidores, há mobilização do governo para impedir a votação nesta quarta-feira, tentando ganhar tempo e reorganizar a base após derrotas recentes no Congresso.

Impactos econômicos da medida

Aumento do custo do crédito

Com o novo decreto, as operações de crédito ficaram mais caras para empresas e consumidores. Um empréstimo, por exemplo, com alíquota maior de IOF pode representar centenas de reais a mais em encargos, dependendo do valor e do prazo.

Especialistas apontam que, embora a medida seja temporária, seu impacto prático é imediato, afetando negativamente setores produtivos e consumidores de baixa renda.

Pressão sobre o Banco Central e mercado financeiro

O aumento do IOF ocorre em um contexto de juros elevados e inflação sob controle, o que gera dúvidas no mercado sobre os rumos da política econômica. Analistas avaliam que o aumento de tributos indiretos tende a desestimular o consumo e investimentos de curto prazo.

Desoneração da folha: ponto de partida do impasse

A desoneração da folha de pagamento para 17 setores da economia e para pequenos municípios foi prorrogada pelo Congresso Nacional com forte apoio do setor produtivo. No entanto, a medida foi suspensa pelo STF após questionamento da equipe econômica, que alegou falta de compensação orçamentária.

O governo então recorreu ao aumento do IOF como forma de preencher essa lacuna, medida que agora enfrenta forte resistência política.

Alternativas em discussão

Diante da rejeição ao aumento do IOF, líderes do Congresso e do governo discutem novas formas de compensação. Entre as opções, estão cortes de gastos, revisão de subsídios e até a taxação de fundos exclusivos e offshore — proposta que ainda não teve consenso no Parlamento.

Governo tenta evitar nova derrota

palacio do planalto presidencia
Imagem: Agência Brasil/Fabio Rodrigues Pozzebom

A votação do decreto do IOF pode representar mais um revés para o Palácio do Planalto, que nos últimos dias tem acumulado derrotas no Congresso. A base governista atua nos bastidores para postergar a votação, buscando tempo para construir um entendimento que mantenha a arrecadação sem elevar o custo do crédito para empresas e consumidores.

FAQ – Perguntas frequentes

O que é o decreto do IOF?

É uma medida editada pelo presidente Lula que aumenta a alíquota do IOF sobre operações de crédito até o fim de 2024, como forma de compensar a prorrogação da desoneração da folha de pagamento.

Quem será mais afetado pelo aumento do IOF?

Empresas e consumidores que realizam operações de crédito, como empréstimos e financiamentos, pagarão mais imposto até o fim do ano que vem.

Considerações finais

A possível derrubada do decreto que eleva o IOF marca mais um capítulo do embate entre o Executivo e o Congresso Nacional sobre o controle da política fiscal. A tentativa do governo de ampliar a arrecadação por meio de um imposto que afeta diretamente o custo do crédito provocou reação imediata tanto da oposição quanto de aliados, que enxergam na medida um obstáculo à retomada econômica.

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