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Internet via satélite no celular ganha atenção com avanço da tecnologia Starlink

Avatar de Vitória Monckes Vitória Monckes · · 6 min de leitura
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A possibilidade de usar o celular em locais sem sinal de operadora está se tornando realidade com a tecnologia Direct to Cell, desenvolvida pela Starlink, empresa de internet via satélite da SpaceX. A solução permite que smartphones compatíveis se comuniquem diretamente com satélites, sem precisar de uma antena parabólica instalada na residência ou de um equipamento externo conectado ao aparelho.

Na prática, os satélites funcionam como estações de telefonia móvel no espaço. Em vez de depender exclusivamente das torres terrestres, o celular pode acessar uma conexão via satélite quando não há cobertura convencional disponível, desde que existam compatibilidade técnica e condições adequadas para o serviço.

A tecnologia começou com o envio de mensagens de texto e avançou para serviços de dados e chamadas por aplicativos em determinados mercados. O objetivo é ampliar a conectividade em estradas, áreas rurais, regiões isoladas e outros locais onde instalar antenas tradicionais é difícil ou economicamente inviável.

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Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

Uma das principais vantagens do Direct to Cell é a possibilidade de funcionar em smartphones convencionais compatíveis, sem exigir um aparelho exclusivo para comunicação via satélite.

Entretanto, isso não significa que qualquer celular poderá utilizar o serviço automaticamente. A compatibilidade depende do modelo, das características do aparelho, do software, das frequências utilizadas e das condições estabelecidas pela operadora parceira.

A conexão também depende da disponibilidade do serviço no país. Mesmo que um smartphone seja tecnicamente compatível, o proprietário não conseguirá acessar a rede se sua operadora não oferecer o recurso naquela região.

Outro ponto importante é a necessidade de condições favoráveis de comunicação com os satélites. Céu aberto tende a facilitar a conexão, enquanto obstáculos como construções e outros elementos podem prejudicar o sinal.

A Starlink vai oferecer internet 5G diretamente do espaço?

A SpaceX está trabalhando em uma nova geração de satélites para ampliar a capacidade de conexão direta com smartphones. A empresa recebeu autorização da Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos (FCC) para implantar até 15 mil satélites de nova geração, destinados, entre outras aplicações, a aprimorar os serviços móveis via satélite.

A expansão pretende aumentar a capacidade da rede e permitir conexões mais avançadas. No entanto, a autorização para lançar os equipamentos não significa que todos os serviços previstos já estejam disponíveis comercialmente.

Também é importante diferenciar a tecnologia atual, baseada em LTE, da evolução futura para recursos móveis mais avançados. A oferta efetiva de serviços dependerá da infraestrutura implantada, das frequências autorizadas e das regras de cada país.

O que já é possível fazer com a Starlink direto no celular?

Nos mercados em que o serviço está disponível, os recursos variam conforme a operadora e a fase de implantação.

Inicialmente, o Direct to Cell foi direcionado às mensagens de texto, especialmente úteis em situações nas quais o usuário está sem cobertura terrestre. Com a evolução da tecnologia, determinados mercados passaram a oferecer acesso a dados e suporte a aplicativos selecionados.

Isso pode permitir o uso de ferramentas de comunicação, mapas e serviços de localização, conforme as condições da rede. Em alguns países, também há chamadas por aplicativos que utilizam a conexão de dados.

Ainda assim, não se deve esperar a mesma velocidade ou estabilidade de uma conexão 4G ou 5G convencional. A capacidade disponível por satélite é limitada em comparação com redes terrestres de alta densidade, e o desempenho depende de fatores como cobertura, quantidade de usuários e condições de recepção.

A tecnologia deve ser entendida como uma extensão da conectividade móvel, não como substituta das antenas tradicionais. Em cidades com cobertura adequada, as redes terrestres continuam sendo fundamentais para oferecer maior capacidade e desempenho.

Como está a Starlink direto no celular no Brasil?

O Brasil já possui iniciativas regulatórias e testes relacionados à comunicação direta entre satélites e smartphones. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) criou um ambiente experimental para aplicações conhecidas como Direct-to-Device (D2D), que permite avaliar modelos de conectividade via satélite em condições específicas.

A Vivo e a Starlink participam desse movimento, com autorização experimental vinculada ao ambiente regulatório previsto até abril de 2029, conforme as informações apresentadas na referência.

Isso representa um avanço importante, mas não significa que qualquer cliente da Vivo já possa contratar o serviço. Até que exista uma oferta comercial anunciada, não há como afirmar quais planos serão elegíveis, quanto custará a conexão ou quais funcionalidades estarão disponíveis para o consumidor brasileiro.

A Starlink também busca ampliar as possibilidades de utilização de frequências para serviços móveis diretos por satélite no país. Esses processos dependem das autorizações pertinentes da Anatel e não são automaticamente resolvidos pelas licenças concedidas por autoridades estrangeiras.

Portanto, o Brasil está avançando na preparação regulatória e técnica, mas a disponibilidade comercial ampla ainda depende de decisões e anúncios oficiais.

Quais empresas concorrem com a Starlink nessa tecnologia?

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Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

A Starlink não é a única empresa interessada em conectar celulares diretamente a satélites. A AST SpaceMobile, por exemplo, desenvolve uma rede voltada à comunicação direta com smartphones convencionais e mantém iniciativas de parceria com operadoras de telefonia.

No Brasil, a TIM já esteve associada a planos envolvendo essa tecnologia. A Lynk também participou de demonstrações de conectividade por satélite com operadoras brasileiras, mostrando que diferentes empresas procuram alternativas para ampliar a cobertura móvel.

Há ainda soluções específicas de comunicação via satélite em smartphones, como determinados recursos disponíveis em aparelhos da Apple em mercados selecionados. Essas soluções, porém, não funcionam necessariamente da mesma maneira que o Direct to Cell da Starlink.

A concorrência pode ampliar as opções de conectividade no futuro, mas cada sistema depende de seus próprios equipamentos, acordos comerciais e autorizações regulatórias.

Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

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