Seu Crédito Digital
Seu Crédito Digital

STF autoriza e milhões de brasileiros podem recuperar dinheiro da conta de luz

STF valida devolução de ICMS na conta de luz. Veja quem tem direito e como pedir a restituição.

Vitória MonckesPor Vitória Monckes4 min de leitura
stf

Milhões de brasileiros podem ter direito à restituição de valores pagos a mais nas contas de energia elétrica nos últimos anos. O Supremo Tribunal Federal (STF) consolidou o entendimento de que o ICMS não pode integrar a base de cálculo do PIS e da Cofins nas faturas de energia.

A decisão foi tomada no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7324 e validou a Lei 14.385/2022. Na prática, a Corte reafirmou o princípio já estabelecido na chamada “tese do século”: um imposto não pode compor a base de cálculo de outros tributos.

Esse entendimento impacta diretamente o consumidor, pois significa que houve cobrança indevida ao longo dos anos — e que os valores devem ser devolvidos.

Leia mais:

Banco Master: liquidação do banco aciona TCU e STF

O que o STF decidiu exatamente?

O STF confirmou a constitucionalidade da Lei 14.385/2022, que exclui o ICMS da base de cálculo do PIS e da Cofins nas contas de energia elétrica.

A norma havia sido questionada pela Associação Brasileira das Distribuidoras de Energia Elétrica (Abradee), mas a Corte entendeu que a exclusão está alinhada à jurisprudência consolidada da própria Corte sobre tributação.

O fundamento é técnico, mas o efeito é simples: o ICMS é um imposto estadual que não integra o faturamento das distribuidoras. Portanto, não pode servir de base para cálculo de tributos federais.

Quem tem direito à restituição?

Têm direito à restituição:

  • Consumidores residenciais;
  • Empresas;
  • Indústrias;
  • Produtores rurais;
  • Qualquer unidade consumidora que tenha pago conta de energia com a incidência indevida.

Segundo o entendimento consolidado, é possível buscar a devolução dos valores pagos nos últimos dez anos, respeitando os prazos prescricionais e as regras processuais aplicáveis.

Como será feita a devolução?

Com a decisão validada, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) poderá regulamentar a forma de operacionalização do ressarcimento.

A devolução pode ocorrer:

  • Por meio de créditos nas próximas faturas;
  • Em forma de desconto mensal;
  • Ou por restituição direta, dependendo da via escolhida.

Os valores deverão ser corrigidos monetariamente. Contudo, podem ser descontados tributos adicionais e honorários advocatícios, caso a via judicial seja utilizada.

Como solicitar a restituição do ICMS na conta de luz?

1. Solicite o histórico de consumo

O primeiro passo é solicitar à sua distribuidora de energia o histórico detalhado de consumo.

Em Santa Catarina, por exemplo, o pedido pode ser feito junto à Celesc. Em outros estados, o consumidor deve procurar sua concessionária local.

Especialistas recomendam reunir pelo menos cinco anos de histórico, embora o direito possa alcançar período maior.

2. Escolha a via para solicitar

O consumidor pode optar por duas alternativas:

Via administrativa

O pedido é feito diretamente à distribuidora.
Ponto de atenção: normalmente a empresa não apresenta o cálculo prévio do valor a ser restituído.

Via judicial

É possível contratar advogado para ingressar com ação judicial. Essa via costuma garantir cálculo detalhado e atualização monetária adequada.

3. Realize os cálculos (caso judicial)

Na via judicial, o advogado realizará o cálculo técnico do valor devido.

Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.

+311 mil seguidores

Seguir no Google

É importante verificar:

  • Se haverá cobrança antecipada de honorários;
  • Se o cálculo será terceirizado;
  • Qual será o percentual de êxito contratual.

Transparência contratual é essencial.

4. Acompanhe o processo

Após o ajuizamento, o consumidor pode acompanhar o andamento nos portais oficiais da Justiça estadual ou federal.

O objetivo é assegurar que a decisão do STF seja efetivamente aplicada e que os valores retornem ao consumidor.

Vale a pena entrar com pedido agora?

Para quem tem histórico de consumo elevado — como pequenas empresas, padarias, supermercados e indústrias — o impacto financeiro pode ser relevante.

Em contas residenciais, o valor pode ser menor individualmente, mas ainda assim significativo ao longo de vários anos.

A decisão do STF fortalece a segurança jurídica, reduzindo o risco de reversão futura.

Impacto no bolso do consumidor

A conta de luz é um dos principais custos fixos das famílias brasileiras. Segundo dados oficiais do setor elétrico, a energia pesa diretamente no orçamento doméstico e também influencia preços de alimentos e serviços.

A exclusão do ICMS da base do PIS/Cofins não apenas corrige distorções passadas, como contribui para maior transparência tributária nas faturas.

Trata-se de uma vitória relevante do ponto de vista fiscal e do direito do consumidor.

Não perca nenhuma oportunidade de crédito e pagamento: acesse agora nossas últimas notícias no Seu Crédito Digital.

Foto: Gustavo Moreno/STF

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Vitória Monckes

Autor

Vitória Monckes

Vitória Monckes é turismóloga, comissária de voo e futura enfermeira. No Seu Crédito Digital, atua como redatora especializada na tradução clara e acessível de políticas públicas, direitos sociais, previdência, programas assistenciais e medidas econômicas. Sua missão é transformar temas governamentais complexos em conteúdos compreensíveis e úteis para os brasileiros, contribuindo para decisões mais conscientes no dia a dia.

Topicos relacionados