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STF tomará importante decisão sobre correção do FGTS no próximo dia 18; saiba mais

O STF se prepara para tomar importante decisão sobre a correção do FGTS no dia 18 de outubro! Clique aqui para entender o que muda.

Helena SerpaPor Helena Serpa2 min de leitura
Celular posicionado na horizontal exibindo na tela o logo do FGTS. O aparelho está sobre um leque de notas de 50 e 100 reais. Ao lado, uma caneta vermelha.

O Supremo Tribunal Federal (STF) tem um importante julgamento marcado para o dia 18 de outubro. O encontro, pautado pelo presidente do STF, Luís Roberto Barroso, é para a retomada da discussão sobre a constitucionalidade da atual forma de correção do FGTS.

Uma discussão que desperta grande interesse do trabalhador brasileiro, já que até o momento o julgamento conta com dois votos favoráveis ao aumento dos ganhos dos beneficiários.

O julgamento iniciou em abril deste ano, mas o ministro Nunes Marques interrompeu-o devido a um pedido de vista. O magistrado devolveu o processo no final de agosto, permitindo que Barroso escolhesse o mesmo para ser um dos primeiros julgamentos de sua gestão.

Qual a proposta atual para a correção do FGTS?

Como relator da ação, o presidente do STF já demonstrou seu posicionamento em abril, quando propôs a extinção da Taxa Referencial (TR) e a correção pelo rendimento da caderneta de poupança. O ministro André Mendonça, também do STF, aderiu a essa proposta.

No momento, a correção do FGTS é realizada mediante a aplicação da Taxa Referencial (TR) e a adição de juros de 3% ao ano. Entretanto, a ação em discussão no STF levanta a proposta de mudança deste índice de correção pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Proposta essa apresentada pelo partido Solidariedade.

Aplicativo do FGTS em celular de usuário com tela em site do mesmo no plano de fundo, representando a decisão do STF sobre a correção do FGTS.
Imagem: rafapress / shutterstock.com

Impacto da mudança

Se a ação for aprovada pelo STF, o impacto nos cofres públicos será proporcional ao índice que for determinado como referência para a correção do FGTS. E também, pelas chamadas modulações, que se referem ao momento em que essa determinação começaria a valer.

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Assim, estima-se que a mudança pode gerar um impacto de até R$ 300 bilhões. Mesmo diante deste cenário, a Advocacia-Geral da União (AGU) defende a manutenção do modelo atual de correção. Com a aprovação, os trabalhadores poderão esperar um aumento nos rendimentos do FGTS. Isso devido à mudança do índice de correção, que passaria a ser o IPCA.

Entretanto, ainda é necessário aguardar a retomada do julgamento, que teve início em abril de 2023 e está prevista para o dia 18 de outubro. O foco agora é na decisão do STF, que poderá beneficiar milhões de trabalhadores brasileiros com ganhos maiores na correção de seus FGTS.

Imagem: rafastockbr / shutterstock.com

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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