Tem carteira de motorista para motocicleta e precisa de trabalho? O cadastro em aplicativos de transporte, como a Uber e o 99 podem ser uma solução. A opção de transporte em motocicleta, seja de passageiros ou de encomendas, torna-se cada vez mais presente entre os brasileiros.
A demanda das motos é tanta, que, na cidade de Recife (PE), foi registrado uma queda de 30% nas solicitações de corridas com automóveis. Alguns parceiros da empresa até optaram por deixarem o cadastro como carro, mas passaram a oferecer o serviço de transporte pilotando motos no aplicativo.
Trabalhar como motorista de aplicativo
O procedimento para ser motorista nestas plataformas costuma ser bem simples e finalizado em até 7 dias úteis. Após baixar o aplicativo e selecionar o cadastro como “motorista parceiro”, informe os dados pessoais e envie a documentação necessária.
São solicitados a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), que deve ter permissão para atividade remunerada, e o Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo (CRLV). Além disso, o trabalhador precisa ser maior de 18 anos e possuir moto fabricada a partir de 1996 ou 2008 (no caso específico de Rio de Janeiro e de São Paulo).
Com tudo pronto, agora é ir para a rua. Após selecionar a opção de “moto” no aplicativo e efetuar as viagens, o motorista recebe o pagamento pela própria plataforma, incluindo uma conta bancária. É importante destacar que os lucros são divididos entre a empresa e o trabalhador.
“Uberização” do transporte
A “uberização” o é um termo que surgiu recentemente, para classificar uma nova forma de trabalhar, com jornadas mais flexíveis e sem vínculo empregatício. Nesse serviço, o trabalhador pode fazer uso de bens privados para realizar as demandas, como é o caso do transporte por aplicativo. Por isso, a origem da palavra vem de uma derivação do nome da empresa “Uber”.
Assim, alguns setores não estão satisfeitos com o aumento dessa modalidade de transporte. Isso porque o aumento de motocicletas no trânsito pode contribuir com mais acidentes, sendo importante estar sempre atento.
Além disso, como as taxas do transporte por aplicativo são, geralmente, acessíveis, a situação também desagrada às empresas de transporte público. Os ônibus passam a ficar como segunda opção aos usuários, ao depender da distância e valor pago pelo serviço do deslocamento.
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