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Starlink no celular custa a partir de R$ 189 por mês; veja como funciona no Brasil

Avatar de Vitória Monckes Vitória Monckes · · 5 min de leitura
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A Starlink no celular já pode ser utilizada no Brasil, mas existe uma diferença importante entre a tecnologia disponível atualmente e o serviço que está sendo testado para conectar o smartphone diretamente aos satélites.

Hoje, o celular pode acessar a internet da Starlink por meio do Wi-Fi criado pela antena da empresa. Já o sistema chamado Direct-to-Device (D2D) pretende eliminar esse equipamento intermediário, permitindo que um smartphone compatível converse diretamente com um satélite.

A tecnologia está avançando no Brasil. A Anatel mantém um projeto-piloto para testar conexões diretas entre celulares e satélites e estendeu a autorização da Vivo até 22 de abril de 2029. A Starlink foi indicada como parceira da operadora no projeto.

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Como usar a Starlink no celular atualmente

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Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

Para quem contrata a Starlink convencional, o smartphone funciona como em qualquer outra rede Wi-Fi.

A antena instalada em um imóvel, sítio, veículo ou outro local recebe o sinal dos satélites e o equipamento de rede distribui a internet. Depois, basta abrir as configurações do celular e selecionar a rede Wi-Fi da Starlink.

Isso significa que não é necessário ter um celular especial para utilizar a internet da Starlink dessa maneira. O que é indispensável é possuir o equipamento da empresa e uma assinatura compatível.

O Starlink Mini é uma alternativa mais portátil. O modelo tem roteador Wi-Fi integrado e foi desenvolvido para facilitar o transporte, inclusive em viagens e deslocamentos. A própria empresa informa que o Mini pode ser utilizado para conectividade portátil em situações como viagens, camping e deslocamentos.

O celular não recebe o sinal do satélite diretamente

Essa é a principal diferença que costuma gerar confusão.

Na configuração atual, o caminho é aproximadamente este: satélite → antena Starlink → roteador → celular.

No Direct-to-Device, a proposta muda para: satélite → celular.

Por isso, comprar uma antena Starlink hoje não significa que o smartphone já esteja conectado diretamente à constelação de satélites.

Quanto custa usar a Starlink no celular

O custo atual está ligado ao plano de internet via satélite e ao equipamento contratado. No Brasil, há opções residenciais e planos voltados para deslocamento, enquanto os valores podem mudar conforme o endereço, modalidade escolhida, impostos e promoções.

A referência de entrada do serviço residencial está na faixa de R$ 189 por mês, enquanto o equipamento é cobrado separadamente, salvo ofertas específicas.

A Starlink também oferece diferentes modalidades de hardware. O Mini foi criado para ocupar menos espaço e facilitar a mobilidade, enquanto equipamentos residenciais são direcionados principalmente para instalações fixas.

Como promoções e condições comerciais mudam, o valor apresentado no momento da contratação deve ser considerado como referência mais atual para cada endereço. A própria Starlink realiza a consulta de disponibilidade pelo local de instalação.

Quando a Starlink vai funcionar diretamente no celular?

O avanço mais importante ocorreu no campo regulatório.

A Anatel criou um ambiente experimental para testar a tecnologia Direct-to-Device, que utiliza frequências destinadas ao serviço móvel para permitir a comunicação entre satélites e aparelhos celulares.

Em setembro de 2026, a agência estendeu até 22 de abril de 2029 a autorização da Vivo para realizar testes de D2D em território nacional. A Starlink aparece como parceira indicada pela operadora, mas a autorização regulatória é concedida à Telefônica Brasil, controladora da Vivo.

Isso não significa que todos os clientes da Vivo já possam ativar a função. O projeto ainda está dentro de um ambiente experimental e depende de compatibilidade técnica, condições da operadora e evolução da regulamentação.

Além disso, a autorização pode terminar antes de 2029 caso sejam estabelecidas regras definitivas para esse tipo de serviço.

Como será a conexão Starlink sem antena

O conceito é relativamente simples para o usuário.

Quando o celular estiver fora do alcance de uma estação terrestre, um satélite equipado para esse tipo de comunicação poderá funcionar como uma espécie de torre móvel no espaço. O aparelho compatível poderá procurar a conexão e trocar informações diretamente com o satélite.

A tecnologia foi pensada especialmente para regiões rurais, estradas, áreas de difícil acesso e locais onde a construção de infraestrutura tradicional de telefonia é mais complicada.

Isso não significa que a Starlink substituirá o 4G ou o 5G. A tendência é que o D2D funcione como uma extensão da cobertura móvel, entrando em ação principalmente quando a rede terrestre não estiver disponível.

O que será possível fazer pelo celular via satélite

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Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

Os primeiros usos tendem a priorizar serviços que exigem pouca quantidade de dados, como mensagens e comunicações de emergência.

A oferta de internet móvel mais ampla, chamadas de voz e outras aplicações depende da evolução da tecnologia, da capacidade dos satélites, da compatibilidade dos aparelhos e das regras estabelecidas para o mercado brasileiro.

Por isso, não é correto imaginar que o celular passará a ter a mesma velocidade de uma conexão 5G simplesmente por estar conectado ao satélite.

Quais celulares serão compatíveis?

Ainda não existe uma lista definitiva para o serviço brasileiro.

A compatibilidade deverá depender do modelo do aparelho, das bandas de frequência suportadas, do software e da configuração adotada pela operadora. Em mercados onde tecnologias semelhantes já estão sendo implementadas, fabricantes e operadoras divulgam listas específicas de aparelhos compatíveis.

Assim, comprar um celular apenas com a expectativa de utilizar a futura Starlink direta não garante acesso ao serviço.

Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

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