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Uma criptomoeda que não oscila? Descubra como funciona a stablecoin

Saiba o que é stablecoin, como funciona e se vale a pena investir. Descubra aqui todos os riscos e como usar. Clique e entenda agora!!!

Erivelto LopesPor Erivelto Lopes6 min de leitura
Stablecoins

Num universo onde o valor do Bitcoin pode despencar ou explodir em poucas horas, as stablecoins surgem como uma alternativa que traz mais estabilidade. Elas prometem unir o melhor dos dois mundos: a inovação das criptomoedas com a previsibilidade das moedas tradicionais.

Mas será que são realmente seguras? O que garante seu valor? E como o cidadão comum pode usá-las no dia a dia? Neste artigo, você vai entender tudo sobre esse tipo especial de criptoativo que está transformando o mercado financeiro digital.

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Imagem: lluiscarot / shutterstock.com

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O que é uma stablecoin e por que ela existe?

As stablecoins são criptomoedas criadas para ter valor estável, geralmente atrelado a ativos como o dólar, o euro, o real, ou até o ouro. Ao contrário das criptos voláteis, como o Bitcoin e o Ethereum, as stablecoins tentam manter paridade com esses ativos para garantir previsibilidade.

Um abrigo da volatilidade

A alta flutuação das criptomoedas tradicionais sempre foi uma barreira para sua adoção em massa. Nesse cenário, a stablecoin se apresenta como uma solução intermediária: oferece a liberdade da blockchain sem o medo de que seu dinheiro derreta de um dia para o outro.

Como se mantém estável?

Cada stablecoin segue uma estratégia para manter o preço “fixo”:

  • Reserva em dinheiro (moeda fiduciária);
  • Colateral em outras criptos;
  • Mecanismos algorítmicos automáticos que regulam oferta e demanda.

Como funciona uma stablecoin?

O funcionamento é simples na teoria, mas depende da estrutura por trás do projeto. A maioria das stablecoins mais confiáveis garante que, para cada unidade emitida, há um valor correspondente em reserva.

Tipos de lastro

1. Stablecoins com lastro em moeda fiduciária (Fiat-backed)

São as mais comuns. Para cada US$ 1 emitido, a empresa mantém US$ 1 em caixa, geralmente sob custódia de bancos ou instituições financeiras. Exemplos:

  • USDT (Tether)
  • USDC (USD Coin)

2. Stablecoins com lastro em criptomoedas (Crypto-backed)

São colateralizadas por outros criptoativos. Como o valor das criptos varia, elas costumam ser sobrecolateralizadas (ter mais em reserva do que o valor emitido). Exemplo:

  • DAI, lastreado principalmente por Ethereum.

3. Stablecoins algorítmicas

Não possuem ativos em reserva. Usam algoritmos que emitem ou queimam tokens para manter o preço. São consideradas mais arriscadas, e já houve colapsos históricos, como o do TerraUSD (UST) em 2022.

Stablecoin é realmente uma criptomoeda?

Sim. As stablecoins são criptomoedas porque:

  • Funcionam sobre blockchains públicas ou privadas;
  • São negociadas em exchanges cripto;
  • São armazenadas em wallets digitais;
  • Utilizam tecnologia descentralizada (ou parcialmente descentralizada).

Mas a principal diferença está na estabilidade de valor.

Diferenças entre stablecoins e criptomoedas tradicionais

CaracterísticaStablecoinsCriptomoedas como Bitcoin
VolatilidadeBaixaAlta
LastroSim (em ativos reais)Não
Uso principalReserva de valor, pagamentosEspeculação, reserva de valor
Geração de valorAlgoritmos e reservasOferta e demanda

Ambas compartilham aspectos como descentralização (em alguns casos), segurança criptográfica e portabilidade digital.

Para que serve uma stablecoin?

As stablecoins se tornaram ferramentas versáteis no ecossistema cripto e fora dele. Veja algumas das principais aplicações:

Pagamentos e transferências

  • Enviar dinheiro para outro país sem taxas bancárias elevadas;
  • Comprar produtos ou serviços em lojas que aceitam criptomoedas.

Proteção contra inflação

  • Usuários de países com moeda fraca usam stablecoins para manter o valor de seus recursos em ativos como o dólar.

Renda passiva

  • Em plataformas DeFi (Finanças Descentralizadas), é possível “emprestar” stablecoins e receber juros, como uma poupança digital.

Negociação com outras criptos

  • Stablecoins servem como moeda de troca em plataformas cripto, facilitando conversões entre diferentes tokens.

Cartões de débito em cripto

  • Algumas plataformas oferecem cartões Visa ou Mastercard que permitem gastar stablecoins no dia a dia.

Onde comprar stablecoins?

As stablecoins são adquiridas nas corretoras de criptomoedas, também chamadas de exchanges. Entre as mais populares:

  • Binance
  • Mercado Bitcoin
  • Coinbase
  • Kraken
  • OKX

Passo a passo para comprar

  1. Crie uma conta na exchange;
  2. Envie dinheiro (Pix, TED, cartão ou boleto);
  3. Escolha a stablecoin desejada;
  4. Conclua a compra e armazene na sua carteira digital.

Onde guardar uma stablecoin?

A segurança depende de onde você armazena seus ativos. As opções variam entre praticidade e segurança máxima.

1. Carteira da exchange

  • Armazenamento direto na plataforma onde comprou;
  • Mais simples, mas exposto a riscos se a exchange for hackeada.

2. Carteiras digitais pessoais (software wallets)

  • Ex: Trust Wallet, MetaMask;
  • Você tem controle total das chaves privadas.

3. Carteiras físicas (hardware wallets)

  • Dispositivos como Ledger ou Trezor;
  • Oferecem proteção máxima contra invasões online.

Quem pode comprar uma stablecoin?

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Qualquer maior de 18 anos com acesso à internet pode adquirir stablecoins. É necessário ter documentos válidos (como RG e CPF), além de uma conta verificada em uma exchange.

Quais são as principais stablecoins do mercado?

USDT (Tether)

  • A mais usada no mundo;
  • Pareada ao dólar;
  • Envolvida em polêmicas sobre transparência.

USDC (USD Coin)

  • Criada pela Circle;
  • Também ligada ao dólar;
  • Auditada com frequência.

DAI

  • Descentralizada;
  • Lastro em criptomoedas;
  • Mantida por uma DAO.

PAXG (PAX Gold)

  • Cada token representa uma fração de ouro físico;
  • Usada para investidores que desejam exposição ao metal.

BRZ (Brazilian Digital Token)

  • Lastreada no real;
  • Criada para brasileiros usarem stablecoins sem depender de dólar.

Como comparar stablecoins entre si?

Ativo de referência

  • Pode ser moeda fiduciária (como o dólar), commodities (ouro) ou criptomoedas.

Tipo de lastro

  • Algumas têm reservas verificadas por auditorias externas;
  • Outras usam colateral cripto ou mecanismos automáticos.

Centralização

  • Projetos como o USDC são centralizados, geridos por empresas;
  • Outros, como o DAI, são mantidos por comunidades descentralizadas.

Transparência

  • USDC divulga relatórios regulares;
  • Algumas stablecoins, como a UST (hoje extinta), ocultavam informações, o que contribuiu para o colapso.

Nem toda stablecoin é segura

Apesar do nome, nem todas cumprem a promessa de estabilidade. O caso da TerraUSD (UST) é um exemplo trágico: em 2022, a stablecoin perdeu seu lastro e causou prejuízos bilionários.

Antes de investir:

  • Verifique se a stablecoin possui lastro real;
  • Busque auditorias independentes;
  • Avalie a reputação da empresa ou comunidade que gerencia o projeto;
  • Diversifique sua exposição para reduzir riscos.
Criptomoedas espalhadas sobre tela de cotações. Stablecoins
Imagem: Chinnapong / Shutterstock.com

As stablecoins representam uma ponte importante entre o mundo tradicional das finanças e o novo ecossistema digital. Elas permitem que usuários comuns acessem vantagens das criptomoedas — como agilidade, liberdade e descentralização — sem abrir mão da estabilidade de valor.

No entanto, nem todas são iguais. Entender como funcionam, que tipo de lastro possuem e quem está por trás do projeto é essencial para tomar decisões seguras. Como em qualquer investimento, o conhecimento é a melhor proteção contra surpresas desagradáveis.

A estabilidade que as stablecoins oferecem pode ser um diferencial poderoso — mas só se vier acompanhada de transparência, segurança e consciência do que está sendo feito com seu dinheiro.

Erivelto Lopes

Autor

Erivelto Lopes

Erivelto Lopes é redator no portal Seu Crédito Digital, com forte compromisso com a verdade, responsabilidade e qualidade da informação. Atua diariamente na produção de conteúdos claros e confiáveis sobre benefícios sociais, economia e atualidades que impactam a vida do cidadão. É apaixonado por informar com agilidade, sempre buscando traduzir temas complexos de forma acessível.

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