O setor de serviços brasileiro segue demonstrando fôlego e resiliência diante dos desafios econômicos. De acordo com dados divulgados nesta terça-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o segmento registrou variação positiva de 0,1% em agosto, na comparação com julho. Este é o sétimo mês consecutivo de crescimento, consolidando um acúmulo de 2,6% em 2025.
⚡ Setor de serviços mantém crescimento pelo 7º mês seguido com 2,6% acumulado
Serviços mantêm alta de 0,1% em agosto e acumulam crescimento de 2,6% em 2025, com destaque para áreas administrativas e transportes.
Com esse desempenho, o setor alcança o maior patamar da série histórica iniciada em 2012, situando-se 18,7% acima do nível pré-pandemia, um marco importante para a recuperação econômica nacional.
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Avanço consolidado e impacto na economia

O setor de serviços é o maior motor da economia brasileira, representando cerca de 70% do PIB e empregando a maior parte da força de trabalho formal e informal. A sequência de resultados positivos reforça o cenário de retomada gradual, apesar da desaceleração de outros segmentos, como a indústria e o comércio varejista.
De acordo com o IBGE, quatro das cinco atividades pesquisadas registraram variação positiva em agosto, demonstrando diversificação no crescimento e uma base de recuperação sólida.
Destaques do crescimento: serviços administrativos e transportes
O maior impulso no resultado veio dos serviços profissionais, administrativos e complementares, que cresceram de forma expressiva. Dentro dessa categoria, o desempenho das empresas de programas de fidelidade, cartões de desconto, atividades jurídicas e aluguel de máquinas e equipamentos teve papel fundamental.
Esses segmentos estão fortemente ligados ao dinamismo corporativo e ao aumento da confiança empresarial, sinalizando que companhias de diferentes portes estão retomando investimentos em estrutura e gestão.
Além disso, o setor de transportes também manteve ritmo de alta, impulsionado pela logística de cargas e pelo aumento do transporte rodoviário, reflexo direto do crescimento do comércio eletrônico e da expansão da distribuição de produtos.
Serviços prestados às famílias e outros segmentos em alta

Outro destaque foi o grupo de serviços prestados às famílias, que apresentou desempenho positivo com a reabertura de atividades presenciais e a recuperação do turismo e da alimentação fora de casa. O retorno dos eventos culturais, shows e viagens também contribuiu para fortalecer o setor.
Já a categoria de outros serviços teve crescimento puxado principalmente pelos serviços financeiros auxiliares, como corretoras, gestoras de investimento e consultorias especializadas. Essa área se beneficia do cenário de juros em queda, que estimula movimentações no mercado de capitais e aumenta a procura por serviços de gestão financeira.
Setor de informação e comunicação recua
Apesar do resultado geral positivo, o segmento de informação e comunicação foi o único a apresentar queda em agosto, segundo o IBGE. O recuo foi motivado, sobretudo, pela redução nos serviços de suporte técnico, manutenção e outros serviços de TI.
O desempenho negativo desse grupo reflete uma ajuste temporário do mercado de tecnologia, que vive um momento de readequação após um longo ciclo de crescimento acelerado nos últimos anos. Especialistas apontam que a desaceleração nos investimentos em infraestrutura digital e a consolidação de grandes players podem ter contribuído para a retração.
Contudo, o setor segue sendo um dos mais importantes da economia e deve retomar o crescimento no médio prazo, impulsionado pela transformação digital e pela demanda crescente por inovação em diversos segmentos.
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Comparativo anual confirma tendência de alta
Na comparação com agosto de 2024, o volume total de serviços cresceu 2,5%, reforçando a trajetória consistente de expansão ao longo de 2025. Esse resultado é considerado relevante, principalmente diante de um cenário macroeconômico de inflação controlada, leve recuperação do consumo e expectativas de redução dos juros básicos (Selic).
A combinação de melhoras graduais na renda e no mercado de trabalho tem sustentado a expansão do setor, especialmente nos serviços voltados ao consumidor final.
Crescimento espalhado regionalmente
A alta também foi observada em diferentes regiões do país, com destaque para Sudeste e Centro-Oeste, que apresentaram os melhores desempenhos. Estados como São Paulo, Minas Gerais e Goiás se destacaram pela força dos serviços empresariais e de transporte.
No Nordeste, Bahia e Ceará tiveram avanço impulsionado pelo turismo e pelas atividades de lazer, enquanto o Sul do país mostrou estabilidade, com leve alta em serviços logísticos e administrativos.
Esse comportamento regional reforça a heterogeneidade da economia brasileira, na qual setores distintos sustentam o crescimento de forma equilibrada.
Imagem: Nejron Photo/shutterstock.com

