Seu Crédito Digital
Seu Crédito Digital

STF permite demissão sem justa causa e trabalhadores se revoltam

O decreto sobre a demissão sem justa causa estava tramitando há mais de 25 anos no STF e a decisão foi favorável. Entenda o caso!

Amanda SampaioPor Amanda Sampaio3 min de leitura
Carteira de trabalho e caneta sobre uma superfície carimbada com a palavra "demissão".

Na última sexta-feira (26), os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) validaram a demissão sem justa causa. A decisão foi tomada pela maioria de votos e veio para validar um decreto de Fernando Henrique Cardoso (FHC), feito há mais de 25 anos.

Dessa forma, a partir de agora, não é mais necessária uma justificativa por parte dos empregadores para a demissão dos funcionários. A votação foi de 5 votos contrários a 6 votos a favor, no plenário virtual da Corte.

O decreto de 1966, de FHC, libera o Brasil da aplicação da convenção 158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que está em vigor até então.

Entenda agora o motivo para a decisão da demissão sem justa causa

Esse caso tramitou no STF por mais de 20 anos e chegou a uma definição nesta última sexta-feira (26). Em 1997, a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) acionou o Supremo contra o decreto.

Isso porque FHC permitiu um decreto para tornar a demissão sem justa causa algo legal sem o aval do Congresso Nacional. No entanto, segundo a Contag, essa decisão não cabe ao presidente, já que a aprovação de leis é também dever do Legislativo.

Assim, apenas nesta última semana que a maioria dos ministros decidiu que a saída do Brasil dos tratados internacionais, conforme o decreto de FHC, seria mantida. No entanto, essa regra só se aplica daqui para frente, sem alterar os decretos anteriores.

Veja a repercussão da votação

Nas redes sociais, os cidadãos não estão felizes com a determinação favorável à demissão sem justa causa. No Twitter, é possível encontrar diversos comentários contrários à decisão. Veja alguns exemplos!

Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.

+311 mil seguidores

Seguir no Google
https://twitter.com/CAM4099/status/1663241371732279304

Em suma, os votos contrários ao decreto foram dos ministros Mauricio Corrêa, Carlos Ayres Britto, Joaquim Barbosa, Rosa Weber e Ricardo Lewandowski. Já os favoráveis foram dos ministros Kassio Nunes Marques, Gilmar Mendes, André Mendonça, Nelson Jobim, Teori Zavascki e Dias Toffoli.

Como a decisão não altera o decreto, as leis continuam valendo da mesma forma.

Imagem: Gabriel_Ramos/shutterstock.com

Amanda Sampaio

Autor

Amanda Sampaio

Relações Públicas pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho - Unesp, redatora há mais de 3 anos em diversos nichos.

Topicos relacionados