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Filipe Martins e Silvinei Vasques são ouvidos pelo STF em caso de golpe

STF ouve nesta quinta (24) novos réus da trama golpista de 2022. Entre os acusados estão Filipe Martins e Silvinei Vasques, do núcleo próximo a Bolsonaro.

Melissa BarbosaPor Melissa Barbosa6 min de leitura
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O Supremo Tribunal Federal (STF) dá sequência, nesta quinta-feira (24), a mais uma rodada de interrogatórios no processo que apura a tentativa de golpe de Estado durante o governo de Jair Bolsonaro. A sessão ocorre por videoconferência e inclui depoimentos de investigados dos núcleos 2 e 4 da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

Esses grupos são considerados peças-chave na articulação para tentar reverter o resultado das eleições de 2022, vencidas pelo atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A ação penal é uma das mais relevantes já conduzidas pelo STF no campo da defesa do Estado Democrático de Direito.

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Filipe Martins e Silvinei Vasques estão entre os principais réus

STF
Reprodução: Freepik

Acusação contra Filipe Martins

De acordo com a denúncia da PGR, Filipe Martins teria apresentado um jurista a Jair Bolsonaro com o objetivo de elaborar uma “minuta do golpe”, documento que sugeria decretar estado de sítio ou estado de defesa. A ação visava impedir a posse de Lula, mesmo após a derrota nas urnas.

Acusação contra Silvinei Vasques

Já Silvinei Vasques é acusado de ter comandado operações da PRF no segundo turno das eleições com o objetivo de dificultar o voto de eleitores do Nordeste, região onde Lula tinha ampla vantagem. A PGR afirma que as blitzes foram deliberadas e tiveram caráter político.

Militares e agentes formam o Núcleo 4

Ações atribuídas ao Núcleo 4

Segundo o Ministério Público, o grupo atuava de maneira coordenada para propagar fake news, desacreditar as urnas eletrônicas e inflamar a opinião pública contra os poderes constituídos. Essas ações teriam alimentado a radicalização que culminou nos atos golpistas investigados.

Réus podem permanecer em silêncio

Como já se tornou praxe nas audiências do caso, os réus têm o direito de permanecer em silêncio durante os interrogatórios. A medida está garantida pela Constituição e não pode ser usada como prova de culpa.

Ainda não há confirmação oficial se o ministro Alexandre de Moraes, relator da ação, conduzirá pessoalmente a audiência ou delegará a tarefa a um juiz auxiliar do gabinete.

Fase final do processo

Interrogatórios encerram a fase de instrução

A realização dos interrogatórios marca uma das últimas etapas da ação penal. Após as oitivas, as defesas devem apresentar suas alegações finais. A expectativa é de que os primeiros julgamentos ocorram ainda no segundo semestre deste ano.

Núcleo 1 já passou por interrogatório

Os depoimentos dos réus do Núcleo 1, que inclui Jair Bolsonaro e outros nomes centrais da trama, foram colhidos no mês passado. Essa etapa do processo já está nas alegações finais e deve ser pautada para julgamento em setembro.

Núcleo 3 será ouvido na próxima semana

Os réus do Núcleo 3, ainda não ouvidos, devem ser interrogados na segunda-feira (28). Esse núcleo é formado por apoiadores civis que participaram da disseminação de atos antidemocráticos e do apoio logístico aos ataques de 8 de janeiro.

Detalhamento dos núcleos e réus convocados

Quem são os réus do Núcleo 2

  • Filipe Martins – Ex-assessor especial de assuntos internacionais de Jair Bolsonaro
  • Marcelo Câmara – Ex-assessor direto do ex-presidente
  • Silvinei Vasques – Ex-diretor-geral da PRF
  • Mário Fernandes – General do Exército
  • Marília de Alencar – Ex-subsecretária de Segurança Pública do Distrito Federal
  • Fernando de Sousa Oliveira – Ex-secretário-adjunto da Segurança Pública do DF

Quem são os réus do Núcleo 4

  • Ailton Gonçalves Moraes Barros – Major da reserva do Exército
  • Ângelo Martins Denicoli – Major da reserva do Exército
  • Giancarlo Gomes Rodrigues – Subtenente do Exército
  • Guilherme Marques de Almeida – Tenente-coronel do Exército
  • Reginaldo Vieira de Abreu – Coronel
  • Marcelo Araújo Bormevet – Policial federal
  • Carlos Cesar Moretzsohn Rocha – Presidente do Instituto Voto Legal

Acusações e enquadramentos penais

STF
Palácio do Supremo Tribunal Federal na Praça dos Três poderes em Brasília

Os réus respondem a uma série de crimes, que, segundo a PGR, foram praticados de forma coordenada e com o uso de aparato público. Entre os principais tipos penais estão:

  • Organização criminosa armada
  • Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito
  • Golpe de Estado
  • Dano qualificado pela violência e grave ameaça
  • Deterioração de patrimônio tombado

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A gravidade das acusações é apontada pelo STF como uma ameaça direta à democracia e à soberania popular expressa pelo resultado eleitoral de 2022.

Contexto político e jurídico do processo

Um julgamento com forte impacto institucional

A série de processos relacionados à tentativa de golpe de Estado se tornou um divisor de águas no Judiciário brasileiro. O STF, especialmente por meio do gabinete do ministro Alexandre de Moraes, tem adotado uma postura firme na apuração e responsabilização dos envolvidos.

O caso é visto como emblemático por envolver figuras do alto escalão do governo anterior, além de setores das Forças Armadas e da segurança pública. Especialistas apontam que o julgamento terá consequências duradouras na forma como o Brasil trata ameaças à democracia.

Repercussão internacional

Organizações internacionais de direitos humanos, observadores políticos e veículos de imprensa estrangeiros acompanham de perto os desdobramentos do caso. O Brasil tem sido citado como exemplo de resistência institucional diante de tentativas de ruptura democrática.

Expectativas para os próximos meses

Com a conclusão das oitivas, o foco passará para a fase de julgamento. O STF deverá analisar o mérito das ações e decidir pela absolvição ou condenação dos réus. Caso condenados, as penas podem ultrapassar 20 anos de prisão, dada a gravidade dos crimes.

A depender da sentença, o processo também poderá abrir caminho para outras responsabilizações, inclusive no campo eleitoral e administrativo. A inelegibilidade de figuras centrais como Bolsonaro já foi determinada em outras frentes, mas novos desdobramentos podem surgir a partir das decisões do Supremo.

Um momento decisivo para a democracia brasileira

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Imagem: Structured Vision / shutterstock.com

O avanço das investigações e dos julgamentos sobre a tentativa de golpe de 2022 coloca o Brasil diante de um momento histórico. A condução firme do STF é considerada essencial para restaurar a confiança da sociedade nas instituições e assegurar que não haja impunidade para quem atentou contra a vontade popular.

A atuação dos núcleos denunciados mostra como diferentes setores se articularam em uma tentativa coordenada de ruptura democrática. A responsabilização, segundo juristas, é uma exigência constitucional e moral do Estado de Direito.

Conclusão

Em síntese, o processo conduzido pelo STF contra os núcleos investigados evidencia a importância da Justiça na defesa da democracia brasileira. Ao enfrentar uma tentativa coordenada de golpe, envolvendo figuras de alto escalão e setores militares, o Judiciário reafirma seu papel fundamental para garantir a soberania popular e a estabilidade institucional. O desfecho desse julgamento será crucial para fortalecer as instituições e enviar uma mensagem clara contra ameaças à ordem democrática no país.

Melissa Barbosa

Autor

Melissa Barbosa

Melissa Barbosa é Redatora SEO e Designer no portal Seu Crédito Digital. Estudante de Jornalismo, possui sólida experiência em Marketing de Conteúdo, com foco em estratégias de SEO, comunicação digital e identidade visual. Apaixonada pelo universo da informação e da criatividade, une técnica e sensibilidade para transformar dados e tendências em conteúdos relevantes, que ajudam o público a entender melhor o cenário econômico, os benefícios sociais e os serviços digitais que impactam o dia a dia do brasileiro.

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