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Internet gratuita da Starlink para celulares no Brasil? Anatel esclarece a situação

Boatos sobre internet gratuita da Starlink em celulares viralizam, mas Anatel alerta que tecnologia ainda não é autorizada no Brasil.

Vitória MonckesPor Vitória Monckes5 min de leitura
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Nos últimos meses, rumores sobre a possibilidade de usar internet da Starlink gratuitamente em celulares tomaram conta das redes sociais no Brasil. A promessa de uma conexão rápida e gratuita, direto do espaço, despertou o interesse de milhões de brasileiros, sobretudo aqueles que vivem em áreas afastadas das grandes cidades.

Entretanto, segundo informações oficiais da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), esse tipo de conexão ainda não está liberado no Brasil. A empresa de Elon Musk não possui autorização para fornecer serviços de internet via satélite diretamente a celulares no território nacional.

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Imagem: Reprodução / Anatel

O que é a tecnologia “direct-to-device” da Starlink?

A tecnologia “Direct to Device”, também chamada de “Direct to Cell”, é uma solução da Starlink que permite a conexão de celulares diretamente aos satélites da empresa, sem a necessidade de torres ou antenas terrestres. A ideia é oferecer acesso à internet, mesmo em locais onde não há cobertura das operadoras tradicionais.

Funções disponíveis:

  • Envio e recebimento de mensagens de texto;
  • Compartilhamento de localização;
  • Futuramente, transmissão de dados e chamadas de voz (em fase de testes).

A proposta é revolucionária, especialmente para regiões remotas, áreas rurais, locais de desastres naturais e zonas de fronteira onde o acesso à rede é limitado ou inexistente.

Anatel: tecnologia ainda não está autorizada

A Anatel divulgou nota esclarecendo que nenhuma empresa está autorizada a oferecer o serviço de internet via satélite direto ao celular no Brasil, seja gratuitamente ou mediante pagamento. O texto afirma:

“A tecnologia Direct to Cell (ou Direct to Device) pode representar um avanço significativo na cobertura de telefonia móvel. Reconhecendo esse potencial, a Agência tomou a iniciativa de promover um ambiente propício à experimentação dessa tecnologia, estabelecendo um Sandbox regulatório que favorece arranjos técnicos nesse sentido”.

Apesar do ambiente de testes regulatórios, a Starlink ainda não possui as licenças e outorgas necessárias para operar esse tipo de conexão em solo brasileiro.

Por que não é possível usar a Starlink de graça no celular?

A oferta gratuita do serviço não é autorizada por razões regulatórias e técnicas:

1. Regulação brasileira

A legislação exige que qualquer empresa que deseje prestar serviços móveis no Brasil obtenha outorga específica da Anatel e licenças para uso de radiofrequências. Até julho de 2025, a Starlink não possui essas autorizações.

2. Infraestrutura técnica

A conexão direta via satélite exige parcerias com operadoras locais e celulares compatíveis com a tecnologia, o que ainda não foi implantado no Brasil.

3. Ausência de modelo gratuito

Mesmo nos países onde o serviço está em testes ou operação parcial, não há modelo de uso gratuito e irrestrito. O acesso é feito por meio de parcerias com operadoras e é destinado a situações emergenciais.

Onde o sistema já está em funcionamento?

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Imagem: Freepik e Canva

A tecnologia “Direct to Device” já está sendo usada nos Estados Unidos e Nova Zelândia em parcerias com operadoras locais. Em outros países, como Austrália, Canadá, Chile e Japão, está em fase de testes.

Características do funcionamento nos países autorizados:

  • Não é gratuito;
  • Requer parcerias com operadoras locais;
  • Uso inicial limitado a mensagens e localização;
  • Aplicabilidade em regiões sem cobertura celular.

Sandbox regulatório da Anatel

A Anatel criou um ambiente experimental, chamado “sandbox regulatório”, para estimular o desenvolvimento de novas tecnologias de telecomunicações. Isso permite que empresas testem soluções inovadoras sob supervisão da Agência.

Contudo, o sandbox não substitui a necessidade de licenças para exploração comercial ampla do serviço, o que a Starlink ainda não possui.

Como funciona hoje o serviço da Starlink no Brasil?

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Atualmente, a Starlink está autorizada a operar apenas com banda larga fixa via satélite, atendendo:

  • Residências urbanas e rurais;
  • Comércios e escritórios;
  • Escolas e órgãos públicos;
  • Fazendas e zonas de difícil acesso.

Requisitos:

  • Contratação de plano mensal (a partir de R$ 184,00);
  • Instalação de antena especial;
  • Roteador fornecido pela própria empresa.

Boatos e desinformação nas redes sociais

Com o avanço da tecnologia e a notoriedade de Elon Musk, diversos vídeos e mensagens foram espalhados em grupos de WhatsApp, TikTok e Facebook, prometendo acesso gratuito à internet Starlink via celular.

A maioria dessas mensagens afirma que basta ter um celular para se conectar ao satélite, sem custo ou instalação, o que é falso.

Riscos da desinformação:

  • Expectativas infundadas sobre acesso gratuito;
  • Compartilhamento de links fraudulentos;
  • Golpes com promessas de ativação de serviços inexistentes.

A Anatel reforça a importância de consultar fontes oficiais antes de compartilhar qualquer informação relacionada a novos serviços de telecomunicação.

O que esperar do futuro da Starlink no celular no Brasil?

Starlink celular celulares
Imagem: Freepik e Canva

Com o crescente interesse por tecnologias de conectividade em regiões remotas, espera-se que a Starlink avance nos processos de regulamentação no Brasil.

Expectativas:

  • Solicitação de licenças junto à Anatel;
  • Parcerias com operadoras nacionais;
  • Expansão do sandbox regulatório para testes com dispositivos móveis;
  • Desenvolvimento de infraestrutura local compatível.

Imagem: Wirestock Creators / Shutterstock.com

Vitória Monckes

Autor

Vitória Monckes

Vitória Monckes é turismóloga, comissária de voo e futura enfermeira. No Seu Crédito Digital, atua como redatora especializada na tradução clara e acessível de políticas públicas, direitos sociais, previdência, programas assistenciais e medidas econômicas. Sua missão é transformar temas governamentais complexos em conteúdos compreensíveis e úteis para os brasileiros, contribuindo para decisões mais conscientes no dia a dia.

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