O Grupo Casino, empresa francesa que comprou o Grupo Pão de Açúcar (GPA) há 11 anos, enfrenta graves problemas financeiros, e seu destino está sendo discutido em seu país de origem. Por isso, as ações do GPA estão em processo de negociação.
Succession brasileira? Guerra pelo Pão de Açúcar pode ter revanche de bilionário brasileiro em novo capítulo
A venda das ações do Grupo Pão de Açúcar pela empresa francesa Casino pode reacender uma antiga disputa. Saiba mais!
Diversos compradores estão interessados no Pão de Açúcar, inclusive Abílio Diniz, antigo proprietário do GPA e um dos principais opositores à aquisição da rede de hipermercados pela Casino. Saiba mais informações a seguir.
Casino quer se desfazer da GPA
Com diversos ativos na América Latina, a crise do grupo francês se agravou no período da pandemia, em virtude do contexto financeiro enfrentado pelos países do continente. Contudo, antes disso, desde 2014 o Casino tem se desfeito de seus ativos em diferentes partes do mundo.
A intenção de vender todas parcelas do GPA foi anunciada em junho deste ano. A empresa francesa é controladora de 40,9% dos papéis do Grupo Pão de Açúcar, que possui mais de mil lojas operando em todo o Brasil.
Diversos interessados estão na disputa para adquirir o GPA, pois enxergam várias oportunidades de negócio que podem ser exploradas. Inclusive, um velho conhecido do grupo surge como concorrente para retomar as operações, que foram perdidas há 11 anos exatamente com a aquisição feita pelo Casino.
Succession brasileira?
A situação da venda do GPA lembra a trama da série “Succession”, sucesso da HBO. A obra retrata a disputa familiar pela liderança do conglomerado de mídia e entretenimento Waystar Royco, especialmente após o patriarca Logan Roy não poder mais exercer o controle da empresa.
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Quando o CEO e acionista majoritário do Casino, Jean-Charles Naouri, entrou na disputa pela aquisição do GPA, a família Diniz fez de tudo para tentar impedir o negócio, mas sem sucesso.
Em decorrência disso, Abílio Diniz se tornou um dos maiores acionistas da rival Carrefour, onde também atua como vice-presidente do conselho de administração no Brasil. A retomada do GPA é vista com bons olhos pelo empresário, mas especialistas alertam que a concorrência com grupos de investimento nacionais e internacionais é bastante acirrada.
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