A Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (SCTI) do Estado de São Paulo encerrou 2025 com um marco estratégico para a economia paulista: 100 empresas capacitadas para atuar fora do Brasil por meio do programa SP Global Tech. A iniciativa, realizada em parceria com a InvestSP, acelera negócios de base tecnológica e fortalece a internacionalização de soluções criadas no território paulista.
São Paulo aposta em inovação e prepara 100 startups para o cenário mundial
SP Global Tech capacita startups paulistas para atuar no exterior, ampliando inovação, competitividade e presença internacional em 2025.
O esforço integra uma política de inserção de startups e organizações inovadoras em mercados estrangeiros, com foco em competitividade global, maturidade científica e atração de investimentos. O objetivo central é posicionar São Paulo como referência mundial em inovação aplicada e criar uma rota consistente para que projetos locais se conectem a oportunidades internacionais.
Em avaliação institucional, o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Vahan Agopyan, ressaltou que a iniciativa não se limita à formação técnica, mas cria impacto estrutural no ecossistema. Segundo ele, “o SP Global Tech é um exemplo concreto de como a Secretaria atua para ampliar a presença global da inovação paulista.
Por meio da capacitação e do acesso a eventos internacionais, estamos conectando startups a oportunidades estratégicas e promovendo a competitividade de São Paulo no cenário global”.
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Estratégia internacional: como o SP Global Tech estrutura a expansão
O programa funciona como uma trajetória de aceleração internacional. As empresas participantes passam por etapas de diagnóstico de maturidade tecnológica, análise de mercado, preparação regulatória e construção de pitches alinhados a investidores fora do país.
A capacitação inclui orientação regulatória, aproximação com fundos internacionais e preparação para a adaptação técnica e científica exigida por ecossistemas estrangeiros.
Capacitação para padrões globais
- Adaptação a normas técnicas internacionais
- Reestruturação de modelos de negócio para escala global
- Orientação sobre proteção intelectual em múltiplos países
- Estratégias para entrada gradual em ambientes estrangeiros
Mentorias e consultorias especializadas
As participantes recebem acompanhamento contínuo de consultores da SCTI e da InvestSP. O foco está em três pilares centrais: fortalecimento da tese científica das startups, ajustes de compliance e governança e conexão com potenciais aceleradoras e hubs estrangeiros para desenvolvimento de networking qualificado.
Presença em feiras e ecossistemas globais
A internacionalização prática é uma das principais frentes do SP Global Tech. Em 2025, 20 empreendimentos representaram São Paulo em eventos de grande porte. Dez empresas participaram da London Tech Week e outras dez integraram a delegação enviada ao Web Summit Lisboa, reconhecido como um dos maiores palcos de inovação do mundo. A presença em feiras internacionais abriu portas para negociações, testes de mercado e apresentações para investidores e aceleradoras estrangeiras.
Impacto prático: histórias e setores que avançaram
Entre as empresas beneficiadas, a NG Development se destacou pelo desenvolvimento de uma ferramenta psicométrica voltada à saúde mental e a competências socioemocionais. O fundador da empresa, Nilton Clécio, afirmou que “o programa da SCTI foi um ponto de virada”. A participação internacional resultou em novos contatos e potenciais parcerias com instituições interessadas na validação científica da tecnologia.
A Hi! Healthcare Intelligence também ilustra avanços no setor de saúde. A startup, que utiliza análise de dados para medir a eficiência de tratamentos hospitalares e otimizar decisões clínicas, ampliou sua atuação após a participação no programa. Para o fundador, Felipe Fagundes, “participar do SP Global Tech com o apoio da SCTI foi determinante para levar a Hi! a um novo patamar. O programa nos conectou a oportunidades reais fora do Brasil e acelerou nossa capacidade de transformar ciência e dados em impacto global na saúde”.
Esses resultados fortalecem áreas como:
- Biotecnologia e saúde digital
- Inteligência artificial aplicada à indústria
- Edtechs e plataformas de aprendizagem
- Soluções sustentáveis e energia limpa
- Tecnologia financeira e segurança de dados
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Avanços institucionais e posicionamento de São Paulo no mapa global
O desempenho do SP Global Tech posiciona São Paulo como um dos principais hubs de inovação da América Latina. O governo estadual articula formação, pesquisa aplicada e relações internacionais para construir uma base sólida de competitividade global. A estratégia garante visibilidade institucional, consolidação de redes de investimento e inserção em polos tecnológicos estruturados.
A iniciativa também reduz barreiras antes acessíveis apenas a empresas com capital mais robusto, democratizando o acesso ao mercado global. Com isso, startups emergentes conseguem validar soluções fora do país, estabelecer contratos internacionais e retornar ao estado trazendo conhecimento, capital e potencial de expansão.
Projeções para 2026: expansão geográfica e novas missões internacionais
A segunda edição do SP Global Tech está em andamento e tende a ampliar o número de empresas aptas à exportação de serviços. Para 2026, são previstas novas delegações paulistas em feiras como o Web Summit e o South by Southwest (SXSW), nos Estados Unidos. O plano de ação inclui missões estratégicas, rodadas de investimento e reuniões com grandes aceleradoras internacionais.
As metas para o próximo ciclo incluem aumento do volume de empresas capacitadas, ampliação de parcerias acadêmicas internacionais e maior conexão com fundos globais de inovação. Esse movimento deve consolidar São Paulo como referência na diplomacia tecnológica e no empreendedorismo inovador brasileiro.
O futuro da inovação paulista na arena internacional
O balanço de 2025 indica que o SP Global Tech se tornou um instrumento estruturante para a internacionalização da inovação. A iniciativa fortalece a base científica, cria oportunidades reais de expansão e gera impacto econômico dentro e fora do território paulista. Ao aproximar startups de agendas internacionais, o programa contribui para reposicionar o Brasil no mapa global de tecnologia e pesquisa aplicada.
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