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Starlink Mobile pode conectar 25 milhões de usuários até o final de 2026

Starlink Mobile pretende alcançar 25 milhões de usuários até 2026 com internet via satélite para celulares. Veja como funciona o serviço D2D.

Jessica CassanaPor Jessica Cassana6 min de leitura
STARLINK MOBILE

A Starlink, serviço de internet via satélite da SpaceX, pretende encerrar 2026 com mais de 25 milhões de usuários ativos mensais no serviço de conectividade móvel via satélite, conhecido como direct-to-device (D2D). O plano foi apresentado durante o Mobile World Congress (MWC) 2026, em Barcelona, considerado o principal evento global da indústria de telecomunicações.

Atualmente, a empresa já contabiliza cerca de 10 milhões de usuários ativos mensais no serviço Starlink Mobile, por meio de parcerias com 35 operadoras móveis em cinco continentes. No total, a tecnologia já alcançou aproximadamente 16 milhões de usuários únicos.

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A estratégia da SpaceX é transformar a conectividade por satélite em um complemento às redes tradicionais de telefonia, ampliando cobertura em áreas remotas e fortalecendo a infraestrutura de telecomunicações global.

O que é o Starlink Mobile

O Starlink Mobile é uma extensão do sistema de satélites da Starlink voltada para conectividade direta com celulares.

A tecnologia permite que smartphones se conectem à rede via satélite sem necessidade de antenas externas ou equipamentos adicionais.

Essa abordagem é conhecida como Direct-to-Device (D2D) ou direct-to-cell, pois permite comunicação direta entre satélites e aparelhos móveis.

Na prática, isso significa que celulares podem receber sinal mesmo em locais onde não há cobertura de torres de telecomunicações.

Entre as principais aplicações estão:

  • comunicação em áreas rurais
  • conectividade em regiões isoladas
  • comunicação em situações de emergência
  • reforço de cobertura em redes móveis tradicionais

Parcerias com operadoras móveis

O modelo de negócio da Starlink Mobile não substitui totalmente as operadoras de telecomunicações.

Segundo executivos da SpaceX, o serviço foi projetado para funcionar como parte de uma rede híbrida, complementando a infraestrutura terrestre existente.

Hoje, clientes de 35 operadoras móveis já utilizam a tecnologia em diferentes partes do mundo.

Na América Latina, os primeiros países a firmarem parceria com a Starlink foram:

  • Chile
  • Peru
  • Costa Rica

Até o momento, não há acordos anunciados para o Brasil no serviço de conectividade direta para celulares.

Starlink já cobre a maior área 4G do mundo

Durante o evento em Barcelona, executivos da SpaceX afirmaram que o sistema Starlink Mobile já pode ser considerado a maior rede 4G do mundo em cobertura geográfica.

Isso ocorre porque os satélites conseguem cobrir regiões onde redes móveis tradicionais não chegam, como:

  • áreas rurais isoladas
  • regiões marítimas
  • desertos
  • áreas montanhosas

Essa capacidade faz com que a tecnologia seja vista como uma solução estratégica para ampliar a inclusão digital em regiões remotas.

Comunicação emergencial já atende milhões de pessoas

Um dos usos mais relevantes da tecnologia atualmente é a comunicação em emergências.

Segundo dados apresentados no evento, cerca de 4,4 milhões de pessoas já utilizaram o sistema para comunicação em situações críticas, como desastres naturais ou falhas em redes terrestres.

Esse tipo de conectividade pode permitir envio de mensagens ou acesso a serviços essenciais quando a infraestrutura local está indisponível.

Segunda geração de satélites promete salto de desempenho

A SpaceX também revelou detalhes da segunda geração de satélites Starlink (Gen 2), que deve ampliar significativamente a capacidade da rede.

Atualmente, cerca de 650 satélites da constelação Starlink já possuem tecnologia de comunicação direct-to-cell.

Com a nova geração, a empresa espera oferecer comunicação direta aos smartphones com velocidades de até 150 Mbps.

Melhorias tecnológicas da nova geração

Os novos satélites devem trazer avanços importantes na capacidade de transmissão de dados.

Entre as melhorias anunciadas estão:

  • antenas phased array cinco vezes maiores
  • quatro vezes mais largura de banda por feixe
  • desempenho de link até 20 vezes superior à geração atual

Segundo executivos da empresa, a capacidade total de transmissão por satélite poderá ultrapassar:

  • 100 Gbps de download
  • 50 Gbps de upload

Esse aumento de capacidade é fundamental para suportar o crescimento de usuários no serviço móvel.

Expansão da constelação com o foguete Starship

Para viabilizar a expansão da rede Starlink, a SpaceX pretende utilizar o Starship, megafoguete reutilizável atualmente em desenvolvimento.

A expectativa da empresa é iniciar lançamentos regulares a partir de maio de 2027.

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Com o Starship, será possível colocar mais de 50 satélites em órbita por lançamento, acelerando o crescimento da constelação.

O plano da empresa é implantar cerca de 1.200 novos satélites com capacidade D2D, o que permitiria oferecer cobertura global contínua em um período de aproximadamente seis meses.

Potencial de centenas de milhões de usuários

Com a chegada da segunda geração de satélites, executivos da SpaceX acreditam que o serviço Starlink Mobile poderá alcançar centenas de milhões de usuários no futuro.

Isso ocorre porque a tecnologia elimina uma das principais limitações da conectividade móvel: a dependência exclusiva de infraestrutura terrestre.

Em regiões com baixa densidade populacional, como áreas rurais ou florestais, a rede via satélite pode se tornar uma alternativa mais eficiente e economicamente viável.

Impacto para o mercado global de telecomunicações

A expansão da conectividade via satélite está sendo acompanhada de perto por empresas e reguladores do setor de telecomunicações.

Especialistas apontam que o modelo híbrido entre redes terrestres e satélites pode trazer diversos impactos para o mercado.

Entre eles:

  • ampliação da cobertura móvel global
  • redução do custo de expansão de redes
  • novos modelos de parceria entre operadoras e empresas espaciais

Ao mesmo tempo, questões regulatórias e de espectro radioelétrico continuam sendo desafios para a expansão do serviço em alguns países.

E o Brasil?

Embora o serviço Starlink de internet fixa via satélite já esteja disponível no Brasil, a versão móvel direta para celulares ainda não possui parceiros anunciados no país.

A entrada desse tipo de tecnologia depende de:

  • acordos com operadoras locais
  • liberação regulatória da Anatel
  • disponibilidade de espectro adequado

Caso essas etapas avancem nos próximos anos, o Brasil poderá se tornar um mercado relevante para a expansão da conectividade via satélite.

Conclusão

A estratégia da Starlink para conectividade móvel via satélite representa uma das transformações mais relevantes na infraestrutura global de telecomunicações.

Com a meta de atingir 25 milhões de usuários até 2026, a empresa aposta em um modelo híbrido que combina satélites e redes móveis tradicionais para ampliar a cobertura global.

Se os planos de expansão com a nova geração de satélites e o foguete Starship se confirmarem, a conectividade direta entre satélites e smartphones poderá se tornar uma realidade comum para milhões de pessoas nos próximos anos.

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INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Jessica Cassana

Autor

Jessica Cassana

Jéssica Cassana é especialista em benefícios sociais e atua como redatora no portal Seu Crédito Digital. Com linguagem acessível e conteúdo direto ao ponto, compartilha orientações práticas sobre o Bolsa Família, CadÚnico, CRAS, Caixa Tem e demais programas do governo. Sua missão é ajudar os leitores a entender e acessar seus direitos com mais autonomia, segurança e clareza.

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