O PicPay anunciou que, diante da indefinição regulatória do setor de criptomoedas, fará uma pausa nas operações de criptos. O comunicado surgiu alguns dias após a XP anunciar que sua plataforma Xtage terá atividades encerradas. Por outro lado, o Magazine Luiza anunciou sua entrada no mercado.
Serviço do PicPay é interrompido e usuários são direcionados para rival; entenda
Serviço de operações em criptomoedas é interrompido no PicPay. Os usuários podem pedir a portabilidade para a Foxbit. Veja detalhes
“A comunicação aos usuários foi feita nesta sexta-feira (20) com todos os detalhes sobre os próximos passos. A partir de hoje, segunda-feira (23), não será mais possível comprar tokens pelo app.”, informou o PicPay, em nota.
Dessa forma, os usuários que possuem algum saldo em criptomoedas na plataforma, têm a opção de liquidar seus tokens, sem tarifas, até o dia 11 de dezembro.
Direcionamento para a Foxbit
O PicPay comunicou que, aqueles clientes que desejarem manter os ativos, poderão fazer a portabilidade para a plataforma Foxbit. Essa é uma corretora especializada em criptoativos. Por isso, para iniciar o processo, é só fazer o requerimento no aplicativo do PicPay, a partir do dia 30 de outubro.

O direcionamento aconteceu porque, devido à falta de clareza do mercado de criptoativos atual, a empresa achou uma opção viável retomar as atividades quando o mercado estiver mais “seguro”. A empresa acrescentou “A decisão não impacta na participação da companhia nos testes do Real Digital”.
Criptoativos PicPay
O PicPay lançou a plataforma de negociação e movimentação de criptos em agosto de 2022 e, segundo a própria companhia, chegou a mais de um milhão de usuários ativos em cinco meses. “Observamos que uma incerteza similar também acontece em outros países”, destacou Daniel Mandil, executivo responsável pela operação, na mesma nota.
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O Marco Legal das Criptomoedas, possivelmente, colocou essa “instabilidade” do mercado, composto pela lei 14.478/22 e pelo decreto 11.563/23, em vigor desde 20 de junho. Dessa forma, operadores, prestadores de serviço e investidores aguardam a publicação das normas infralegais, a cargo do Banco Central.
Imagem: Brenda Rocha – Blossom/Shutterstock.com
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